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[Divulgação 38-2017] – Mesa Redonda com Escritoras

Convite

A Oficina Literária Boca de Leão convida a todos para participar do encerramento do ano letivo com a MESA REDONDA LITERATURA E PRODUÇÃO LITERÁRIA. As escritoras Ana Esther Balbão Pithan, Kátia Rebello, Patrícia Núbia Duarte e Príncia Béli irão falar de suas experiências com a literatura e a escrita.

Venha conversar com elas!

Para conhecer um pouco de Ana Esther Balbão Pithan, veja o Link do Encontro realizado com ela na Oficina Literária Boca de Leão ou o Link do Blog Pelicana Esther.

Ana Esther Balbão Pithan.

 

Para saber mais sobre a Kátia Rebello, veja o Link do Encontro realizado com ela na Oficina Literária Boca de Leão.

Kátia Rebello

 

Venham conhecer Patrícia Núbia Duarte. Podem realizar a leitura do conto no E-book em que participou na UFSC. É natural de Giruá/RS. “Sempre incentivada por minha mãe, leitora contumaz, envolvi-me com a escrita tão logo aprendi a ler. Meus “diários” eram os livros de minha autoria. O amor  pela literatura e a vontade de aprender a escrever, levaram-me à Oficina Boca de Leão de onde pretendo nunca mais sair.”

Patrícia Núbia Duarte

 

Conheçam, também, Príncia Béli, autora do Livro Linda Liz.

Manezinha, escritora, gestora e terapeuta sistema. Lançou o e-book, com poesias, “Jardim de Curas”, 2014; publicou micro-contos no livro “A Ilha da Magia em 100 palavras”, 2015; e a poesia “Habitualidades” no Concurso da Editora Itacauinas, no livro “Antologia Literária -Versos Cotidianos”, 2015.

Príncia Béli

Após a fala delas e as perguntas do público, iremos lançar o E-book 15 Bocas de Leão, que ficará disponível no site da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina para download gratuito.

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Divulgação 17-2017 – INSCRIÇÃO – Escrita de Contos – Oficina Literária Boca de Leão

Arte: Lucas Prisco

A Oficina Literária Boca de Leão tem como objetivo iniciar os participantes no processo de escrita para a liberação da criatividade textual. Conhecer gêneros literários. Estudar clássicos da literatura nacional e estrangeira. Oferece a oportunidade de estudar contos. Escrever contos curtos. Escrever um conto para compor o e-book anual da Oficina Literária Boca de Leão.

 

Ação gratuita e aberta à comunidade catarinense.

Faixa etária acima de 18 anos.

Data de início: 8 de Agosto de 2017.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Para certificação é necessário ter o mínimo de 70% de participação e frequência.

Inscrições abertas de 17 a 28 de julho de 2017.  Clique aqui.

E-mail: evandroduarte@fcc.sc.gov.br.

Contato – Evandro Jair Duarte (48) 3665-6422.

 

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Divulgação 14-2017 – ENCONTROS DE JUNHO 2017

Arte: Lucas Prisco

 

JUNHO

6 – Gêneros Literários – Romance – Turmas A e B

13 – Gêneros Literários – Novela – Turma A e B – com a presença de Ana Esther Balbão Pithan – Exercícios práticos

20 – Gêneros Literários – Novela – Turma A e B – com a presença de Ana Esther Balbão Pithan – Estudos

27 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A casa da madrinha

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Divulgação 9-2017 – ENCONTROS DE MAIO 2017

 

Arte: Lucas Prisco

 

MAIO

2 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma B

9 – Não Teremos Encontro

16 – Gêneros Literários – Crônicas e Poesias – Turmas A e B – Encontro com o autor Paulino Júnior

23 – Gêneros Literários – Poesia e Novela – Turmas A e B – com a presença de Milka Plaza Carvajal e Ana Esther Balbão Pithan

OBSERVAÇÃO: os certificados de ESCRITA CRIATIVA serão encaminhados por e-mail.

30 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A bolsa amarela – Todos os interessados

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 7-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – ANGÉLICA

Arte: Lucas Prisco

No dia 25 de Abril de 2017 às 19h, reuniram-se no Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina os participantes do Clube do Livro Lygia Bojunga para socializar a leitura da obra ANGÉLICA.

Participantes Presentes:

Evandro Jair Duarte – Coordenador do Clube do Livro Lygia Bojunga

  1. Ana Lúcia Kretzer Barotto
  2. André Lisbôa da Silva
  3. Cristina Hilgert Queiroz
  4. Daiane Alves João (Morghana)
  5. Juciléa Santos
  6. Maiara Corrêa
  7. Marli Emmerick Ferreira
  8. Nancy Enelia Fajardo Urazan
  9. Patrícia Núbia Duarte
  10. Príncia Béli (Coordenadora do Encontro)

 

Foto: site – http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

Texto de Abertura: Evandro Jair Duarte

 

Na sequência segue o texto de uma das participantes do Clube do Livro Lygia Bojunga.

Palavras da Escritora e Mediadora de Leitura Príncia Béli, com as impressões da Poeta Marli Emmerick, ambas construíram este registro:

 

Angélica.

Quando você não quer mais ser o que é  – dá pra mudar de nome, da cor do pelo?

Quando você não se conforma com o jeito que sua família vive – dá pra mudar a família? dá pra você mudar de família?

Quando você não arranja um trabalho – dá pra inventar um?

E, se você precisa vender um pedaço do seu corpo pra sobreviver – dá para ficar de bom humor?

Se você ficar velho e sozinho dá pra dar a volta por cima?

Estes sãos os questionamentos que Angélica de Lygia Bojunga trouxe ao Circulo de Leitura no mês de Maio.

Porto, o porco; Angélica,a cegonha; Canarinho, o elefante e outros personagens que falam com os seres humanos pipocam entre os encontros deles culminando na peça de teatro onde Angélica retrata seu conflito com a família sobre como se nasce, ou, “desnasce”.

Em paralelo a trama principal está o comportamento em grupo citado quando os macacos aparecem cirurgicamente ao longo da leitura para completo deboche de assuntos tão existenciais. Notamos, os leitores do Circulo, que a autora promove uma reflexão atual e universal. São assuntos permanentes e permeados pelo cotidiano humano. Ainda assim fica o ponto de interrogação sobre para quem e para qual idade ela quer revelar a forma de nascer e de conviver com as diferentes opiniões.

Como facilitadora e propondo o formato de oficina pude perceber o contexto no qual Lygia expressa suas inquietações ao trazer como pano de fundo  sua inteligencia constatada nas entrelinhas do texto; considerado para leitura do público infantil. Por isso, compreender o tempo (1975), a regionalidade brasileira e em especifico no Rio de Janeiro, a experiência da autora ser atriz de rádio e pelo fato dela e o marido fundarem a TOCA (escola rural) dá a nuance de sua escrita: a de bichos falantes interagindo com humanos em cenário ora urbano, ora em ambiente rural.

Por essas razões tem-se a narrativa diretamente ao leitor, a representação de sentimentos, um realismo mágico com contos fantásticos pontuando uma escrita com assuntos sérios de forma leve beirando ao tom de humor com algumas situações satíricas.

Quando o enredo trás Napoleão Gonçalves, um sapo viúvo que cuida de sete sapinhos, filhos seus com Mimi-das-Perucas, vitimada pela vaidade exagerada demonstrando a construção social de como a fêmea deve se apresentar bela e cuidada ainda que lhe custe a vida; ou a tônica do casal de crocodilos – Jota e Jandira, que viviam em constante atrito, gerando crises de espirros nela diante do machismo de Jota.

Os espaços sociais apresentados ao longo da historia também complementam a ideia de interação entre as realidades no qual o ser humano está inserido, tal qual os animais: a escola que inibe a personalidade de Porto; a agencia de emprego que recusa Canarinho, a principio, porque tem rugas; Napoleão Gonçalves que faz o eterno movimento de insatisfação ao trabalhar para arcar seu papel de provedor; o salão que faz a sapa Mimi das Perucas uma escrava da beleza e naturalmente do consumo. Em contra ponto a ideia de liberdade é vinculada à natureza na época em que Porto vivia num tronco de árvore,  bem como no mar sobrevoado por Angélica.

Outrossim, a narrativa lúdica promove o tom das possibilidades quando Porto presenteia Angelica com um bilhete-ideia apaziguando a angustia da ave sobre a mentira institucionalizada- “a de que Cegonhas dão a luz”. O conflito puramente interno para Angélica é a de que sua família insiste em manter tal ideia. Para a parentela afinal de contas qual o problema das pessoas pensarem assim e elas levarem a fama de benfazejas?

Os demais personagens se reúnem com suas idiossincrasias tendo em comum o fato de estarem desempregados. A esta altura da historia o coleguismo, o trabalho coletivo, a liberação catártica propiciada pelo teatro demonstra a superação dos problemas de forma individual, mas não solitária. O que proporciona um sentido à vida e na satisfação pessoal. Por exemplo, o momento em que Porto deixa de negar que é um porco permitindo que o nó do rabinho se desentorte liberando-o de seus medos; ou, quando a mulher de J passa a exigir que a chamem de Jandira (a crocodila que tem nome), pois apesar do machismo do esposo mau humorado por ter que vender pedaços de seu rabo, ela também tem voz e vez!

Uma forma brilhante que autora encontra no tocante de assuntos tabus trazendo a sua perspectiva reflexiva sobre sexismo e tantas outras estruturas comportamentais.

Assim, a leitura passa impressões existencialistas e que não promove lição de moral, mas expõe os conflitos sociais e individuais por meio de uma trupe de bichos que falam e se relacionam com os humanos. Cabe ressaltar que para alguns dos leitores esta mescla do fantástico com o mundo “real” é incomoda. Para outros, uma magia acontece a cada nova ação fantástica dos personagens.

O Circulo de leitura Lygia Bojunga ocorre uma vez por mês na Biblioteca Estadual de SC que propõe a leitura em ordem cronológica das obras. A facilitação de Angélica ocorreu por intermédio da escritora Príncia Béli, sob a coordenação de Evandro Jair Duarte. As impressões da participante Marli Emmerick também contribuíram para a construção deste registro.

Saudações,

Princia Béli

Terapeuta Integrativa

________________

55 (48) 9648-8919

(tim/ whats app)

skype:Atman Social

 

FOTOS DO ENCONTRO

 

Post Escrito por Evandro Jair Duarte, Príncia Béli Teixeira e Marli Emmerick.

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Divulgação 7-2017 – ENCONTROS DE ABRIL 2017

Arte: Lucas Prisco

 

ABRIL

4 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma A

11 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma B

18 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma A

25 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Angélica – Todos os interessados

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 3-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – OS COLEGAS

Meu nome é Evandro Jair Duarte, sou bibliotecário da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina, atuante no Setor de Obras Raras da instituição. Lembrei de meus primeiros dias na Biblioteca, em que eu realizava eventos e ações culturais quase todos os dias. Trabalhei com a comunidade catarinense com atividades como: visitas guiadas, troca de livros, exposições, apresentações de teatro, dança e músicas, datas comemorativas, mostras de cinema, agenda de auditório, entre outras possibilidades.

Sempre tive a vontade de trabalhar mais diretamente com a escrita e leitura. Nunca objetivei estar à frente como ministrante, mas como Coordenador e ser ela entre os participantes e ministrantes, palestrantes. Assim, a Oficina Literária Boca de Leão entrou na Biblioteca Pública com a ideia trazida por Claudete Terezinha da Mata. Ela ficou de 2012 a 2015 e doou o Projeto à Fundação Catarinense de Cultura. Eu fiquei como Coordenador e Claudete como ministrante no início de 2016. No entanto, ela precisou dedicar tempo à Academia Brasileira de Contadores de Histórias.

Com a diminuição da presença de Claudete nas Oficinas, eu tomei à frente e passei a ministrá-la. Mas, sempre inquieto com a palavra Literária. Fiz uma disciplina no Programa de Pós-Graduação em Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com a Professora Tânia Ramos eu descobri que o que é literário é vasto e as possibilidades são grandiosas.

Assim, entendi que a Oficina Literária poderia trazer para suas rotinas a leitura de obras específicas e encontrei nesta possibilidade o momento de aliar dois amores, leitura e Lygia Bojunga. Esta autora eu tinha conhecimento e aproximação e o desejo em trabalhar com seus livros foram crescendo em mim. Compreendi que criar um Clube de Leitura é antes de tudo um investimento de tempo e dedicação. Pensei que ao propor uma atividade como esta ao público, as possibilidades são variadas. Fiquei por um tempo pensando sobre a ideia e conclui que eu precisaria trazer ao público a leitura de Lygia Bojunga, autora que conheci em 2004 e desde então tenho um terno carinho.

Projetei os passos da Oficina Literária Boca de Leão para o ano de 2017 e inseri os Encontros do Clube do Livro nas últimas terças-feiras de cada mês, a partir da Abertura desta Oficina. Desta forma, o Clube do Livro Lygia Bojunga nasceu como uma forma de promoção e incentivo à leitura desta grande escritora nacional.

Na imagem a seguir, temos a divulgação dos objetivos, do público-alvo, das regras, dos encontros e do contato para participar.

Para o ano de 2017, as obras estipuladas para leitura são:

1 – Os Colegas

2 – Angélica

3 – A bolsa amarela

4 – A casa da madrinha

5 – Corda bamba

6 – O sofá estampado

7 – Tchau

8 – O meu amigo pintor

9 – Nós três

Os demais livros foram organizados para serem lidos em 2018 e 2019.

No primeiro encontro do Clube do Livro Lygia Bojunga, a obra explorada foi OS COLEGAS, ilustrada por Gian Calvi. Todos leram previamente o livro e foram para a Biblioteca Pública discutir impressões e demais aspectos da obra. O propósito maior era a conversa em torno da obra escolhida.

A palavra foi dada aos participantes para darem suas impressões com o primeiro contato com o livro e com a obra de Lygia Bojunga.

Apenas uma participante havia lido A BOLSA AMARELA e O SOFÁ ESTAMPADO, os demais não conheciam nada da autora.

Participante 1 – Esta participante que já conhecia estas obras de Lygia disse que sentiu estranhamento com a história ter bichos agindo como humanos.

Participante 2 – Disse que não se prendeu ao livro, considerou ser um livro para criança, gostou e disse que se estivesse na estante para ser lido, não seria um de sua preferência.

Participante 3 – Comentou que recebeu a obra para ler de maneira aberta e que não se surpreendeu o fato de ter bichos falando e agindo como pessoas.

Participante 4 – Falou ter escrito história sobre bichos conversando e ao ler a história lembrou desta experiência na infância. Percebeu que todas as fases da história fazem parte de nossas vivências.

Participante 5 – Sinalizou que não gostou muito de ler OS COLEGAS, mas se permitiu ler. Afirmou não gostar muito de livros dedicados ao público infantil.

Participante 6 – Disse que é um livro para criança e que gostaria de dar para o neto ler e ver o que ele acha da obra. Percebeu nos personagens com as vivências de crianças de rua.

Participante 7 – Declarou que nunca foi atraída por ficção e que todo tempo se pegava pensando em um bicho e como ele poderia fazer aquilo que era humano. Mencionou ter dado risadas e gostar da leitura, apesar dos dois movimentos de gostar e não gostar estar a todo estante em briga dentro dela.

Participante 8 – Afirmou que o fato de ser bichos falando e agindo como pessoas era algo que chamou sua atenção. Gostou da obra e disse ser agradável. Ela percebeu ser uma escrita muito cheia da alegria brasileira. Ela vem de outro país e está no Brasil a algum tempo.

Participante 9 – Falou que estranhou de início e buscou abstrair e ver qual mensagem estava no livro, encontrou AMIZADE, SOLIDARIEDADE, UNIÃO, CRIATIVIDADE e o SACRIFÍCIO pelo amigo. Disse gostar.

Participante 10 – Descreveu sobre sua percepção da obra, declarando ser um livro difícil de ler. Que percebeu ter mensagens complexas para uma criança ler e entender. Considerou ser confuso os personagens em momentos serem colocados na condição de bicho e em outros momentos na condição de humano.

Partipante 11 – Declarou não ter gostado e que causou estranhamento. Disse não ser muito fã de textos fantasiosos. O jeito da autora conduzir e de ter animais agindo como humanos não gostou. Buscou no texto e nas mensagens uma forma para gostar. Mas, não gostou.

Participante 12 – Considerou estranho os animais agindo como humanos.

Participante 13 – Foi o primeiro contato e há muito tempo não lia nada infantil. Buscou encontrar o que Lygia estava querendo dizer e ficou buscando por muito tempo. Disse que ficou curiosa para conhecer outras obras e ver como ela trabalha. Disse que gostou.

Participante 14 – Falou que ficou curiosa para saber o que mais Lygia tem para oferecer. Gostou também de Os Colegas.

Na sequência, eu (Evandro) passei a conduzir a conversa em torno do enredo da obra. Conversando sobre a autora nós descobrimos que ela mora no Rio de Janeiro e passa um bom tempo em Londres. Por ser moradora da cidade do Rio, ela acaba trazendo para as obras o que é forte e rico na cidade maravilhosa, como o samba e aspectos sócio-culturais da cidade. Conversamos um pouco mais sobre ela, suas obras, prêmios, entre outros aspectos.

CAPÍTULO 1 – O INÍCIO

Sobre a história, percebemos que tem diálogo em boa parte da obra, as descrições são colocadas para dar o cenário no qual os personagens irão interagir. Uma linguagem voltada para o público iniciante, as crianças e os jovens podem se encontrar na forma escrita de Lygia, pois o diálogo é algo presente na experiência infantojuvenil e a inserção dos textos densos e gradualmente se faz com o passar dos anos. Diretamente, na história, percebemos que no início da leitura nos deparamos com a briga de dois cães por causa de um osso encontrado em uma lata de lixo. Um garoto passa assobiando um samba, mas estava errado. Os dois param a briga para corrigi-lo. O garoto nem liga e vai embora. Os dois percebem algo em comum, os dois gostam de samba. Por meio da música e do samba eles se tornam COLEGAS. Fizemos a leitura de que no momento em que um pergunta ao outro o nome, eles pensam e dizem: não sei, ninguém me chama. Neste momento viajamos nesta declaração. Ninguém percebe o personagem, ninguém o vê e comparamos com as pessoas que estão às margens na sociedade.

Um personagem diz que o chamam de vira-lata, o outro também diz ser chamado assim. Observamos que Lygia brinca com a construção do nome dos dois cães, um seria Virinha e o outro Latinha, já que ambos são vira-lata.

Uma participante disse que não gosta da estrutura do texto e da forma do texto, prefere textos mais densos. Reafirma sentir-se incomodada com os personagens serem bichos falantes e humanizados. Exigia, na leitura, mais da autora, disse não ser suficiente só os diálogos. Gostaria de muito mais da escrita de Lygia. Sobre a construção do nome, o que chamou atenção foi: ninguém me chama. Entendeu e percebeu uma piada. Engraçado por ninguém chamar os personagens. Divagou sobre as possibilidades do “chama”.

Consideramos a construção dos nomes dos personagens e a forma como Lygia insere a descrição física dos personagens. Os dois se olham e se percebem. Lembramos que muitas vezes, ao construir o personagem e suas características, apresentamos e raras vezes voltamos a essas descrições. Lygia faz um retomar da descrição da característica física em outras passagens do texto, que não somente na introdução do personagem. Percebemos que por ter poucas imagens, um recurso interessante é a descrição das características e do lembrar dessas características. Esta técnica nos faz pensar e visualizar a cena, a imagem.

Conversamos sobre algumas descrições serem apenas uma forma de nos provocar (nós leitores) a imaginar e inserimo-nos na construção da cena e do próprio texto. Estamos participando do texto com nossas colocações e nossas intromissões ao construirmos partes do textos ou cena junto com Lygia. Viajamos e brincamos juntos. Consideramos ser fundamental que o autor não nos dê tudo tão mastigado e de graça, que ele possa nos provocar. Percebemos uma brincadeira de Lygia com algumas palavras, que neste caso foi com o verbo cismar.

[…] quando cisma […]

[…] vontade de cismar […]

[…] acabou cismando […]

OS COLEGAS vão morar juntos atrás de uma grande pilha de entulho em um terreno baldio. Surge então, FLOR DE LIS. Um não sabia o que era Flor de Lis e resolveu chamá-la só de FLOR. Ela era uma cachorrinha comprada em loja de cachorro, foi sendo tratada como humano, usando: perfume, roupas, pulseiras, capa de chuva, bota de chuva, coleira, talco, pó de arroz, brincos e participando de concurso de beleza. Tudo isso a incomodava e fugiu.

Percebemos que Lygia deixa claro a democracia, os bichos vivem bem na coletividade com cães, coelho, urso, tatus, todos vivem e se ajudam. Apesar de não terem a mesma origem e serem tão diferentes, têm coisas em comum.

Chamou-nos atenção a questão de cachorro querer ser cachorro e não humanizado, apesar de ser um texto escrito há muito tempo, esta situação é algo muito atual e presente em nossa sociedade. Os cães são tratados como filhos, como pessoas, humanos.

Lembramos sobre a LOUCURA, apresentada no texto. Quem é louco? O homem humanizando o bicho ou o bicho querendo ser bicho? Pois, na história percebemos que Flor é considerada pelos COLEGAS como birutinha por ter se jogado no mar várias vezes para se livrar do perfume. Um de seus colegas diz a ela que é biruta por agir daquela forma, ao se livrar dos apetrechos humanizantes e do mergulho dado. Ela diz que pode ser sim, ou então, a sua antiga dona que a tratava desta forma.

Foi percebido ser trabalhado a metáfora o tempo todo e à questões sociais a todo momento.

Outra percepção foi a da possibilidade de fuga dos personagens. Fuga de quê? 1972 o Rio de Janeiro tem um processo de higienização da sociedade carioca, de mudança social e do espaço físico.

Chegamos a um consenso de que Lygia não quer passar mensagem moral alguma, apesar de verificarmos a moralidade na história. Ela não deseja focar e dizer qual é a moral da história. Ela trabalha questões sociais e de convívio, mas não força a barra para deixar claro qual é a”lição” que deseja passar.

Pensamos na fuga da realidade.

Uma participante ficou realmente incomodada com a possibilidade de ora o bicho ser bicho e agir como bicho, apesar de falante; ora o bicho é tratado e age como humano e está em situação de humano em rotina na sociedade. Outros participantes consideraram que o ideal é não querer se prender à lógica racional e se permitir brincar e viajar no poder da literatura.

Percebemos os artifícios utilizados por Lygia para falar dos personagens e suas histórias dentro da história. Vários aspectos de estilos são apontados.

Eis que entra na história o URSÍSSIMO (porque era grande), que fugiu do zoológico para conhecer o mundo, passou a ser chamado por Voz de Cristal por caus ada voz fina que nem uma agulha. Juntos OS COLEGAS foram conhecer o circo e riram dos palhaços. Consideramos engraçado o fato de Voz de Cristal ter sido encontrado embaixo de um banco da praça (como escondido embaixo de um banco, um urso enorme).

Surge na história o coelho apelidado de CARA-DE-PAU, ela tinha a voz mal-humorada, cara “fechadíssima”, complexo de perda. Ele disse que foi perdido pelos pais na casa dos tios, não conseguiram, tentaram perdê-lo na cidade e conseguiram. O medo é algo presente em torno deste personagem. Percebemos que ele segue OS COLEGAS para tentar superar o seu próprio medo. Enquanto os outros queriam se esconder para não serem encontrados (pela dona de Flor, pelo Zoológico, pela carrocinha), o Cara-de-pau queria ser encontrado (pela família). Cara-de-pau provocou o sentimento de pena.

Concordamos que ao receber o nome dado pelos COLEGAS, todos recebiam uma identidade. Eles tinham em comum: a vontade de ter uma vida diferente da que tinham, pois gostaram da liberdade e da nova família.

CAPÍTULO II – É TEMPO DE CARNAVAL

O carnaval chegando e a escolha da fantasia, o consenso chega quando escolhem o palhaço. Lygia brinca novamente com a palavra:

A gente vai ter que se virar!

[…] E começou…

… a viração…” p. 23

Chamou-nos a atenção a sonorização para representar o carnaval: panquititapan! O som é utilizado para mostrar que o carnaval estava perto e Lygia utiliza o recurso para dizer que o tempo está passando e é preciso se apressar, o carnaval está na porta e gostamos da expressão utilizada por ela:

Carnaval impaciente!

O bloco vai pra rua

CAPÍTULO III – A GRANDE FARRA

Percebemos como Lygia descreve os detalhes, a sonorização, os malabarismos de cada um dos personagens. Ela trabalha o tempo todo com todos os personagens. Flor rodopiava como porta-estandarte. Virinha fazia passos complicados, enquanto mestre-sala. Voz de Cristal fazia a cuíca roncar. Cara-de-pau faz bonito no tamborim. Latinha no pandeiro.

CAPÍTULO IV – QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Voz de Crista arrebentou a cuíca. Flor perdeu a bandeira nos rodopios. Cara-de-pau furou o tamborim. Virinha torceu a perna. Latinha perdeu as rodinhas do pandeiro. Cansados da grande farra adormecem na rua mesmo. Acordaram com o apito de Cara-de-pau para avisar da aproximação da carrocinha. Todos se atrapalham para correr, Virinha e Latinha são presos pela carrrocinha.

CAPÍTULO V – UM SUSTO PUXA OUTRO

“[…] estavam loucos para esconder lá dentro aquele susto todo.”

Este trecho lembrou de um recurso utilizado na obra que surgiria anos depois: A BOLSA AMARELA. Em que Raquel escondia dentro da bolsa três grandes desejos e objetos de seu apreço.

Voz de Cristal tem que se disfarçar de mulher e não gostou. Ficou com vergonha. Precisava ser humano e dona dos cães que estão na carrocinha. Sua roupa seria feita de jornal (maxissaia, blusa de manga comprida, chapéu, luvas, cinto e bolsa, tudo de jornal).

Uma participante disse que se tivesse um filho não daria o livro para ler porque o urso estava se vestindo de mulher.

Na roupa de jornal ainda tinha uma notícia: Procura-se o urso que fugiu do Jardim Zoológico. Consideramos ser um recursos utilizado para criar um problema no momento da ida à carrocinha e também deveria ser de jornal, pois no momento da busca dos cães começa a chover e o urso é desmascarado e preso. Foi levado ao Zoológico.

CAPÍTULO VI – É TEMPO DE AFLIÇÃO

Voz de Cristal não volta para OS COLEGAS, eles vão ao Zoológico, gritam e chamam pelo Urso, os moradores passam a resmungar e solicitar que o Dr. Leão teve que intervir e ver o que acontecia. Começou uma briga e com o risco de chamarem a polícia forte do Zoológico, Flor tratou de elogiar o Sr. Dr. Leão para obter a informação que desejava. O leão adorou os elogios e deu a informação de que Ursíssimo estava lá. Não debatemos muito este capítulo, apenas relembramos do episódio e consideramos o aspecto de que muitas vezes, quando um dos amigos se relaciona e namora, acaba por se afastar dos amigos. Fato presente em nossas vidas.

CAPÍTULO VII – A BOLAÇÃO DE FLOR

Lygia brinca de novo com a palavra e desta vez é “bolação”. Pois, Flor iria bolar um plano, por isso bolação.

O plano ou melhor a bolação seria a seguinte:

1 – Seria presa pela carrocinha;

2 – Sua antiga dona iria buscá-la;

3 – Faria greve de fome se os amigos Virinha e Latinha não fossem soltos;

4 – Fugiria da dona.

Percebemos que não adiantou Flor ir à delegacia, pois não foi presa, teve que fazer xixi na bota engraxada do guarda. Foi presa, mas Flor perde a voz e quando a dona vai buscá-la não consegue ajudar os amigos. Vai para casa da antiga dona. Não discutimos muito sobre este capítulo.

CAPÍTULO VIII – SOZINHO OUTRA VEZ

Cara-de-pau se viu sozinho e foi para o barraco onde morava com OS COLEGAS e novamente recebeu esperar por seus COLEGAS, coisa feita durante toda sua vida. Ele esperou por seus pais quando foi perdido na casa dos tios ou na cidade. Travou uma briga com o medo e ele ganhou.

CAPÍTULO IX – OS AMIGOS DE CARA-DE-PAU

Os tatuzinhos Garcia ajudam a cavar um túnel da praia até o canil e ajudar na fuga dos cães. Saíram sujos do buraco perguntando quem eram Virinha e Latinha. Olharam para eles e veio o receio. Pensamos nas várias situações de julgamento em que olhamos alguém sujo ou mal arrumado e ficamos com receio de ouvir ou de conversar. Quando os moradores do canil descobriram que havia um túnel para fuga, todos tentaram se enfiar no buraco. Percebemos que somente quando trabalharam em equipe é que conseguiram contornar a situação de problema. Todos fugiram e os Tatus foram pegos pelos guardas do Canil. Claro que no dia seguinte eles fogem, cavando um túnel. Observamos a amizade e colaboração para ajudar os amigos.

CAPÍTULO X – CORRENTE DE PRATA É BACANA DE SE USAR?

Cara-de-pau viu Flor com a dona, estava toda enfeitada, foram atrás dela. Quando Flor viu os amigos, ela fugiu novamente e repete todo o ritual de se livrar de tudo que a enfeitava e banhava se mais uma vez no mar para tirar o perfume. Comentamos sobre este recurso de repetição e o sentido adequado de colocá-lo novamente na obra.

CAPÍTULO XI – VOZ DE CRISTAL NÃO É MAIS UM COLEGA

Voz de Cristal deixou de ser COLEGA para ficar com sua namorada, mas percebeu que ela não gostava de seus amigos e para não brigar com ela, ele decidiu se afastar ou ficar no zoológico, lugar que eles não ficariam. Percebemos que a girafa queria mesmo era ampliar seu espaço de vivência, queria ampliar para o lado em que o urso vivia. Não conversamos muito sobre este capítulo, ficamos só no egoísmo e na falta de paciência ou de vontade de ser a girafa amiga dos COLEGAS do urso.

CAPÍTULO XII – A TURMA RESOLVE MUDAR DE VIDA

Fizeram um samba na praia e a carrocinha foi novamente chamada para pegar os cães. Fugiram para o mar e perceberam que não podiam mais viver assim. Eles precisavam arranjar um emprego e ter onde morar e pensaram no circo e foram até lá apresentar uma proposta para o dono do circo. Exigiram comida três vezes ao dia, morar no circo, seguro de vida e defesa contra acidentes, horário não muito puxado para poder se divertir. Cara-de-pau se dedicou tanto que engoliu o apito e o dono do circo achou o maior barato o fato dele ter um “suspiro apitado”. Foram contratados para fazer show no circo. Rimos da exigência defesa contra acidentes, que era a defesa contra a Dona de Flor-de-Lis ou do Zoológico que poderia procurar Voz de Cristal ou da Carrocinha.

CAPÍTULO XIII – A ESTRÉIA

Todos os amigos foram avisados que trabalhariam no circo. Voz de Cristal volta a ser um COLEGA, ele larga da girafa e foge do noivado fracassado. Consideramos violento o fato do Urso amarrar a perna da girafa, machucando-a. Ele fugiu e conseguiu uma vaga no circo. Cara-de-pau não conseguia dormir após o show, pois foi um sucesso e sua felicidade foi tamanha que ele arrisca ali no escuro mesmo dar um sorriso e conseguiu.

Conversamos que hoje o circo não trabalha mais com animais, o que demonstra a época da história. Chegamos ao consenso de que não precisamos nos prender à realidade e nos permitir o fantasioso. Concluímos que o politicamente correto acaba por podar muitas possibilidades de diálogo. A fala quando declarada indiretamente permite falar de temas e assuntos sem bater de frente com polêmicas. Lygia trata de diversos assuntos e brinca com realidade e fantasia com o uso de bichos falantes.

Refletimos como podemos utilizar nos textos escritos na Oficina Literária Boca de Leão. Relembramos textos escritos no ano de 2016 que trataram da realidade social.

Encerramos o encontros e no próximo mês será tratada a obra ANGÉLICA, no dia 25 de abril de 2017.

 

Participantes presentes:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Ana Lúcia Kretzer Barotto

André Lisbôa da Silva

Astrid Boehs

Cristina Queiroz

Fernanda Scwarz Pires

Gabriela Bessa

Helena Santos Dal Posso

José Carlos Ibañez

Juciléa Santos

Juliane

Maiara Corrêa

Marcelo Luiz Aguiar

Marli Emmerick Ferreira

Nancy Enelia Fajardo Urazan

Patrícia Núbia Duarte

Príncia Béli

Sophia Regapane Klein

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

 

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Divulgação 6-2017 – CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA – Chamada

A Oficina Literária Boca de Leão desenvolverá em 2017 a atividade do CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA.

O desenvolvimento desta ação ocorrerá SEMPRE nas últimas terças-feiras de cada mês.

Dia 28 de março de 2017 será o Primeiro Encontro do CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA.

O Primeiro Livro é de título: OS COLEGAS.

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Veja abaixo a sinopse retirada do site da Casa Lygia Bojunga.

 

Os colegas

Os colegas estreou na Casa de sua autora, tendo restauradas em suas páginas algumas das mais belas ilustrações coloridas que o artista Gian Calvi criou, originalmente, para o livro.

Em Os colegas, livro ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais – Lygia cria um de seus mais famosos grupos de personagens, entre os quais o ursíssimo Voz de Cristal, o coelho Cara-de-pau, e os vira-latas Virinha e Latinha: seres abandonados, vivendo à margem da vida, mas que – uma vez reunidos pelo acaso – descobrem a amizade, a solidariedade e uma intensa alegria de viver.

Fonte: http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

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Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 2-2017 – Escrita Criativa

Arte: Lucas Prisco

No Segundo Encontro da Oficina Literária Boca de Leão, ocorrido no dia 21 de março de 2017, o Coordenador Evandro Jair Duarte deu abertura com a o desejo de boa noite a todos e na sequência a interação com os participantes ficou em torno da discussão sobre o LIVRO DE CABECEIRA. O intuito era saber quais são as leituras que praticam no momento e conhecer o gosto literária dos inscritos.

Foi passada a lista de presença, pois para a certificação é necessário ter 75% de participação na Oficina. Outra ação fundamental para o bom andamento do Programa de Atividades foi a divisão da turma em duas. Sendo assim, o encontro modificado para cada 15 dias com turma A e B. Dessa forma, todos os inscritos poderão participar até o fim do ano das ações planejadas. Essa divisão foi necessária para que possa ser dada a voz a todos os envolvidos. Com turma grandiosa e reunida fica mais difícil de todos escreverem e poder ler seus escritos.

Outra verificação foi em função do Clube do Livro Lygia Bojunga, foi verificado quem dos inscritos participarão das leituras e dos encontros especiais para discutir as obras da autora.

Uma informação importante foi repassada a todos. Como fazer o cadastro na Biblioteca para poder retirar acervo para leitura.

Dados os recados necessários e feitos os ajustes requeridos, o Coordenador passou para a Primeira prática da noite que foi o seguinte exercício:

Comece com “Eu me lembro”. Enumere várias pequenas lembranças. Se aparecer alguma lembrança importante, escreva sobre ela. Mantenha o texto fluindo. Não importa se o fato aconteceu cinco segundos ou cinco anos atrás. Tudo o que não fizer parte desse momento presente é uma lembrança que vem à tona enquanto você escreve. Se a coisa emperrar, apenas repita a frase “Eu me lembro” e continue de onde parou.

Exercício extraído do livro Escrevendo com a alma: liberte o escritor que há em você, da autora Natalie Goldberg.

Depois discutimos o que a Natalie Goldberg diz: Escrever é um ato coletivo. Ela nos faz pensar que quando lemos incorporamos mais do texto lido em nosso solo criativo. Quando gostamos de um escritor ou uma escritora e o(a) lemos à exaustão, podemos acabar por escrever parecido com ele ou ela. Que por vezes pensamos que os estamos imitando.

Ela diz que isto, por um tempo, não é ruim. Mas, que possamos desenvolver nosso próprio estilo e buscar nossa própria escrita.

Natalie diz que quando nos apaixonamos por um(a) autor(a), nós lemos suas obras e relemos para conhecer não só a história como também seu jeito de escrita e todos os detalhes dela. Assim, começamos a nos familiarizar com seu estilo de escrita. Podemos nos familiarizar com os elementos do texto e utilizarmos de alguns recursos em nossas escritas. O que muitas vezes é normal. Depois de um tempo cada um segue o seu caminho.

A autora nos provoca a reflexão sobre quais autores nós gostamos e quais livros nos apetecem.

Ela diz que Somos Jane Austen quando observamos as inglesas do período regencial.

Sua escrita do capítulo finaliza por nos motivar. Afirma que todos somos capazes de produzir bons textos. Nos alerta para o  cuidado com todos os tipos de excesso, principalmente com o de inferioridade. Pois, todos somos capazes e podemos sim ter qualidade no que escrevemos. Basta que possamos praticar e lapidar nossos escritos. Outra observação com excesso se relaciona com a super valorização do autor, cuidando para não ser soberbo.

Natalie Goldberg é uma gentil escritora e nos provoca para um olhar estético. Ela diz que quando olharmos para os grandes autores, que possamos fazê-lo com o seguinte olhar: “Eles fazem isso há mais tempo, posso trilhar seu caminho por um período e aprender com eles” (GOLDBERG, 2008, p. 96).

Era aniversário da Ana Esther e nós cantamos parabéns e registramos as fotos a seguir.

Participantes presentes:

Evandro Jair Duarte – Coordenador e Ministrante

Ana Esther Balbão Pithan – Ministrante

  1. Laura Julici Dreher de Andrade
  2. Marcelo Aguiar
  3. Pati Peccin
  4. Gustavo Pires de Andrade Neto
  5. José Carlos Ibañez
  6. Olga Maria Panhoca
  7. Júlia Pedrollo Albertoni
  8. Elainy Cristine Peres
  9. Marli Emmerick Ferreira
  10. Domingos Ferreira
  11. Patricia Nubia Duarte
  12. Príncia Bélli
  13. Fernanda Schwarz Pires
  14. Nancy Enelia Fajardo Urazan
  15. Suane Cirilo Nunes Denardin
  16. Claudia Monteiro Moisés
  17. Helena Santos Dal Posso
  18. Ana Cláudia Fabre Eltermann
  19. Vinícius Gomes
  20. Gabriela Bessa
  21. Maiara Corrêa
  22. Natan Schmitz Kremer
  23. Astrid E. Boehs
  24. Simone Maria Losso
  25. Janete D. A Rau
  26. Deise Cristina de Melo de Souza
  27. Patrícia Vilma Pinheiro da Silva
  28. Delmar Gonçalves
  29. Maria de Fátima Correa de Oliveira
  30. Marília Alves
  31. Joana Mitidiero
  32. Sophia Regapane Klein
  33. Carla Ariane Paes Ribeiro
  34. André Lisboa da Silva
  35. Patrícia Schwarz
  36. Mery Cristina Neves
  37. Natália Steffany Silva

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 1-2017 – Abertura da Oficina Literária Boca de Leão (OLBL)

Arte: Lucas Prisco

RELATO

No dia 14 de Março às 19h aconteceu a abertura da Oficina Literária Boca de Leão no auditório da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina. Esta localizada à rua Tenente Silveira, nº 343, no centro de Florianópolis-SC. Sob a Coordenação de Evandro Jair Duarte dos 74 inscritos estiveram presentes 45 pessoas da comunidade catarinense. Vale destacar o objetivo da Oficina:

A Oficina Literária Boca de Leão tem como objetivo iniciar os participantes no processo de escrita para a liberação da criatividade textual. Conhecer gêneros literários. Estudar clássicos da literatura nacional e estrangeira. Estudar contos. Escrever contos curtos. Escrever um conto para compor o e-book anual da Oficina Literária Boca de Leão. Terão 31 encontros para o desenvolvimento da escrita criativa e a produção de contos. Ação gratuita e aberta à comunidade catarinense. Faixa etária acima de 18 anos.

Ana Esther Balbão Pithan é ministrante da Oficina e fez a leitura de um trecho do Livro A ARTE DE ESCREVER de Schopenhauer.

O Coordenador apresentou a Oficina e sua trajetória histórica de 2012 até 2016 e na sequência foi mencionado de maneira breve o cronograma abaixo, para conhecimento de todos e como vai ser desenvolvido.

CRONOGRAMA DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO–ANO 2017

 

OBJETIVO: Iniciar o processo de escrita para instigar a criatividade. Estudar clássicos da literatura nacional e estrangeira. Estudar textos de produção textual. Escrever contos curtos.

DATA: Terça-feira.

CARGA HORÁRIA: 100h.

LOCAL: AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA

 

 

MARÇO

14 – ABERTURA – Assinatura do Termo de Autorização do Uso da Imagem para o Blog da Oficina – Estudo de Escrita Criativa – Prática de Escrita Criativa

21 – Escrita Criativa – Prática – Socialização

28 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Os Colegas

 

ABRIL

4 – Escrita Criativa – Prática – Socialização

11 – Escrita Criativa – Prática – Socialização

18 – Gêneros Literários – Lírico, Épico e Dramático

25 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Angélica

 

MAIO

2 – Gêneros Literários – Crônicas – Poesia

9 – Gêneros Literários – Romance – Novela

16 – Gêneros Literários – Literatura Infantil e Juvenil

23 – Gêneros Literários – Literatura Infantil e Juvenil

30 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A bolsa amarela

JUNHO

6 – Gêneros Literários – Contos – Enredo, Personagens, Tempo, Espaço, Ambiente e Narrador

13 – Gêneros Literários – Contos – Enredo, Personagens, Tempo, Espaço, Ambiente e Narrador (Exercício)

20 – Gêneros Literários – Contos – Foco Narrativo – (Exercício)

27 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A casa da madrinha

 

JULHO

4 – Gêneros Literários – Contos – Socialização

11 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Corda Bamba

18 – RECESSO

25 – RECESSO

 

AGOSTO

1 – RECESSO

8 – Estudo de autor – Machado de Assis

15 – Exercício estilístico – Baseado em Machado de Assis

22 – Estudo de autor – Machado de Assis

29 – Clube do Livro Lygia Bojunga – O sofá estampado

 

SETEMBRO

5 – Exercício estilístico – Baseado em Machado de Assis

12 – Estudo de autor – Machado de Assis

19 – Exercício estilístico – Baseado em Machado de Assis

26 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Tchau

 

OUTUBRO

3 – Socialização dos Contos Produzidos na Oficina – Apreciação e Sugestões

10 – Socialização dos Contos Produzidos na Oficina – Apreciação e Sugestões

17 – Clube do Livro Lygia Bojunga – O meu amigo pintor

24 – Socialização de textos produzidos na Oficina; Entrega e Assinatura do Termo de Cessão de Direitos do Texto para o E-book

31 – ENCERRAMENTO – Entrega dos Certificados – Coquetel

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ASSIS, Machado. A cartomante. Seleção de contos. Rio de Janeiro: Revan, 1989. p.125.

ASSIS, Machado. A causa secreta. Obras completas de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Aguilar. 1994. vol. II. p. 511.

ASSIS, Machado. A missa do galo. Seleção de contos. Rio de Janeiro: Revan, 1989. p.163.

ASSIS, Machado. O enfermeiro. Obra completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. vol.II.

BOJUNGA, Lygia. Feito à mão. 4. ed. 2. reimpr. Rio de Janeiro: Agir, 1996.

BOJUNGA, Lygia. Livro: um encontro. 6. ed. 2. reimpr. Rio de Janeiro: Agir, 1988.

CALVINO, Ítalo (org.). Contos fantásticos do século XIX: o fantástico visionário e o fantástico cotidiano. 2. reimpr. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. 9. Ed. São Paulo: Perspectiva, 1998.

FARACO, Carlos. Trabalhando com narrativa. 2. ed. São Paulo: Ática, 1992.

FERNANDES, Ronaldo Costa. O narrador do romance: e outras considerações sobre o romance. Rio de Janeiro: Sette Letras, 1996.

FORSTER, Edward Morgan. Aspectos do Romance. 2. Ed. Porto Alegre: Globo, 1974.

GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 3. ed. São Paulo: Ática, 1995.

GOLDBERG, Natalie. Escrevendo com a alma: desperte o escritor que há em você.

KING, Stephen. Sobre a escrita. Tradução [de] Michel Teixeira. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015.

LAJOLO, Marisa. O que é literatura. São Paulo: Nova Cultural, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 92).

LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo: ou a polêmica em torno da ilusão. 8. ed. São Paulo: Ática, 1997.

MARIA, Luiza de. O que é conto. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 135).

MCKNEE, Robert. Story.

PAIXÃO, Fernando. O que é poesia. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1988. (Coleção Primeiros Passos, v. 63).

REIMÃO, Sandra Lúcia. O que é romance policial. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, [1983]. (Coleção Primeiros Passos, v. 109).

SILVA, Antonio Manoel dos Santos. Análise do texto literário: orientações estilísticas. Curitiba: Criar Edições, 1981.

TAVARES, Bráulio. O que é ficção científica. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 169).

ZILBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. (Como e por que ler ; 4).

 

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ABRAMOVICH, Fanny. O estranho mundo que se mostra às crianças. 5. ed. São Paulo: Summus, 1983.

ARROYO, Leonardo. Literatura infantil brasileira: ensaio de preliminares para a sua história e suas fontes. São Paulo: Melhoramentos, 1968. (Coleção Biblioteca de Educação).

BRAIT, Beth. A personagem. 6. ed. São Paulo: Ática, 1998. Série Princípios.

CARVALHO, Bárbara Vasconcelos de. Literatura infantil: estudos. São Paulo: Lotus, [19??].

COELHO, Nelly Novaes. A literatura infantil: história, teoria e análise. 4. ed. rev. São Paulo: Edições Quiron Ltda, 1987.

ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução: Hildegard Feist. 2. reimpr. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. Literatura infanto-juvenil: arte ou pedagogia moral? São Paulo: Cortez, 1982.

LAJOLO, Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 6. ed. 11. reimpr. São Paulo: Ática, 2006.

MIRANDA, José Fernando. Estória infantil em sala de aula: semiótica de personagens. Porto Alegre: Sulina, 1978.

MIRANDA, Simão de. Escrever é divertido: atividades lúdicas de criação literária. Campinas, SP: Papirus, 1999.

MOISÉS, Massaud. Criação literária: introdução à problemática da literatura. 5. ed. rev. e aumentada. São Paulo: Melhoramentos, 1973.

MORAES, Antonieta Dias de. A violência na literatura infantil e juvenil. São Paulo: Global, 1984. (Global universitária: série crítica).

ROSEMBERG, Fúlvia. Literatura infantil e ideologia. São Paulo: Global, 1985 (Teses ; 11).

SARTRE, Jean-Paul. A imaginação. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2008.

TEZZA, Cristovão. O espírito da prosa.

VASCONCELLOS, Zinda Maria Carvalho de. O universo ideológico da obra infantil de Monteiro Lobato. Santos, SP: Traço Editora, 1982.

ZILBERMAN, Regina; LAJOLO, Marisa. Um Brasil para crianças: para conhecer a literatura infantil brasileira: histórias, autores e textos. 3. ed. São Paulo: Global, 1988.

Ana Esther fala aos participantes da Oficina Literária.

Ana explana sobre seu envolvimento com a escrita e literatura.

Momento da prática da noite.

Todos concentrados escrevendo no exercício de escrita criativa.

Participantes Presentes:

Ana Esther Balbão Pithan – Ministrante

Evandro Jair Duarte – Coordenador e Ministrante

  1. Alice Saraiva de Oliveira
  2. Ana Lúcia Kretzer Barotto
  3. André Lisbôa da Silva
  4. André Luiz Alves Pereira
  5. Astrid Boehs
  6. Camila da Rosa
  7. Cláudia Monteiro Moisés
  8. Cristina Hilgert Queiroz
  9. Daiane Alves João
  10. Delmar Gonçalves
  11. Domingos Ferreira
  12. Elainy Cristine Peres
  13. Felipe Fratoni do Livramento
  14. Fernanda Schwarz Pires
  15. Gabriela Bessa
  16. Gustavo Pires  de Andrade Neto
  17. Joana de Andrade Mitidiero Vasconcelos
  18. João Carlos Corrêa Neto
  19. José Carlos Ibañez
  20. Juciléa Santos
  21. Júlia Pedrollo Albertoni
  22. Laura Julici Dreher de Andrade
  23. Luis Antonio Palma Hangai
  24. Maiara Corrêa
  25. Marcelo Luiz Aguiar
  26. Márcia Gonzaga de Jesus Freire
  27. Maria de Fátima Oliveira
  28. Maria de Lourdes Corrêa de Oliveira Gonçalves
  29. Marília Gomes Alves Honório
  30. Marli Emmerick Ferreira
  31. Melissa Figueira Fagundes
  32. Mery Cristina Neves
  33. Nancy Enelia Fajardo Urazan
  34. Natan Schmitz Kremer
  35. Nathália Steffany Silva
  36. Olga Maria Panhoca
  37. Patrícia Núbia Duarte
  38. Patrícia Peccin
  39. Príncia Béli
  40. Sawan S. Alves Gonçalves
  41. Simone Maria Losso
  42. Suzane Cirilo Nunes Denardin
  43. Vinícius Gomes

 

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