[Divulgação 30-2017] – Exercício de Escrita de Conto 2

Arte: Lucas Prisco

Exercício de Escrita de Conto

Base de inspiração: Machado de Assis

Socialização

Dia 19-09-2017 – Serão  socializados os textos escritos com base em Machado de Assis.

Faremos um breve estudo de: Personagem, Enredo, Tempo, Espaço, Ambiente e Narrador.

Serão feitos alguns exercícios com outros recursos (que não a base inspirador em Machado de Assis).

 

A inspiração para a construção dos contos a serem socializados e apreciados pelos participantes foi o texto de Machado de Assis denominado “A Causa Secreta”.

Será feito um exercício de escrita e a leitura dos contos dos participantes.

Fonte: http://ofielcarteiro.net/livros/contos-de-machado-a-causa-secreta/

 

 

Encontros: Todas as Terças-Feiras.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Contato: evandroduarte@fcc.sc.gov.br

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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[Divulgação 28-2017] – Clube do Livro Lygia Bojunga – O SOFÁ ESTAMPADO

Arte: Lucas Prisco

 

O sofá estampado

Um dos livros mais premiados de Lygia Bojunga, O sofá estampado conta uma história aparentemente singela (a paixão de um tatu por uma gata angorá), abrindo em suas páginas um leque de personagens pitorescos, que pincelam com suas ações e diálogos um quadro divertido e emocionante de crítica social.

Texto extraído do site Casa Lygia Bojunga – http://www.casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

 

Fonte: http://www.casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

 

Encontros: Todas as Terças-Feiras.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Contato: evandroduarte@fcc.sc.gov.br

 

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[Divulgação 29-2017] – Socialização do Exercício de Escrita de Conto

Arte: Lucas Prisco

 

Exercício de Escrita de Conto – Machado de Assis – A Cartomante – Socialização

Dia 12 de setembro será o dia de socializar a escrita de Contos tendo como inspiração para a construção dos contos, o texto de Machado de Assis denominado “A Cartomante”.

O exercício já está neste Blog, com data de 06 de setembro de 2017.

Socializaremos os textos oralmente no dia 12.

 

Fonte: https://www.estudopratico.com.br/resumo-do-livro-a-cartomante-de-machado-de-assis/

 

Encontros: Todas as Terças-Feiras.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Contato: evandroduarte@fcc.sc.gov.br

 

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Exercício – Conto

Prezados, neste momento, nós iremos brincar com as palavras e com as possibilidades de seguir o roteiro de Machado de Assis.

O exercício acontecerá da seguinte forma:

  • com base no conto de Machado de Assis – A CARTOMANTE  – construa um conto curto, utilizando o roteiro de Machado de Assis;
  • na sequência constará algumas dicas para auxiliar nesta tarefa;
  • lembre-se, que será um texto com inspiração em Machado de Assis, iremos beber desta fonte. Assim, mencione em nota de rodapé de seu texto;
  • se for necessário, releia o conto o quanto for necessário para internalizar o ritmo, os recursos e as sequências de cenas deste fabuloso autor;
  • faça uma atualização do contexto histórico de seu conto de inspiração! Traga para a sociedade moderna ou pós-moderna.

Brinque com as palavras!

Brinque com as possibilidades!

Brinque com o texto!

 

Vamos ao exercício?

 

Personagens:

Esposa (Nome e descrição – construção desta personagem)

Esposo (Nome e descrição – construção deste personagem)

Amigo(a) (Nome e descrição – construção deste personagem)

 

Trabalharemos com apenas estes três personagens principais. No entanto, deverão construir estes personagens (exercício já realizado pela Ana Esther).

Vocês poderão trabalhar com personagens secundários, como a Cigana, entre outros que desejarem – lembrando de construir o personagem secundário também.

 

Roteiro

 

Narre a chegada do Amigo. Diga quem é ele e onde vem.

Escreva sobre a forte amizade estabelecida entre a Esposa e o Amigo.

Construa a relação de Amor entre a Esposa e o Amigo. Ou do Esposo e do Amigo. Faça a combinação que desejar.

Cigana (ou outra representação de quem lê ou prevê futuro ou destino) – situe a sua localização na cidade – o que ela diz aos personagens que a consultam?

A Esposa fala as palavras da Cigana para o Amigo.

(Pode conversar com o leitor).

Esposo ou Esposa descobre que está acontecendo algo com a Esposa ou Esposo.

Converse com o leitor.

O afastamento do Amigo do convívio com o Esposo e com a Esposa.

Encontro dos amantes.

Pedido para conviverem os três novamente.

Converse com o Leitor.

E-mail, carta, bilhete… do Esposo para o Amigo.

Frase do bilhete – reverberação.

Encontro do Amigo com a Cigana.

Converse com o leitor.

Frase do e-mail na mente.

Cigana fala da ansiedade do Amigo, menciona um compromisso urgente e o encerramento de um caso muito importante.

Amigo vai ao encontro do Esposo ou Esposa.

Frase do e-mail.

Final surpreendente (divirta-se nas possibilidades de imaginação e de criatividade para inovar e ser diferente do que conhecemos).

 

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[Divulgação 27-2017] – ENCONTROS DE SETEMBRO DE 2017

Arte: Lucas Prisco

 

SETEMBRO

5 – Estudo de autor – Machado de Assis – A causa secreta – Exercício de Construção do Personagem + Inserção do Personagem em Contexto + Socialização

12 – Exercício de estilo – Baseado em Machado de Assis – Socialização do Conto Curto e Análise da Construção do Personagem

19 – Gênero Literário – CONTOS – Estudo – Personagem, Enredo, Tempo, Espaço, Ambiente e Narrador – Exercícios

26 – Clube do Livro Lygia Bojunga – O sofá estampado

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ASSIS, Machado. A cartomante. Seleção de contos. Rio de Janeiro: Revan, 1989. p.125.

ASSIS, Machado. A causa secreta. Obras completas de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Aguilar. 1994. vol. II. p. 511.

ASSIS, Machado. A missa do galo. Seleção de contos. Rio de Janeiro: Revan, 1989. p.163.

ASSIS, Machado. O enfermeiro. Obra completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. vol.II.

GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 3. ed. São Paulo: Ática, 1995.

GOLDBERG, Natalie. Escrevendo com a alma: desperte o escritor que há em você.

LAJOLO, Marisa. O que é literatura. São Paulo: Nova Cultural, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 92).

LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo: ou a polêmica em torno da ilusão. 8. ed. São Paulo: Ática, 1997.

MARIA, Luiza de. O que é conto. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 135).

PAIXÃO, Fernando. O que é poesia. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1988. (Coleção Primeiros Passos, v. 63).

REIMÃO, Sandra Lúcia. O que é romance policial. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, [1983]. (Coleção Primeiros Passos, v. 109).

SILVA, Antonio Manoel dos Santos. Análise do texto literário: orientações estilísticas. Curitiba: Criar Edições, 1981.

ZILBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. (Como e por que ler ; 4).

 

Florianópolis, 31 de Agosto de 2017

 

 

Evandro Jair Duarte

Doutorando em Ciência da Informação (UFSC)

Mestre em Ciência da Informação (UFSC)

Especialista em Gestão da Informação e Inovações Tecnológicas (FACINTER/IBPEX)

Bacharel em Biblioteconomia – Habilitação em Gestão da Informação (UDESC)

Bibliotecário da Biblioteca Pública de Santa Catarina – CRB 14/1145

Matrícula 332329-3-02

E-mail: dujaev@gmail.com

 

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Indicação de Blog – por Rayssa Cabral

Prezados colegas da Oficina Literária Boca de Leão,

recebemos, por e-mail, a indicação  do Blog da Gaby Brandalise para nos auxiliar na construção do personagem.

 

Vejam o conteúdo do e-mail:

 

Boa tarde, colegas!

Tudo bem?

Envio a vocês um vídeo sobre a construção de diálogos.

A Gaby Brandalise fala da importância da definição do personagem de forma clara na nossa cabeça para posteriormente criar diálogos coerentes e relevantes.

Segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=5se8i9JEfwc

 

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Indicação do Blog Rayssa Cabral

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[Divulgação 26-2017] – Estudo de autor

Arte: Lucas Prisco

 

A Oficina Literária Boca de Leão fará no dia 5 de setembro o encontro para o trabalho de escrita de contos com base inspiradora em Machado de Assis e no texto de A Causa Secreta.

Faça a leitura do texto e venha participar com seus apontamentos.

Fonte: http://ofielcarteiro.net/livros/contos-de-machado-a-causa-secreta/

Encontros: Todas as Terças-Feiras.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Contato: evandroduarte@fcc.sc.gov.br

 

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Exercício

Prezados, dia 05 de setembro de 2017 teremos nosso encontro para a Escrita de Contos. Peço aos inscritos que tragam a leitura dos contos: A CARTOMANTE e A CAUSA SECRETA de Machado de Assis feita e com suas anotações e percepções.

Encaminhamos o exercício de criação de perfil de personagem, que a Ana Esther fez com vocês. Para quem ainda não fez, eis aí a oportunidade!

PERFIL DO PERSONAGEM

Nome

Idade

Impressões gerais

Aparência física

Perfil psicológico

Família

Amigos

Inimigos

Animais de estimação

Contexto

Passatempos

Segredos

Informações extras

Depois receberam, por e-mail,  o Exercício 2:

Insira o personagem no contexto e crie uma história para ele.

Contexto: Chegou à casa e sentou-se no sofá, ficou ali sentado(a) por um bom tempo, sem se mexer, imerso(a) em seu pensamento. Esta atitude diversa do seu comum hábito provocou curiosidade dos(as) outros(as) da casa.

Por fim, o Exercício 3:

Insira a seguinte frase no teu texto e continue um pouco mais (dois ou três parágrafos).

“Eu vou embora do mesmo jeito”.

“Não vou te esperar”.

“Vou comprar uma coisinha pra dar pra aquela bruxa”.

“Tá difícil! Tá difícil! Não tá funcionando, fazer o quê?”

 

Eu e Ana Esther aguardamos vocês no próximo encontro com as leituras e os exercícios prontos. Até lá!

 

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Clube do Livro – A Boca (Bolsa) de Leão (Amarela) – (Texto de Nancy Fajardo – enviado por e-mail)

A Boca (Bolsa) de Leão (Amarela)

No livro a Bolsa Amarela, Lygia Bojunga expõe três assuntos muito interessantes para quem é ou já foi criança, e para quem está interessado na escrita. Raquel, protagonista da historia tem três vontades: a primeira a de ser maior, a segunda a de ser menino e terceira a de escrever. As três são problemas para ela, por causa do seu entorno social, nem na família da Raquel, nem na sua escola é compreendido o conflito que as três vontades têm gerado na vida da menina.

A família de Raquel está composta só por adultos. Tanto os pais quanto os irmãos estão envolvidos completamente no mundo dos adultos. Eles esqueceram o mundo infantil e não compreendem ou dão importância aos problemas e preocupações de Raquel, ou à solidão que pode experimentar uma criança, quando o mundo infantil é desvalorizado e não consegue orientação para enfrentar o contexto de valores e preconceitos no qual esta imersa.

A primeira das vontades, a de ser maior, aponta às memórias da infância, à condição de dependência da criança frente ao adulto cuidador (pais, família, professores, etc.) e a desigualdade inerente nesse relacionamento. Quando estas condições de desigualdade são fortalecidas pelas práticas sociais e culturais, fazem com que o mundo infantil e os conflitos próprios sejam ignorados e menosprezados. Tão natural é a tendência a desvalorizar o mundo infantil na nossa sociedade, que quando um adulto mostra uma reação emocional exagerada ou dá importância demais a um assunto que os outros encontram superficial, é chamado de infantil.

Essa abordagem tradicional do mundo da criança é apresentada no livro por intermédio do relacionamento da Raquel e sua família, especialmente na cena em que todos vão para o almoço na casa da tia Brunilda, que é rica, e por isso a família da Raquel tenta de todo jeito agradá-la. No almoço, Raquel é pressionada para comer o que não gosta, para cantar, para dançar, para contar histórias e para abrir a bolsa amarela. Nessa situação, evidencia-se como as opiniões, exigências e necessidades do adulto são consideradas muito mais importantes do que as da criança, ao ponto de que seja desejável que a criança se comporte como um fantoche, que haja em função da vontade do adulto.

A vontade de Raquel, de ser maior, espelha a necessidade de reconhecimento da criança dentro do seu entorno social, para ela, esse reconhecimento é impossível, e para obtê-lo, a única possibilidade é ser maior.  A percepção da Raquel sobre o rol da criança muda com a amizade dela e a família da casa de consertos, ali ela enxerga como uma criança (Lorelai) tem uma posição de poder (reconhecimento e respeito a sua individualidade) sem rejeitar ou sair do seu lugar de criança. Na casa dos consertos, cada um é diferente, mas todas as diferencias são reconhecidas e respeitadas, ao ponto que Lorelai pergunta para Raquel porque é que criança e adulto não podem achar igual.

A segunda vontade, a de ser menino, é apresentada na história, como a vontade de se rebelar contra o poder exercido pela sociedade, no que diz respeito às regras de gênero. A pressão das regras pré-estabelecidas e diferenciadas para cada gênero é uma constante na vida das mulheres (dos homens também) e uma forma de encará-la, é o desejo de ser homem. Na história, Raquel quer ser menino porque menina não pode nada das coisas que ela gosta, como soltar pipa, jogar bola, ser o chefe da família, ou, quando adulta, ter independência e tomar as próprias decisões, etc. Essa vontade, de ser menino, é uma vontade que muitas mulheres compartilham em alguns momentos da vida, sobre tudo quando os preconceitos sobre nossa condição de mulher restringem a nossa liberdade de agir.

A vontade de ser menino é resolvida de um jeito muito bonito e engenhoso no livro, quando Raquel conhece a família da casa dos consertos, especialmente, quando vira amiga de Lorelai e sua mãe, essa amizade amplia a gama de possibilidades da vida de Raquel, lhe mostrando que as pessoas podem fazer o que elas gostam e querem, independentemente do seu gênero.  Lorelai e sua mãe mostram para a Raquel que, conseguir o que ela quer depende em grande medida dela mesma e exemplificam como o contexto social pode facilitar a execução das vontades de um individuo, seja mulher ou homem, velho ou jovem.

A terceira vontade é apresentada na história de um jeito muito lúdico e profundo, a vontade de escrever, é uma força dentro da Raquel que precisa se manifestar na realidade de algum jeito, porque do contrário, entorpece a vida dela e sua relação com os outros. A vontade de escrever, é uma força criativa tão grande que, às vezes, se expressa, mesmo contra a vontade da Raquel. Essa vontade é expressa tanto na linguagem oral (nas histórias que Raquel conta para seus familiares e na escola) quanto na linguagem escrita (por meio dos contos e romances que ela inventa).

Raquel quer esconder as suas vontades de escrever, por causa de que sua família não entende os seus escritos, nem sua necessidade de escrever. Isso se mostra no começo do livro, quando a Raquel imagina um amigo, este que responde às suas cartas. O irmão dela lhe diz que não pode continuar com aquela fantasia. Outro momento, é quando ela escreve o romance do galo Rei, que quando encontrado pela sua família é objeto de deboche, fazendo a Raquel sentir que sua habilidade para escrever e sua imaginação sejam desvalorizadas.

A rejeição dos outros à obra do escritor, (neste caso da família da Raquel) é um conflito que as pessoas interessadas na escrita encaram em diversas oportunidades. A vontade de escrever e o exercício da mesma, nem sempre são compreendidos pelas pessoas ao redor do escritor (família, escola, trabalho, …) e, por causa dessa incompreensão, o escritor pode sentir-se isolado, fora do seu lugar. O escritor, também, encara essa solidão, enquanto artista, por causa de que o fato de escrever é uma ação individual, de reflexão sobre o mundo ou sobre si. Ação que é particular e envolve sensações e emoções, que podem ser compreensíveis pelos outros ou não. Os leitores são os receptores do ato de escrever, como observadores de um mundo interno (do escritor) exposto em palavras.

No livro, a solidão da Raquel, como escritora, é evidente desde o começo da história. O fato dela bolar um amigo para se escrever cartas, mostra que ela não tinha com quem compartilhar aquela vontade de escrever, não tinha um colega que se interessasse do mesmo jeito que ela pela escrita. Igualmente, a família da Raquel percebe a capacidade de escrever e imaginar dela como um problema que era importante esconder ou suprimir.

Quando a Raquel conseguiu ficar como a bolsa amarela, conseguiu um lugar no mundo onde poderia colocar suas vontades. Um lugar próprio, no qual suas vontades e suas histórias puderam se expressar na realidade. Desde a aparição da bolsa amarela, Raquel começou a encontrar companhia, primeiro de objetos e animais (o feche – zíper, o guarda-chuva, o alfinete e o galo Alfonso – o Terrível), e depois de pessoas (a família da casa dos consertos). Depois de ganhar a bolsa amarela, Raquel descobriu que existem pessoas (animais e objetos também) semelhantes a ela; outros que conseguem entender sua visão do mundo, e que lhe mostram um mundo com mais opções, com possibilidades de enxergar suas vontades como algo útil e valioso, para ela e para os outros; como um talento que faz ela única, e que pode beneficiar e agradar os que a rodeiam.

Do mesmo jeito que em “A Bolsa Amarela”, a Oficina Literária Boca de Leão tem se configurado como um lugar no qual se pode colocar em prática a vontade de escrever. Igual a uma bolsa amarela gigante, onde muitas pessoas interessadas na escrita podem manifestar na realidade todas aquelas histórias. Ali, personagens e criações que têm engordado as suas vontades de escrever, ao ponto de encher a bolsa. Talvez não tivessem um lugar próprio no qual fossem compreendidas ou estimuladas. Ou tivessem.

A Oficina Literária Boca de Leão é como uma bolsa amarela gigante, em que se tem constituído como um ponto de encontro para pessoas de múltiplos contextos sociais e bagagens culturais que se tornam semelhantes pelo seu interesse na escrita.  Tem se estabelecido como um espaço no qual a palavra, a criatividade, a escrita e a literatura são exercidas, entendidas e aprendidas através do compartilhar de visões do mundo e experiências de vida.

A Oficina Literária Boca de Leão é como uma bolsa amarela gigante, possibilita a criação e compreensão do ato (arte) de escrever não somente como uma tarefa individual e isolada, que parte da experiência subjetiva de cada escritor; mas como uma função social, como uma oportunidade de aprendizado, enriquecimento e criação coletiva e do coletivo.

 

Texto escrito por Nancy Fajardo (enviado por e-mail)

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[Divulgação 25-2017] – Clube do Livro Lygia Bojunga – CORDA BAMBA

Arte: Lucas Prisco

O Clube do Livro Lygia Bojunga estará reunido no dia

29 de agosto de 2017

às 19h no Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina para discutir sobre oa obra CORDA BAMBA de Lygia Bojunga.

Venha participar!

Traga suas anotações, suas interpretações, suas percepções, suas palavras, frases ou trechos de preferências ou que te incomodou, emocinou…

Fonte: http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

 

Texto extraído do site CASA LYGIA BOJUNGA

http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

Corda bamba

Corda bamba é um sopro de coragem que nos leva ao encontro de forças adormecidas. E com cuidado, bem ao seu estilo, Lygia “estica a corda” e nos faz transpor a ponte que liga duas extremidades: realidade e fantasia. Trabalhando na linha psicológica, com muita sensibilidade e respeito ao ser humano, enfoca a morte e seus estigmas. Conduz com maestria e um humor singular o aprendizado de viver com a perda. Ilumina a obscuridade ao levantar questões que passam despercebidas no cotidiano. Cria diálogos ricos entre o inconsciente e a realidade, e nos leva à compreensão de que podemos caminhar sozinhos e sermos bem sucedidos, mesmo que andemos na corda bamba.

Corda bamba foi filmado pela TV sueca, encenado em teatros do Brasil, Alemanha e Holanda.

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

 

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