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Encontro 11 – Encontro com a Escritora Ana Esther Balbão Pithan

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

16 DE AGOSTO DE 2016

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Arte: Lucas Prisco Puga

 

Encontro com a Escritora Ana Esther Balbão Pithan. Enquanto todos se dirigiam para a Biblioteca Pública, os participantes conversavam e trocavam ideias sobre histórias e seus escritos. O Coordenador da Oficina iniciou a conversa com a discussão do Conto de Guy de Maupassant intitulado AS JÓIAS. A palavra foi dada aos participantes para que pudessem dar suas impressões sobre o texto.

Príncia disse que gostou da linearidade que o texto segue, depois surge uma situação de preconceito, mas que apesar disso, o personagem fica tranqüilo e o final não é lógico. Gostou do perfil psicológico da mulher.

Mara falou que o autor trabalha o texto o tempo todo sem “dizer”, o que considerou magnífico no autor, a condução dos personagens e a história sem dizer de onde vêm as jóias, deixando em aberto isso. Mara lembrou-nos do período do conto, os costumes e os usos da época em que foi escrito.

Patrícia Duarte comentou que precisou ler novamente para buscar entender de onde vinham as jóias.

Evandro narra, resumidamente, a história para todos. O conto deixa aberto para a participação do leitor na construção subjetiva da história.

Todos discutem os personagens e dão seus “pitacos”.

 

Ana Esther Balbão Pithan inicia sua fala disse que iria ler um conto que tem ligação com a história lida de Guy de Maupassant. Mas, deixaria para o final. Disse que gostaria de nos dar uma tarefa para desenvolver na Oficina. Apresentou-se e agradeceu a divulgação de sua ida até à Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Ana passou para cada participante um questionário com três perguntas para ser preenchido rapidamente, sem muito pensar. Cada um deveria colocar o nome no papel para identificar as respostas. Quem terminava de preencher já entregava para Ana.

Ela se apresentou novamente e disse que o Coordenador a convidou para falar sobre contos. Ela disse:

“Eu, gente, com esse sotaque que vocês percebem, eu sou gaúcha, mas eu moro aqui há 25 anos, então, eu sou ‘Catarucha”, já”.

Falou isso, por ser algo que influenciou no que Ana escreve. O fato de ter morado em vários lugares e suas viagens acaba por influenciar na produção. Falou que até mesmo em questões existenciais e morais.

Ana sempre espirituosa nos disse o seguinte:

“Se eu sou gaúcha e escrevo só sobre Santa Catarina, aí o pessoal lá no Rio Grande do Sul me trucida! Né? Se eu moro aqui e escrevo sobre Porto Alegre ou outro lugar lá no Rio Grande do Sul também! Então essas coisas ficam na cabeça da gente! Se tu és brasileira e escreve só sobre as viagens que fez lá fora, o brasileiro aqui fala: ah! Que falta de patriotismo! Mas, também, desperdiçar toda essa experiência que a gente teve lá fora e dizer não, eu não vou escrever por que as pessoas vão dizer… aí não tem a visão do brasileiro sobre o exterior. Então, eu tive que chegar, assim, após muito pensar e filosofar sobre o meu propósito como escritora, eu tive que chegar num ponto e dizer: ah, eu vou escrever aquilo que eu gosto, que eu quero, aquilo que me interessa, aquilo que eu acho que o leitor não vai se ofender. Eu não gostaria disso, né, de ofender leitores, mas então, eu escrevo sobre aquilo que eu gosto! Eu tenho um lema, gente! A minha vontade como escritora é de levar inspirações para o bem pras pessoas, porque eu acho assim, que hoje em dia tem um problema grande de tédio! Vocês não acham? Eu acho que tem muita gente entediada. Temos muito acesso à informação. A gente vê tudo, de todos os lugares, no mesmo momento que aquilo está acontecendo, isso acaba com o suspense, acaba a expectativa, fica tudo rapidamente entediante, pra muita gente é claro. Claro que isso não é regra geral. Mas, é um propósito meu, propósito é uma coisa, conseguir é outra. Discurso também né? Às vezes, a gente imagina uma coisa, escreve com o propósito na cabeça, vai olhar o discurso e detonou com a tua intenção. É um problema grande, se a gente se propõe escrever com alguma intenção, tem que ver se o discurso corresponde. Mas, eu quero contar que a professora Marilda, da UFSC, que trabalha também com o NETI, está escrevendo sobre um livro meu, A Cidade dos Polvos, estou realizando um sonho, fiquei feliz para saber o que andam pensando sobre meus livros. Começar do início, dos meus livros, eu sempre quis escrever, tanto que este livro “A Cidade dos Polvos”, eu escrevi aos 12 anos de idade, escrevi e ficou lá na gaveta é claro, tinha muitos erros ortográficos, coitada daquela criança, mas a ideia era genial!!! E aí, então, ficou guardadinho por lá. E eu sempre quis ser escritora, mas eu não tinha aquela confiança olímpica que a gente tem hoje, eu achava: eu vou morrer de fome! Brasileiro não é escritora! Aqueles pensamentos assim, lá das épocas, não posso dizer que anos, pra não revelar a idade, lá na época dos militares, no finalzinho, ainda tinha resquício, em que tudo é trágico… então aquilo contamina a gente, ao ponto de cortar a minha carreira de escritora naquela época… eu desisti de não acreditar… não foi fácil, mas aconteceu, resolvi apostar naquilo que eu sempre quis: virar escritora. Isso aconteceu assistindo à televisão, a Leda Nagle entrevistava uma dramaturga que escreveu uma peça que levou quatro anos. Pensei: Meu Deus, quatro anos, se eu tivesse um projeto assim, que me atraísse tanto, por tanto tempo, que maravilha!!! Quer dizer que a gente, realmente, gosta daquilo, ao ponto de se dedicar tanto tempo. Pensei que eu tinha que fazer alguma coisa na escrita e aí veio a inspiração para o projeto de longo prazo, escrever um livro que fosse diferente, daí eu tive uma ideia, vou escrever um questionário e entregá-lo para amigos e parentes, aí as pessoas respondem e me devolvem em um ano, em 2012, aí em 2013 eu me propus a escrever um conto usando as respostas. Mas, como vocês podem imaginar, cada elemento eu sabia onde seria encaixado no meu conto, mas os respondentes não… [mostrou o questionário no livro], eu me forcei a colocar os seis elementos no meu conto: protagonista, um personagem importante, um local, uma época, um evento … como as pessoas não sabiam do meu propósito, teve gente que colocou o papa, a Madre Teresa de Calcutá, teve gente que colocou uma data lá, 1500, 2500 … isso me forçou a escrever vários contos diferentes: policiais, ficção científica, imaginação, fantástico, pois tinham muitos bichos… então, gente, aqui tem de tudo… uma salada assim, pra mim foi muito bom, uma oficina literária… coloque no título: TERAPIA OCUPACIONAL: CONTOS… estou eu em casa, tranqüila, toca o telefone e uma moça começa a falar do meu livro. Eu fiquei assim: Aí que maravilha! Os fãs estão telefonando! – daí ela disse assim: Terapia Ocupacional? Eu sou terapeuta ocupacional, eu vou te processar!… Gente! Ninguém me leu e já querem me processar! Então, olha só, daí eu tive que conversar. Então, o que me salvou foi isso, contos no subtítulo. Mas, ela também implicou com a apresentação que fizeram, porque disseram que era um ótimo livro, que ao invés de fazer terapia podiam ler o meu livro!!! Rsrsrsrs. E que era mais barato. Comecei bem né?? Então, o primeiro livro já… rsrsrs … comecei bem… Bom, seguindo, então, me convenci de escrever… em princípio era pra ser uma brincadeira, era para fazer xerox e dar para os amigos. Mas, daí a minha mãe, matrocínio […] ficou encantada […] disse: vou ter dar de presente! Aí eu pensei: já que eu ganhei de presente, eu vou dar! Então, tinha filas aqui na feira do livro, aí fui pra Porto Alegre na feira do livro lá e tinha amigos e família, tinha filas enormes e todos ficavam olhando. Não sabiam que o livro era dado, né! rsrsrs … Isso me encorajou, as pessoas começaram a ler e a dizer que tava ótimo, e eu acreditei!!! Aí doei um livro pra biblioteca. Olha meu primeiro livro! Doei o livro pra biblioteca”.

Ana sempre muito divertida nos falou de seu envolvimento com o livro e com a escrita, falou sobre seu trajeto de escritora. Continuou compartilhando suas experiências. Vejamos:

“Me esqueci de contar pra vocês, que eu fiz letras na UFRGS, me formei como tradutora de inglês. Depois fiz a complementação pedagógica, pra lecionar, mas não era isso que eu queria sabe, eu gostava era da escrita. Mas eu fui. Mas, daí eu tive oportunidade, fui estudar na Inglaterra, fiquei um ano por lá estudando inglês, aí, depois, passou um tempão, comecei a lecionar e tudo, mas eu vi que não era bem meu caminho. Aí dei um jeito de estudar de novo e fui lá pra Austrália. Tenho no Blog as minhas crônicas […], com isso veio um outro livro: A Mochileira Tupiniquim: nas trilhas da Nova Caledônia, que é uma narrativa de viagem, meu único livro em que tudo é verdadeiro, podem acreditar, botar a mão no fogo! Posso ter omitido fatos, mas não mentido, tudo que tem aqui é verdade! É sobre a Nova Caledônia, uma arquipélago francês perto da Austrália, tem toda a história por lá, foram dez dias de passeio e tudo. Aí me inspirou, também, anos desse livro, eu comecei a escrever relatos curtos, crônicas sobre a mochileira tupiniquim, daí a personagem sou eu mesma, é uma coisa interessante, eu virei personagem, né? que é mesmo estranho, escrever um personagem que é a gente e não se meter em fria. Depois deste livro, eu fiquei em dúvida, vou escrever uma novela, é uma novela adolescente e se passa em Porto Alegre, aí eu pensei: Meu Deus do Céu!!! Vão falar mal de mim aqui em Floripa, essa gaúcha vem pra cá pra escrever coisa de lá! Mas, depois eu fiquei pensando, mas eu sou de lá né? … eu queria escrever sobre lá porque eu queria escrever sobre o meu período de adolescência… é sobre três adolescentes… A viagem, O concurso e o Vacilo… é uma novela mesmo, eu gosto muito assim, porque ela tem entre outro assunto a gravidez na adolescência, a menina de 14 anos fica grávida, aí vem a reação dos pais da menina, dos amigos, do namorado […]. Inspirações!!! […] Eu também li muito gibi, meu personagem favorito é Tio Patinhas […], então, quando eu tive oportunidade, eu fiz aqui no SENAC um curso de animação básica. Mas básica, básica, assim! Então fizemos um filmezinho: O Susto da Cremilda, com a técnica de stop motion e eu fiz a Boneca Cremilda… umas 800 fotos deu um minuto de filme, aí vocês vão ter uma oportunidade maravilhosa de ver o filme, né Evandro? Não pisquem senão acaba o filme! [Passamos o filme]. Este foi o vídeo que todos tinham que fazer […]. Olhando as fotografias nos computador eu disse: Meu Deus! Isso dá um livro! O Susto da Cremilda! Daí virou o livro, que chic, todo mundo transforma o livro em filme, eu transformei o filme em livro. Então ta! Ah, não contente com o Susto da Cremilda, eu achei que esta personagem merecia ir além, dessa fronteira aqui, aí fiz a Cremilda Ecológica, a segunda aventura, e tem uma terceira, só que a terceira ainda não virou livro, mas já está pronta. É bilíngüe, o revisor do texto, eu escrevi o texto em inglês, o revisor do texto inglês é o inglês Australiano… Esse da Cremilda Ecológica é sobre um urubu… com essas inspirações, essa história de branco do escritor, comigo não funciona… ainda não ocorreu. Bom, antes de chegar naquela parte que eu falei que tinha a ver com vocês, […] tem outro livro […]. Esqueci de comentar, eu fiz o mestrado sobre a Mary Shelley, escrevi sobre Frankenstein, daí dá pra ver o meu amor por temas da literatura gótica do Século XIX, aqui na UFSC que eu fiz. Aí a gente escreve a dissertação em inglês, aí pensei: se eu posso escrever uma dissertação em inglês, eu posso escrever um livro […], pra mim, me deu muita confiança […]. Esses até a Cremilda, gente, esses livros foram publicados antes do advento da nova ortografia, então, depois da Nova Ortografia eu escrevi outros livros […]. O primeiro livro foi com a editora “De Letras”, só que depois, daí eu comecei a procurar, muito difícil, algo que vocês já devem saber, mas eu disse: não vou desistir!!! Aí resolvi me inscrever e fazer o meu registro na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Então eu tenho registro como Editora-Autora. Mas, eu só posso publicar os meus próprios livros […]. Tem ISBN e os registros todos […] Esses quatro livros aqui, já são com a nova ortografia. CADÊ CAGU, gente! Lembra da Mochileira Tupiniquim: nas trilhas da Nova Caledônia? Esse livro, eu realizei o meu sonho de fã de Ágatha Christie, de Sherlock Holmes, de criar o meu próprio detetive!!! Um detetive brasileiro!!! Eu queria isso assim, aí consegui, finalmente, fazer uma dupla de detetives, só que ele é gaúcho, pra não detonar com o sotaque manezinho, senão vou fazer isso, porque eu não tenho condições, mesmo morando aqui há muito tempo eu não ia conseguir. Então a linguagem é do catarucho, que mora aqui em Florianópolis, que é um personagem, vocês hão de convir ou concordar comigo que o gaúcho que mora em Floripa é um personagem, tem um montão por aí. A gente faz e aconteceeee!!! Então, aqui está: o catarucho, uma família catarucha que mora aqui em Florianópolis e aí vão lá pra Nova Caledônia, mas acontece um mistério lá, sumiu o Cagú, é um pássaro que só existe lá. E o menino, então, o sonho da vida dele, imagina que menino original, o sonho da vida dele, o que inspirava ele, aí vem minhas inspirações para o bem, o que inspirava o menino era conhecer, porque ele sabia que ia fazer a viagem, ele começou a se inspirar para a viagem, era conhecer o pássaro, o Cagú, que só existia lá, imagina, né. Então, eles vão pra lá, quando eles vão visitar o pássaro Cagú, sumiu. E aí vem a criação do personagem, o detetive, e que eu já escrevi o segundo, a segunda aventura, que vai acontecer […] aqui em Florianópolis. O detetive que faz a dupla, que é o menino e um policial da Nova Caledônia, faz uma dupla, moderna, porque hoje não precisa mais morar no mesmo lugar pra ser uma dupla. Então, eles são uma dupla de detetives, e o detetive lá vai, ter férias, não vou contar muitos detalhes, vem aqui pra Florianópolis e vai ter essa aventura aqui […]. Ah! Quem lembra da CIDADE DOS POLVOS, que eu falei que eu escrevi com 12 anos, não é. O sonho, também, virou realidade, gente!!! Medalha de ouro olímpica!!! Esse livro, pra mim, assim, é o meu xodó, porque eu escrevi com 12 anos na época que eu, assim, ah! Eu vou ser escritora!!! E aí, quando deu pra fazer o livro, é uma sensação de subir no pódio mesmo, porque passou o filme lá dos 12 anos, e eu não fiz assim, com 13 a publicação, levou um pouquinho mais [risos], assim né, umas décadas, depois [risos] eu consegui fazer o livro!!! E ficou uma delícia gente, porque eu amo desenhar, só que aqui eu fiz alguns desenhos né, cada polvo tem o seu desenhinho, o índice tem desenhos […]. Depois, veio este outro: O CARVALHINHO SOLITÁRIO […] é uma história sobre árvores, mas é uma história sobre o acabar com a família inteira do carvalhinho, vai acabar com a genealogia inteira de uma família […] esses desenhos eu fiz um curso no SENAC, de ilustração, […] e eu com essas décadas a mais do que os meus colegas, assim, de quatorze anos, que a mãe deles eram mais moças que eeeeeeu!!! Eu fiquei assim Rrrroxa, mais roxa que o Rei Polvatório, que é o rei, o meu personagem magnânimo, que eu disse, é o Rei Polvatório. Tem aqui um desenho do Rei Polvatório, ele é um rei mais magnânimo dos magnânimos. Então, e o mais recente, publicado, é LENDO NAS ENTRELINHAS, esse é um romance de bruxas, mas não as nossas bruxas daqui […], então eu escrevi sobre outras bruxas, bruxas comum de Halloween. Começa dia 31 de outubro, esse romance, é um romance gente, só que é um romance de suspense, tem muita meleca no meio, mas tem uma charada literária. Então, quem gosta de literatura e quem já teve a oportunidade de ler a minha dissertação [risos], é muita gente [risos]!!! Tem muito a ver com a minha dissertação. Eu coloco no livro, assim, Drácula, o Frankenstein, sabe que é um livro de bruxas, assim, então tem essa charada literária lá para o leitor tentar resolver junto com os personagens. Só que este livro aqui eu pensei em fazer uma trilogia. Só que eu resolvi fazer bem fechadinho o livro, porque se a trilogia não sair, pelo menos não detona com o livro [risos]. Mas, o leitor percebe que tem possibilidade de, né, ou não!!! Mas, fica aquela ideia no ar. Mas, é um livro fechadinho, resolvi o caso, mas com aquela abertura pro próximo. São personagens deliciosos, eu amo, o que eu escrevo. Não diminuo. Eu sou apaixonada, chorei, choro quando eu acabo de escrever, assim de emoção!!! Eu vejo as coisas… nesse aqui gente, do Cadê Cagú, eu pensei num Detetive pra fazer a dupla com o Didi que é o guri que vai pra lá [Nova Caledônia], então tem o Apollon Savant, que era fã da Ágatha Christie e aí, por isso, que ele virou detetive lá. Neste livro era só este detetive e ele tinha um informante na biblioteca! Mas, eu criei este informante, a Mademoiselle Georgette, e ela é linda, maravilhosa, com cabelos ruivos, olhos verdes exuberantérrima!!! Como que eu ia resistir e não deixar o Apollon Savant e ela se apaixonarem né? Ela é apaixonadérrima por ele!!! E o resto eu não sei [risos]. O personagem era para ser um ponta e virou protagonista. Então, essas coisas são maravilhosas, eu não sei explicar como é que aquele personagem que surge ali vai tomando conta, vai te apaixonando pelo personagem.

Ana falou sobre o seu e-book: Brilhos no Abismo. Não tem ele impresso, só digital mesmo. Mostrou a capa que ela desenhou, inspirada em uma revista sobre monstros abissais que vivem no fundo do oceano. O livro é a história de um livro fofinho e ao mesmo tempo é terrível.

Ela disse que foi convidada pelo Curso de Comunicação de uma universidade do Rio Grande do Sul para participar de um evento sobre edição de livros, suas experiências enquanto editora. Sobre isso Ana, divertidamente, nos compartilhou o seguinte:

“Viram o meu blog, que eu editava livros meus, entraram em contato comigo, pra eu participar de um congresso lá, um seminário sobre edição de livros e tudo e, gente, de novo, me senti assim hollywoodiana! Eu que nem sou lida, quase fui processada, ainda fui convidada para ir falar não sobre os meus livros exatamente, mas sobre o fato de editar os meus livros, mas fiquei super contente, porque fui pra lá com as despesas pagas!!! Que no Brasil é uma coisa assim, só escritores, né, eu pelo menos imaginei isso, ou então pra professores né de universidade tem esses intercâmbios, agora eu ali, uma simples editora do meu próprio livro [risos], me bancaram de ir lá falar sobre esse trabalho. Então eu achei aquilo o máximo!!! Tem luz no fim do túnel!!!

Ela nos mostrou o artigo que saiu na revista dessa experiência. Confidenciou que vai ilustrar um livro de uma amiga.

“Gente! Até ilustração! E eu recebi dinheiro!!! [Risos]. Sim, tem que contar esses fatos, se paga pra fazer isso”.

Falou que participou de um concurso de contos de humor de Piracicaba com no máximo até 100 caracteres (contando tudo, ponto, espaço, vírgula, tudo) e escreveu o seguinte conto:

Quebrante

O bem-te-vi jogou mal olhado no Pirarucu, o rio azedou, o peixe revidou, jogou olho gordo na ave e o resultado? Azia e chuva ácida!

 

Disse que o pessoal leu e gostou do texto.

Ana comentou que participou de várias antologias e escreve em seu blog, link: www.pelicanaestherblogspot.com.br

Ana gosta de desenhar e nos mostrou seus desenhos. Também se envolve em construir personagens de bonecos.

A convidada fez a leitura de seu conto OS AMULETOS MISTERIOSOS.

Para finalizar, Ana distribuiu o questionário já preenchido para pessoas diferentes das que preencheram, o desafio era montar um esboço da ideia do conto envolvendo os elementos que estavam ali escritos.

Questionário inspirador:

1 – Quem você convidaria para ir numa excursão? – Protagonista do texto.

2 – Onde gostaria de passear num domingo de outono? – Local de ação do conto.

3 – Que profissão você jamais escolheria? – Personagem secundário.

Fica aí a dica para brincar de escrever.

Na sequência, os participantes esboçaram o protagonista, o local e o secundário do conto deles.

O encontrou foi encerrado e todos tinham dever de casa.

E SAÍMOS NA MÍDIA !

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Participantes e convidados:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Ana Esther Balbão Pithan

Caroline Paim Müller

Príncia Béli Teixeira

Marcelo Luiz Aguiar

Isadora Diniz dos Santos

Mara Paulina Arruda

Marilda A. Oliveira Effiting

Lílian Barreto Manara

Augusto de Abreu

Patrícia Núbia Duarte

Marina Hadlich Uliano de Souza

Juciléa Santos

Patricia Peccin

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Encontro 6 – Encontro com a Escritora Kátia Rebello

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

14 DE JUNHO DE 2016

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Encontro com a escritora Kátia Rebello

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Natural e moradora de Florianópolis, Kátia é graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. É especialista em Educação e Desenvolvimento Humano pela. Universidade do Sul do Estado de Santa Catarina – UNISUL. Realizou Pós-graduação na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC concluindo o Mestrado em Letras – Literatura e o Doutorado em Letras – Literatura na mesma instituição de ensino superior.

 

Os Encontros da Oficina acontecem no Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina das 19h às 21h, a cada 15 dias. Veja agenda abaixo:

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Contato – Evandro Jair Duarte (48) 36656429 ou 36656431

E-mail: evandroduarte@fcc.sc.gov.br ou dujaev@gmail.com

Kátia Rebello inicia o encontro e agradece o convite. Esclare que fez Biblioteconomia por e gostar de livros, em suas práticas sempre procurou deixar as estantes de literatura em ordem.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por convite do professor Alcides Buss, ela participa do Varal Literário da UFSC, evento que ficou exposto nos espaços da UFSC, Praça 15 de Novembro e outros espaços de Florianópolis. A escritora faz a leitura de seu conto integrante na Antologia.

Antologia do Varal Literário. Florianópolis: Editora da UFSC, 1983. P. 12-13. (poesias).

Menciona gostar e assistir muitos filmes e ter DVDs em casa, principalmente de suspense. Percebemos aí um envolvimento com o mistério e o gosto pelo estilo. Fala-nos que desejava escreve textos misteriosos.

“Quero escrever uma história assim, aquelas que no final arrebata o leitor”!

Kátia escreve o livro A CASA DA PRAIA no ano de 1984 aproximadamente e fica sabendo que iria acontecer uma premiação pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o Prêmio Virgílio Várzea de Literatura, faz a inscrição e ganha. Assim, o livro é publicado pela FCC e recebe uma quantia em dinheiro da mesma instituição. Esta é a sua estreia na escrita como autora de livro.

A casa da praia. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 1991. 84 p. (Prêmio Nacional de Romance Virgílio Várzea 1988).

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Na sequência, Kátia fala que foi bibliotecária no Clube 6 de janeiro durante 7 anos e um dia vai ao centro de Florianópolis com o original de seu novo livro: Homicídio em Dó Maior. Sua intenção é procurar uma editora para publicar, vai em uma e não consegue conversar com os proprietários, vai em outra e consegue dialogar com o dono da editora Papa Livros e publica o seu segundo livro.

Homicídio em Dó Maior. Florianópolis: Editora Papa-livro, 1996. 80 p. (romance).


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Com o incentivo da editora Papa Livros escreve o terceiro livro: Coincidência! Continua no clima de suspense, mistério com narradoras mulheres e narrado em primeira pessoa. Diz gostar mais de escrever em primeira pessoa e considera natural esta técnica. Comenta descrever a narradora, como ela é, quando é necessário para a história. Kátia nos informa que gosta de envolver música, mistério, teatro … em suas histórias. Fala que gosta de ouvir músicas tranquilas enquanto escreve (jazz, por exemplo).

Coincidência! Florianópolis: Editora Papa-livro, 1999. 200 p. (romance).

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O quarto livro “Em nome da arte” foi de pouca tiragem e artesanal. Ela está em conversa com a editora para reeditar esta obra. Ambientado em um colégio, com professores de arte e há um crime.

Em nome da arte. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2000. 94 p. (romance).

 Sobre o quinto livro “Olhos de vidro”, Kátia diz que a capa é uma pintura realista de artista local. Quando as pessoas perguntam de onde “tira” as ideias, ela declara que anota ideias, reportagens de televisão ou jornais, de histórias escutadas aqui e ali. Esclarece anotar em papel e coloca em uma pasta chamada “ideias avulsas”. Depois junta e forma o texto, só senta no computador para digitar depois que tudo está anotado, o esqueleto todo anotado. Somente quando já sabe o final da história é que inicia o processo da escrita do romance. Este é o método de Kátia. Depois ela junta os papeis e desenvolve o roteiro do romance policial, agrupa os diálogos e digita tudo com todos os detalhes. Mesmo seguindo o seu método próprio, ela diz que é sofrido e trabalhoso voltar para a escrita do texto. Ela cita Lygia Fagundes Telles, que diz: “Tem que escrever enquanto está quentinho”!

Kátia revela que está escrevendo um novo romance: O terceiro ingrediente. Romance ambientado em uma cidade do interior, a personagem principal é uma confeiteira… não posso falar muito mais do que ela revelou sobre esta história.

Um participante pergunta a Kátia se já aconteceu de ela sentir que perdeu o controle e os personagens tomaram conta. Alguém diz que tem dias que os personagens começam a falar com o escritor e é preciso escrever o que eles dizem. Outra pessoa pergunta o que ela faz quando no meio da noite o texto vem. Pois se não anotar na hora pode esquecer. Às vezes vem um capítulo inteiro. Nesse momento todos parecem já ter passado por isso, todos falaram ao mesmo tempo comentando o que já aconteceu com cada um. Outra participante fala que gravou e em casa transcreveu. Outra pessoa diz que muitos textos vêm prontos em detalhes. Kátia afirma que já aconteceu com ela e algumas vezes não anotou e esqueceu e não recuperou mais da forma como veio a ela. Fala que é importante ter um bloquinho perto para anotar.

Segundo Kátia: “Raquel de Queiroz dizia: para ter muito cuidado com o que a gente cria, por que senão os personagens tomam conta”.

Revela que: “Lausimar Lauss dizia que quando escreveu o livro ‘O guarda-roupa alemão’ sentia a presença do personagem, sentia o cheiro dele, ela via a cor da camisa dele, ele chacoalhava ela, ele queria que ela escrevesse a história”. Kátia que isso é muito intenso e quem escreve sabe como é isso.

Sobre essa força do personagem, Kátia diz que em seu romance “Até que a morte os separe” a ser lançado no final do no ano de 2016, um personagem que é professor falou algo para a personagem principal que a autora não sabia, mas o personagem sabia.

Olhos de Vidro. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2001. 120 p. (romance).

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O sexto livro “Por falar em fantasma” é ambientado em uma escola, a personagem é formada em pedagogia e que ser professora, ela consegue uma vaga em um colégio como secretária até que um dia a bibliotecária decide não mais ficar na biblioteca à noite e surge uma oportunidade para um trabalho extra. Na biblioteca o mistério se desenrola.

 

 Por falar em fantasma… Florianópolis: Editora Papa-livro, 2005. 200 p. (romance).

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Seguindo em sua fala, Kátia revela que depois de trabalhar como bibliotecária no Clube 6 por 7 anos e trabalhar no Colégio Coração de Jesus mais uns 2 anos na biblioteca, ela volta a estudar e faz especialização em Educação e Desenvolvimento Humano pela Unisul, nas dependências do Colégio Coração de Jesus mesmo. Por motivação do professor que a orientou na especialização, ela decide a voltar a estudar e vai parar no mestrado e emendando seus estudos entrou para o doutorado em Literatura na UFSC, sob a orientação do professor Lauro Junkes. Como tese do doutorado escreveu um romance e como teoria o diário de produção do romance e assim surgiu o sétimo livro “O silêncio do olhar”. O professor Celestino Sachet foi da banca de doutorado e contribuiu com a escolha do título do livro. Kátia fala que os primeiros leitores de sua obra foram os membros da banca de defesa da tese.

Fala de Kátia: “Quando a gente escreve, a gente não pode escrever só pra gente, a gente tem que imaginar o leitor né, a gente tem que imaginar quem vai atingir, qual público vai atingir, o que o leitor vai pensar na hora que tiver lendo aquilo, a gente escreve pro leitor, afinal de contas a gente que ser lido, todo escritor quer ser lido, a gente quer que o público leia e entenda”.

Usa muita poesia, muita linguagem poética para descrever a praia, Praia das Gaivotas. A personagem é uma moça que trabalha em uma perfumaria e tem um namorado que escreve poesia, mas não consegue se declarar para ela. Ele tem um amigo poeta que mora longe, na Praia das Gaivotas, ele incentiva o jovem a escrever um livro. A moça resolve ir conhecer este poeta e faz descobertas interessantes.

Isadora Diniz é uma das participantes da Oficina e o coordenador emprestou o seu livro “O silêncio do olhar” para que fosse lido antes da vinda de Kátia. Ela tem a oportunidade de dialogar com a escritora e tirar dúvidas ou contribuir com lembranças de trechos. Isadora declara: Eu trabalhei em loja de perfume e caiu justamente este livro para eu ler”. Kátia diz: “O livro procura a gente né”?

Maria de Lourdes Krieger diz que é preciso cuidar para não escrever como se fala. Pois, falar é uma coisa e escrever é outra.

Afirma que este livro foi mais trabalhado por causa do doutorado, diz ter prazer em ler trechos por ser um livro muito trabalhado para ser criado. Fala que leu muito sobre estilo e estrutura literária, além das teorias. Kátia fala ser importante ler outros autores para ver como eles escrevem. Mas, cuidado para não ser muito crítico e não aproveitar mais a história.

Um participante diz ser importante a leitura de Machado de Assis e Edgar Allan Poe. Kátia diz que gosta muito de Machado. As interações entre os participantes começam e as declarações de paixão e espanto ao ver que pessoas não têm tanto interesse nos cânones brasileiros.

O silêncio do olhar. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2011. 178p. (romance).

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 Seguindo na ministração da noite, Kátia diz ter escrito o oitavo livro “A realidade e a ficção”, ela diz que inova ao começar o romance com um diálogo. Geralmente há um texto situando o leitor para depois vir o diálogo. Menciona ser importante a criatividade na escolha dos capítulos. Professora que vai trabalhar em uma universidade e ao se instalar na casa da antiga professora, morta em um acidente, ela passa a receber um telefonema de uma criança, todas as noites a ligação acontece. Diz ter se inspirado em um seriado chamado Seinfield para criar a história do telefonema.

“Quem tem o olhar, tudo, tudo inspira uma nova história”!

A participante da Oficina que levou o livro “A realidade e a ficção” emprestado do Coordenador para ler em casa, antes da vinda da escritora, faz uma fala: “eu economizava para não acabar o livro”. Patrícia Núbia Duarte diz que a personagem principal do livro é alguém muito bem-humorada, uma professora que fica indignada por ser escritora e os leitores a confundirem com a personagem das histórias. Patrícia diz que fica imaginando Kátia, uma terceira personagem, pois há a professora Isadora, a personagem dela: Isabela e a escritora do livro lido por Patrícia: a Kátia.

Evandro diz que quando leu “Por falar em fantasma…” a personagem principal, para ele, era a escritora, a Kátia.

Kátia diz que quando lançou o livro “Coincidências”! As pessoas a confundiam com a personagem principal e comentavam a história como se fosse algo vivido por Kátia. Ela afirma: “O autor não está no livro”!

Maria de Lourdes Krieger diz: “Não deixa de fazer nada pra escrever. Não deixa nada de lado, aproveita tudo que você tem pra fazer. Não larga nada pra poder escrever”. Para cuidar, pois escrever é um árduo trabalho e pode ou não dar frutos.

A escritora sugere o livro “Cartas a um jovem poeta” de Rainer Maria Rilke. Um diálogo entre o poeta e um aspirante a escritor, travam uma conversa sobre escrita e a importância que ela tem para quem escreve.

Os participantes da Oficina novamente dialogam sobre a escrita e as inspirações, além de refletir sobre o viver de literatura.

A Realidade e a Ficção. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2013. 128 p. (romance).


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 Ao falar de seu nono livro “O admirador secreto”, revela que faz parte de duas academias de letras: São José e a Desterrense. Conseguiu recursos junto a Secretaria de Educação e Turismo de São José e conseguiu com a Academia a publicação de livros para os acadêmicos, ocasião em que publicou “O admirador secreto”, diz que foi gostoso escrever. Carol Paim, participante da Oficina está lendo e faz um comentário sobre o livro.

O admirador secreto. Florianópolis: Editora Secco, Fundação Municipal de Cultura e Turismo de São José, 2014. 80 p. (romance).

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Kátia termina sua fala e informa que trouxe dois livros para serem sorteados entre os presentes no Encontro com a Autora. Assim, Katia Maria Costa, bibliotecária da Biblioteca Pública de Brusque ganhou o livro “O Admirador Secreto” e declarou que após leitura fará doação à biblioteca a qual trabalha. O outro livro sorteado foi “Por falar em Fantasma…” que saiu para a Patrícia Peccin.

Todos se despediram e no próximo encontro, dia 28 de junho de 2016 estarão reunidos para socialização dos textos produzidos até então e para iniciar os estudos de Contos. Venha participar você também!

 

Participantes e convidados:

 

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Kátia Rebello – Escritora convidada

1 – Aparecida Facioli

2 – Maria Lourdes Blatt Ohira – convidada

3 – Caroline Paim Müller

4 – Evelyn Jeissi da Silva

5 – Patrícia Núbia Duarte

6 – Kátia Maria Costa – convidada

7 – Patricia Peccin

8 – Gilmar Milezzi – convidado

9 – Isadora Diniz dos Santos

10 – Marina H. U. de Souza

 

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 5 – Encontro com a Escritora Norma Bruno

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

7  de junho de  2016

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Por causa da greve de cobradores e motorista de ônibus que ocorreu no dia 31 de maio de 2016, data do Encontro da Oficina Literária Boca de Leão – OLBL, não foi possível permanecer com a data marcada e a reunião foi transferida para o dia 7 de junho de 2016 com a participação da Escritora Norma Bruno.

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Link de divulgação do Encontro feita pela FCC:

http://www.fcc.sc.gov.br/bibliotecapublica//pagina/18913/encontrocomaescritoranormabrunonabibliotecapublica

Norma Bruno por Norma Bruno: Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: – Prosa, quase Poesia – ou vice-verso – Tempo Editorial. 2015 – Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 – A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. – Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br . Blog pessoal no link: Blog da autora: https://normabruno.wordpress.com/author/normabruno/

 

A OLBL iniciou com a dinâmica de falar sobre o Livro de Cabeceira, em que cada participante que se considera à vontade para falar menciona a obra que lê. Patrícia Peccin disse que entregou o último livro e já pegou outro, cujo título é:

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares – Srta. Peregrine Vol 01 – ao autor Ransom Riggs.

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Foto: internet.

Segundo sinopse disponível na internet, o livro trata do seguinte:

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias.”

 

Livro de Cabeceira: Em seguida foi dada a palavra para a mais nova integrante do grupo, Eliana Pontes, ela mencionou que tem alguns livros publicados e leu um trecho de seu livro.

 

Livro de Cabeceira: Evandro Jair Duarte é assinante da Experiência TAG e recebeu em casa a caixa com o livro do mês de junho contendo um brinde, uma carta de agradecimento, uma sinopse, uma revista e um livro que é selecionado por um curador. Como o conteúdo da caixa é uma surpresa aos assinantes e o mês corrente ainda pode ter outros membros para a TAG, só os participantes e associados da TAG sabem do que se trata. Evandro levou a caixa para que todos pudessem conhecer o clube de assinaturas de livros literários e da forma como o kit chega e o que contém.

 

Feito o ritual de abertura a palavra ficou com NORMA BRUNO, escritora convidada para falar de crônicas. Ela falou rapidamente das suas três obras. Dessa forma, diz que no primeiro livro A MINHA ALDEIA ela colocou quase todos os seus escritos e eram longos; o segundo CENAS URBANAS E OUTRAS NEM TANTO já cuidou para diminuir o tamanho dos textos; o terceiro PROSA QUASE POESIA: ou vice-verso, disse estar “mais abusada” que não tinha mais tanta vergonha de se expor.

Para se apresentar ao grande grupo ela fez o seguinte, leu a orelha se deu segundo livro. BRUNO, Norma. Cenas urbanas e outras nem tanto. Florianópolis: Bernúncia, 2012. Assim temos o relato de Norma Bruno por Norma Bruno:

Ex-professora do 2º grau, ex-dona-de-casa e mãe em tempo integral, ex-fabricante de bombons artesanais, ex-vendedora de bijouteria, ex-sacoleira de luxo, ex-proprietária de ‘boutique’ (no tempo em que isso era chique), ex-secretária, ex-mestranda, ex-professora universitária. Ex-jornaleira. Graduada em História. Escritora. Blogueira. Declara que sabe lavar, engomar e cozinhar. Faz pães deliciosos; já com bolo não se acerta. Sabia fazer geleias e conservas. Pinta e borda (menos do que gostaria). Faz crochê e tricô. Sabe costurar, especialmente à mão, (faz uma bainha que é uma beleza!). Adoraria falar diversos idiomas, tocar piano e fazer renda, mas tem preguiça de aprender. Dada a epifanias estéticas, inventou uma santa para melhor se proteger, já que o anjo da guarda não estava dando conta. Coleciona rendas de bilro, cenas urbanas e revista antigas. Inventa coisas e histórias”.

 

Norma nos presenteou com uma rica narrativa. A seguir utilizarei das palavras da escritora para descrever sua fala durante o encontro.

 

Ela nos disse que tudo o que está descrito no espaço das orelhas do seu segundo livro é o que ela é. Mencionou não ser ortodoxa em sua forma de ser e escrever. Declara que sua inspiração para a escrita vem de sua Vó de Laguna que na realidade é sua bisavó, mas assim que era chamada. Esta bisa virou borboleta. Uma afirmação que ficou até o último minuto martelando nas cabeças dos que a ouvia. A comprovação de que sua bisavó virou borboleta pode ser feita em seu blog. Por meio do link: https://normabruno.wordpress.com/2012/03/10/minha-bisavo-virou-borboleta/

Essa avó era mágica, afirmou Norma. Viveu de três em três meses nas casas dos netos e bisnetos. Não ficava nas casas das filhas. Em cada casa ela tinha um banquinho. O banquinho da Vó de Laguna, que fumava cigarro, picado com seu canivete, para montar a cigarrilha enquanto os netos chegavam e faziam a roda no chão. E assim alguém pedia: Conta uma história vó?

Vó Laguna contava histórias de príncipes e princesas, madrastas e mãe de princesa que morre. Norma destaca: “Mãe de princesa sempre morre”! – Assim foi que a bisavó conheceu o universo mágico das histórias, ouvindo de alguém para formar o seu próprio repertório.

Norma nos ilustrou a seguinte cena arquetípica: “Era uma mulher velha, com a sua tribo ao redor do fogo, simbolizado pelo cigarro, e a sua tribo, uma noite e ela contando histórias”.

Afirmou que o primeiro contato com o universo mágico da literatura foi através da contação de histórias da bisavó e que este procedimento marcou a sua vida.

Sua outra bisavó foi uma pessoa alegre, feliz, lia muito, gostava de fotonovelas.

Norma disse que “Mulheres de Areia” foi uma fotonovela famosa em sua época. Mas, que não podia ler, era escondida por sua bisa por ter no enredo um beijo. Sobre esta fotonovela e o afamado beijo Norma disse assim: “Ela guardava num armário que ela tinha na sala, a chave, porque eu queria ler, mas não podia porque tinha beijo. Uns beijinhos muito fuleiro. Mas eu não podia ler”.

Declara: “Não tínhamos livros em casa, tínhamos revistas”. “Dia de pagamento era uma beleza” – O pai chegava em casa e todos iam para o centro comprar revistas na Praça 15. Não havia livros, mas a leitura era presente na vida da escritora.

Quando casou e a sua filha teve livro antes de mesmo de saber ler. Na sua casa havia muitos livros. No entanto, disse não ter lido os clássicos universais. Disse ter um projeto de ler alguns livros, mas que tem uma “carrada” de livros na frente para ler e afirmou: “vou morrer sem ler”!

Como as crônicas apareceram na vida de Norma?

Ela diz que começou a escrever porque quem gosta de escrever escreve e pronto. Mencionou que o começo se deu por ter feito uma redação e gostou da experiência. O professor gostou do conteúdo e mostrou para outras pessoas e ela foi elogiada pelo feito.

Disse não gostar muito das regras e das aulas de regras gramaticais – “Tem quem toque piano de ouvir. Eu escrevo de olho”! – Para a autora o aprendizado da escrita é algo orgânico.

Fez outra declaração: “Tenho muita dificuldade com crase, adoro vírgula e adoro ponto de exclamação. Por mim, a maioria das frases teria ponto de exclamação”!

Norma disse que em momentos difíceis escreveu mais. Nos falou que mostrou seus escritos para os donos de uma editora durante uma das edições da Feira de Livro de Florianópolis e assim publicou o seu primeiro livro A MINHA ALDEIA com textos ainda longos.

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Foto: Norma Bruno.

Norma disse que com o uso do Twitter aprendeu a escrever textos menores, pois nesta mídia social cabem apenas 140 caracteres. Assim, em seu segundo livro CENAS URBANAS E OUTRAS NEM TANTO construiu textos curtos, com crônicas de uma página só, de um parágrafo só, de uma frase só, de uma linha só. Norma escreve sobre a cultura catarinense, sobre Florianópolis, sobre memórias, sobre o que viveu, sobre “causos”. Escreve sobre o ilhéu, que para ela é um ser épico.

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Foto: Norma Bruno.

Diz que aprendeu a escrever resumidamente como forma de exercício e fugir um pouco do academicismo de anos de experiência profissional. Norma deixou claro que as suas vivências na comunidade ou em família provocaram seus escritos e seu imaginário. Ao falar de seus textos foi possível perceber que ela tem forte ligação com as coisas do cotidiano. Ela disse que não se preocupa em categorizar o que escreve. Alguns textos são que produz são crônicas, outros são prosas, outros são poesias? Ela declarou não saber enquadrar os escritos em um gênero ou categoria. Dessa não classificação nasceu a coletânea de escritos do livro PROSA QUASE POESIA OU VICE-VERSO.

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Foto: Norma Bruno.

 

Norma brilhantemente nos disse:

“Não percam a liberdade de escrever”!

Compartilhou com o Grupo que conheceu os textos do escritor Mia Couto pelo Facebook e ficou fascinada, assim leu muito de suas obras. Disse que ele faz conto, poesia e escreve sobre o que ele vê e viveu ou viu. Norma mencionou que ele escreve maravilhas e brincou dizendo: “Eu fico babando e morrendo de inveja! E não é inveja boa é aquela que leva a gente pro inferno”. Disse ao grupo da Oficina para não negociar a liberdade de escrita por nada, para poder brincar com as palavras.

Outro apontamento de Norma foi que ela pesquisou nos jornais catarinenses sobre o prédio do Miramar para sua dissertação do mestrado em História. Ao retornar suas pesquisas sobre o prédio para agora escrever um romance sobre o Miramar é que conheceu o coordenador da Oficina, Evandro. Livro previsto para ser lançado em 2018, ano em que faz 90 anos de fundação do histórico prédio já demolido.

 

Na sequência a participante da Oficina Isadora Diniz dos Santos leu um texto de sua autoria para apresentar à Norma Bruno que ao final disse: “Muito bom! Olha, não tô falando para agradar! Muito bom!”

 

Com o retorno da palavra para Norma, ela leu o seu texto: A VIDA (FÁCIL) DO CRONISTA de seu livro CENAS URBANAS E OUTRAS NEM TANTO. Na crônica o cronista é:

um sujeito qualquer;

interpreta o que viu;

conta o que viu;

tem o olhar atento;

tem senso de oportunidade;

tem sensibilidade;

percebe as pessoas;

precisa de sorte;

histórias se contam sozinha o tempo todo;

presencia ou não o fato acontecendo.

 

A convidada nos disse que o segredo é olhar e continuou afirmando: “Quando eu digo que eu escrevo de olho, eu escrevo de olho porque eu aprendi escrever lendo, mas eu tô sempre ligada, eu tô sempre ligada nas pessoas e eu escrevo de ouvido, porque eu tô sempre ligada no que ouço”. Disse que gosta muito de Fernando Sabino e do texto: A ÚLTIMA CRÔNICA, esta pode ser lida no Link: http://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/ . Ela nos chamou atenção para a escrita do autor e para a cena da crônica de Fernando Sabino. Isso para poder nos mostrar uma estrutura de crônica de Norma construída com o aproveitamento de uma cena vivenciada no trânsito, parte da crônica A VIDA (FÁCIL) DO CRONISTA.

Outra rica declaração de Norma foi:

“Cronista tem que andar de ônibus”!

Norma nos ofereceu uma leitura do texto Herança. Texto inspirado em uma cena decorrida dentro de um ônibus. Ela observou os acontecimentos dentro do transporte coletivo e criou a crônica. Veja o conteúdo no link: https://normabruno.wordpress.com/2014/03/18/heranca/ . Ela disse que escutou o diálogo e gravou-o em sua mente para escrever o texto HERANÇA. Informou que é bom praticar a escrita com aquilo que nos é conhecido. Declara: “Comecem a escrever sobre algo que vocês conhecem, escrevem para si e depois mostrem para as pessoas, é a sugestão”.

Ficou a dica de Norma Bruno e a provocação para escrever. Agora é a sua vez! Escreva! Ande! Coragem!

Ao término do encontro aconteceu o sorteio dos três livros da escritora e a reunião terminou com toda essa deliciosidade.

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Participantes presentes:

  1. Evandro Jair Duarte
  2. Norma Bruno
  3. Eliana Pontes
  4. Caroline Paim Müller
  5. Isadora Diniz dos Santos
  6. João Felipe Bruno de Assis
  7. Joaquim Araujo
  8. Pedro Eugênio Pra Baldi
  9. Idê Maria Bitencourt Beck
  10. Marina HadlichUliano de Souza
  11. Pati Peccin
  12. Evelyn Jeissi da Silva

 Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 2 – Encontro com a Escritora L. L. Alves

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

19 DE ABRIL DE 2016

No dia 19 de abril de 2016 a Oficina Literária Boca e Leão recebeu a escritora Luene Langhammer Alves (L. L. Alves). Formada em Letras – língua e literatura inglesa pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Apaixonada pelo mundo das letras, ela mescla seus dias entre leituras e escritas. Ao todo, já escreveu mais de dez livros, variando entre fantasia, romance e chick-lit. Começou a ter gosto pela leitura ao ler a famosa série da escritora britânica J. K. Rowling, Harry Potter. Aos poucos foi moldando em sua mente a ideia de se tornar uma escritora. Então aos 13 anos de idade escreveu seu primeiro romance: Mudanças, publicado na Bienal de SP em 2014 pela Editora Modo. L. L. Alves escreveu mais dois livros na sequência, ambos não publicados. Mas não parou por aí: em 2010 ficou deslumbrada com a ideia de uma saga. Instituição para Jovens Prodígios é a primeira saga da autora e possui quatro volumes: uma sequência que nos conta a história de Lara Müller, uma jovem carioca superdotada que deseja proporcionar um bom futuro para sua família, mas que encontrará muitos empecilhos em seu caminho. L. L. Alves escreveu As Grandes Aventuras de Daniella, Sebos Fernandes e, atualmente, escreve um livro com temática LGBT. A autora está sempre com novos projetos, seja sua primeira trilogia ambientada em um novo universo, ou com livros únicos, contos ou pequenos textos. A autora pretende continuar escrevendo cada vez mais livros intrigando o mundo com seus mistérios e fantasia e nunca deixando a vontade de chegar à última página passar.

L. L. Alves

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Obras da Autora:

Mudanças

Adobe Photoshop PDF

 

Instituição para Jovens Prodígios – A Seleção – Livro 1

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Instituição para Jovens Prodígios – A Traição – Livro 2

A Traição

 

Instituição para Jovens Prodígios – A Revelação– Livro 3

A REVELAÇÃO -corte

Instituição para Jovens Prodígios – A Rebelião – Livro 4

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Sebo Fernandes

capa

As Grandes Aventuras de Daniella

capa trabalho

 

Algumas degustações das obras de L. L. Alves podem ser encontradas em:

 

Wattpad (disponível degustação de AGAD e Sebo Fernandes, e quatro contos: Entrelaçados, que é lgbt, É Natal, mini conto de natal, Desejo, prequel de AGAD, e Um Dia, que é um prequel deMudanças: https://www.wattpad.com/user/LLALVES

 

Issuu (disponível degustação de IJP 1 e IJP 2, e AGAD que coloquei hoje): https://issuu.com/llalves

 

 

O encontro foi aberto ao público e aconteceu no auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) às 19h. Todos tiveram oportunidades de conversar com Luene e fazer perguntas a qualquer momento que os participantes julgassem necessário, pois ela deu esta abertura no início de sua fala. Perguntas e respostas foram feitas e desenvolvidas. Luene comentou sobre o seu primeiro contato com a escrita, relatou sobre cada um de seus livros e disse como foi o processo até chegar a uma editora. Houve um sorteio de um dos livros da autora e a distribuição de marca páginas. Depois de sua fala, Luene incentivou o grupo a escrever um texto a partir da lembrança da infância ou adolescência.

Foi distribuído previamente o texto do autor Neil Gaiman intitulado “O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados”, para leitura em casa e discussão no final do encontro do dia 19 de abril de 2016. Como o tempo ficou curto para tantas atividades, decidimos deixar as considerações mais aprofundadas para o próximo encontro, dia 3 de maio de 2016.

 

Estiveram presentes:

1 – Evandro Jair Duarte

2 – Luene Langhammer Alves (L. L. Alves) – Escritora convidada

3 – Murilo Augusto Kurz

4 – Caroline Paim Müller

5 – Isadora Diniz dos Santos

6 – Ketryn S. Alves

7 – Ana Claudia Mocelin

8 – Eliane Juraski Camillo

9 – Bianca Juraski Camillo

10 – Patrícia Núbia Duarte

11 – Marina Hadlich Uliano de Souza

12 – Pati Peccin

13 – Evelyn K. Dodl

14 – Luiza Horbach Dodl

15 – Evelyn Jeissi da Silva

 

 

Horário: das19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Contato – Evandro Jair Duarte (48) 36656429 ou 36656431

E-mail: evandroduarte@fcc.sc.gov.br ou dujaev@gmail.com

 

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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