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Clube do Livro – Angélica, a identidade, a transformação e a arte (texto de Nancy Fajardo)

Nancy participou do Clube do livro e fez anotações sobre as impressões e resolveu compartilhar o texto no Blog da Oficina Literária Boca de Leão.

 

Angélica, a identidade, a transformação e a arte.

No livro Angélica, Ligia Bojunga aborda a temática da identidade e como essa identidade pode ser transformada (às vezes em contra de si mesmo) pela relação com os outros, este assunto é trabalhado através dos conflitos que alguns personagens enfrentam. Dentro dos vários animais e pessoas que estão envolvidos na historia, tem dois nos que o assunto da identidade é especialmente importante, eles são o porco Porto e a cegonha Angélica.

O porco Porto entra na vida por sua própria vontade e não tem pais ou familiares, entra no mundo sem um contexto de relações sociais que o limitem ou o determinem. Ele é feliz só de existir, se relaciona com todos os seres ao seu redor como seus pares, embora sejam diferentes dele, está alegre com ser como ele é. No livro se percebe essa alegria de viver do porco no encontro com o lago, nele, o porco agradece a vida e se enxerga como um ser completo, satisfeito com a vida e com o quem ele é.

Tudo continua dessa forma mesmo depois do porco encontrar as pessoas no porto, porem, alguém o avisou que não podia continuar vivendo sem saber escrever e ler. A entrada na escola marca uma mudança enorme na vida do porco, ele conhece outros animais que ele acha que são seus colegas, mas eles não o aceitam, e pela primeira vez o porco se enxerga no olhar dos outros e percebe que eles dão uma conotação negativa ao seu nome e a sua identidade. Sua identidade de porco é transformada pelas crenças, preconceitos e sistemas de valores que os outros trazem na interação com ele, a sua identidade (o fato de ser porco), torna-se incompleta, insatisfatória e insuficiente para sua felicidade.

A mudança que o porco sofre depois de ser inserido na escola, remete à transformação que as crianças vivenciam quando vão para primeira serie, lá eles tem contato com a escola como instituição que impõe os padrões do processo de educação, nesse momento as crianças vão de uma educação lúdica (em casa ou na creche) ao processo de educação formalizado. A importância do fato de se alfabetizar destaca a posição da escola como o lugar donde a criança pode se apropriar do saber cultural e social e ao mesmo tempo pode aprender a replicar ou questionar as práticas sociais.

Para o porco aquele olhar do outro, a interação com ele mudou de maneira radical a sua identidade e o jeito de se relacionar com si mesmo, ao ponto de ter que mudar de nome (o que ele é como animal) e de aparência para poder continuar com sua vida e ganhar a aceitação dos outros, o porco se rebela contra a sua essência e não é mais um porco e sim um Porto.

Porto continua tendo conflito com se mesmo durante quase toda a historia, mas de novo a sua identidade é modificada pela interação com os outros, desta vez é a Angélica a que começa a dar outros sentidos á identidade de porco, falando que ela mesma tem espírito de porco e que isso fez ela se diferençar dos seus irmãos, isso a fez especial. O espírito de porco faz também que Porto e Angélica tenham algo em comum, algo que os une e que faz parte do relacionamento no que os dois acabam se envolvendo.

O Porto finalmente pode volver a ser porco e ser fiel a sua própria identidade pela influência de todos os outros personagens e a aceitação deles, quando o Porto tira o disfarce todos ficam surpreendidos, mas não dão importância ao fato do Porto ser um porco e sim aos laços de amizade que eles construíram fazendo do fato do Porto ser um porco um aspecto que não muda o que o Porto é nem o relacionamento entre eles.

Adicionalmente, neste livro igual ao livro os colegas o Porto pode volver a ser porco e ser fiel a sua própria identidade a traves da arte, a traves da obra de teatro que ele e os outros personagens inventam para ganhar dinheiro. O assunto das artes é tratado no livro os colegas e no de Angélica como um importante meio para a transformação de si mesmo.

Nos colegas, os animais conseguem deixar de mendigar ou roubar para sobreviver através do seu trabalho no circo, pela arte os bichos passam de serem sujeitos marginais e se inserem no tecido social tendo proteção, trabalho e comida. Do outro lado, no livro Angélica, é através do teatro que o porco conseguiu se aceitar completamente, ter uma rede de amigos e encontrar um lugar na sociedade.

Alem da historia do porco, a temática da identidade é exposta no livro através do próprio personagem de Angélica, com diferença do Porto, ela nasce rodeada de sua família, uma rede social que define o seu papel no mundo. Eles definem a Angélica como uma cegonha que traz os bebês ao mundo. Angélica acredita em todos os significados e o papel social dela e de sua família até perceber que esse rol é mentira, mas essa mentira lhes traz muitas vantagens e privilégios no seu entorno social e a sua família não quer dizer a verdade por causa disso.

No momento em que Angélica entende a mentira, quer que a sua família mude e fale a verdade, mas não consegui convencê-los, pois para eles as vantagens da mentira justificam o fato de mentir, os pressupostos morais da família da Angélica aprovam a mentira como algo necessário dentro do seu contexto social.  Angélica se rebela contra esses preceitos morais e não está disposta a sacrificar os seus princípios éticos dentro dos quais a mentira e o engano ás crianças não pode ser justificado, em conseqüência, ela entra em conflito consigo mesma e tenta lidar com esse conflito de vários jeitos.

Num primeiro momento, Angélica tenta se afastar da sua família, ela planeja uma viagem e tenta obter a permissão dos seus pais para ir embora, mas seus pais não a deixam, então o conflito entre a sua ética e a moral proposta pelo seu entorno social fica tão grande que ela decide desnascer, a impossibilidade de ter um lugar acorde com a sua identidade e seus princípios dentro da ordem social a faz desistir do fato de existir ou ter existido.

Neste ponto da historia é enfatizado como pode ser transformadora da identidade a pressão social e a interação com os outros, especialmente em duas circunstancias: primeiro quando não tem lugar para a diferença, até o ponto de se questionar o propósito ou o valor da própria existência se não se pode expressar a própria identidade (a negação de si mesmo, o desnascimento). Segundo, quando o poder transformador do âmbito social cria possibilidades para o desenvolvimento da identidade.

Na historia, a ação dos outros é a que impede que Angélica consiga desnascer, sua família percebe quanta infelicidade causou nela pela exclusão da sua forma de pensar e impedem que ela volte para o ovo, eles a deixam ir embora e dão um presente que acham que pode lhe ajudar no seu novo caminho.  A família de Angélica da um lugar para a identidade dela dentro do tecido social que lhe possibilita criar uma realidade mais acorde com os seus princípios éticos.

A viagem da Angélica e a busca de outras realidades fazem com que ela encontre outros personagens que enxergam de outro jeito o seu papel como cegonha, um deles é o porco Porto, quem fica apaixonado por ela pelo fato de ela ser artista (tocar a flauta) e não pelo fato de ela ser uma cegonha que traz crianças ao mundo. Angélica encontra contextos sociais que dão outras opções para construir sua própria identidade e exercer um rol social que permite diversas formas de interatuar com os outros.

Angélica consegue usar sua própria historia como um jeito de mudar a sua identidade e a realidade social através da arte. Na criação de uma obra de teatro, escrevendo e pondo em cena a historia da sua vida, Angélica encontrar amizade, amor e uma maneira de expressar o errado que ela considera o rol tradicional da cegonha baseado num engano.

A arte e apresentada como um agente de transformação tão poderoso que permite que Angélica comece a mudar o próprio contexto social da sua família. Isto é evidente quando o irmão da Angélica vai assistir a obra de teatro e acaba concordando com a visão dela e questionando a legitimidade do engano para obter uma posição social privilegiada.

No livro Angélica o assunto da construção da identidade e a modificação do contexto social pela interação com os outros é abordado como um conflito dinâmico que tem um grande poder transformador. O conflito pode se manifestar tanto para a negação ou a exclusão, no caso do rechaço do Porto do fato de ser um porco e a decisão de Angélica de desnascer, quanto para a criação e realização, no caso do Porco se aceitar e conseguir a aceitação dos outros e de Angélica se repensar como diferente da sua família e com a capacidade de se expressar e modificar o seu entorno social. Adicionalmente, a arte é apresentada como uma atividade social fundamental para a mudança dos indivíduos da sociedade e da cultura ao ponto de ser o veiculo de transformação da Angélica e o Porto para resolver os seus conflitos com se mesmos e como o seu cenário social.

 

Post Escrito por Nancy Fajardo 

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3 de agosto de 2017 · 15:16

[Divulgação 22-2017] – Clube do Livro Lygia Bojunga – CORDA BAMBA

Arte: Lucas Prisco

 

O Clube do Livro Lygia Bojunga estará reunido no dia 29 de agosto de 2017 às 19h no Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina para discutir sobre oa obra CORDA BAMBA de Lygia Bojunga.

Venha participar!

Traga suas anotações, suas interpretações, suas percepções, suas palavras, frases ou trechos de preferências ou que te incomodou, emocinou…

Fonte: http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

 

Texto extraído do site CASA LYGIA BOJUNGA

http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

Corda bamba

Corda bamba é um sopro de coragem que nos leva ao encontro de forças adormecidas. E com cuidado, bem ao seu estilo, Lygia “estica a corda” e nos faz transpor a ponte que liga duas extremidades: realidade e fantasia. Trabalhando na linha psicológica, com muita sensibilidade e respeito ao ser humano, enfoca a morte e seus estigmas. Conduz com maestria e um humor singular o aprendizado de viver com a perda. Ilumina a obscuridade ao levantar questões que passam despercebidas no cotidiano. Cria diálogos ricos entre o inconsciente e a realidade, e nos leva à compreensão de que podemos caminhar sozinhos e sermos bem sucedidos, mesmo que andemos na corda bamba.

Corda bamba foi filmado pela TV sueca, encenado em teatros do Brasil, Alemanha e Holanda.

Post escrito por Evandro Jair Duarte

 

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Divulgação 15-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A CASA DA MADRINHA

Arte: Lucas Prisco

A Oficina Literária Boca de Leão oferece ao público catarinense a possibilidade de ler e socializar a leitura das Obras de Lygia Bojunga por meio do Clube do Livro Lygia Bojunga. Para o mês de junho o livro escolhido foi A CASA DA MADRINHA.

Data: 27 de junho de 2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A casa da madrinha

Horário: 19h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Sobre a obra: A casa da madrinha – Este é o quarto livro da autora. É mais uma bela narrativa na qual, bem no estilo de Lygia, se permeia o realismo cotidiano e a fantasia. Seu enfoque é a dura realidade dos problemas de sobrevivência na cidade grande, mas dá espaço ao sonho e à esperança que devem acompanhar o ser humano para tornar-lhe a jornada mais fácil. Mais que um clássico da literatura infanto-juvenil brasileira, este livro revela-se como uma bela metáfora do grande ideal que todo ser humano deve perseguir em sua luta pela vida. Ainda que transpareça o contexto de exploração do trabalho do menor, o que predomina é o lirismo, a fantasia e a confiança na capacidade de encontrar soluções criativas que transformem a dura realidade. Traduzido em vários idiomas A casa da madrinha foi encenado em teatros do Brasil e da Suécia. (TEXTO EXTRAÍDO DO SITE – http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html ).

Foto: Evandro Jair Duarte.

 

 

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Divulgação 10-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A BOLSA AMARELA

Arte: Lucas Prisco

 

CONVITE

A Oficina Literária Boca de Leão, Atividade Permanente da Biblioteca Pública de Santa Catarina, convida a todos os interessados para participar do Encontro do Clube do Livro Lygia Bojunga no dia 30 de maio de 2017 às 19h no Auditório da Biblioteca Pública.

Rua Tenente Silveira, n. 343 – Centro – Florianópolis (SC)

Contato: dujaev@gmail.com

Leitura da Obra: A BOLSA AMARELA

Fonte: site casalygiabojunga.

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

 

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Divulgação 8-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – ANGÉLICA

O próximo livro a ser lido e discutido no Clube de Leitura é o ANGÉLICA.

Venha com a leitura feita e compartilhe suas impressões acerca da obra!

Fonte: http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

Data: 25-04-2017 (terça-feira)

Local: Auditório da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina

Horário: 19h – 21h

Contato com Evandro Jair Duarte: dujaev@gmail.com

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 3-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – OS COLEGAS

Meu nome é Evandro Jair Duarte, sou bibliotecário da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina, atuante no Setor de Obras Raras da instituição. Lembrei de meus primeiros dias na Biblioteca, em que eu realizava eventos e ações culturais quase todos os dias. Trabalhei com a comunidade catarinense com atividades como: visitas guiadas, troca de livros, exposições, apresentações de teatro, dança e músicas, datas comemorativas, mostras de cinema, agenda de auditório, entre outras possibilidades.

Sempre tive a vontade de trabalhar mais diretamente com a escrita e leitura. Nunca objetivei estar à frente como ministrante, mas como Coordenador e ser ela entre os participantes e ministrantes, palestrantes. Assim, a Oficina Literária Boca de Leão entrou na Biblioteca Pública com a ideia trazida por Claudete Terezinha da Mata. Ela ficou de 2012 a 2015 e doou o Projeto à Fundação Catarinense de Cultura. Eu fiquei como Coordenador e Claudete como ministrante no início de 2016. No entanto, ela precisou dedicar tempo à Academia Brasileira de Contadores de Histórias.

Com a diminuição da presença de Claudete nas Oficinas, eu tomei à frente e passei a ministrá-la. Mas, sempre inquieto com a palavra Literária. Fiz uma disciplina no Programa de Pós-Graduação em Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com a Professora Tânia Ramos eu descobri que o que é literário é vasto e as possibilidades são grandiosas.

Assim, entendi que a Oficina Literária poderia trazer para suas rotinas a leitura de obras específicas e encontrei nesta possibilidade o momento de aliar dois amores, leitura e Lygia Bojunga. Esta autora eu tinha conhecimento e aproximação e o desejo em trabalhar com seus livros foram crescendo em mim. Compreendi que criar um Clube de Leitura é antes de tudo um investimento de tempo e dedicação. Pensei que ao propor uma atividade como esta ao público, as possibilidades são variadas. Fiquei por um tempo pensando sobre a ideia e conclui que eu precisaria trazer ao público a leitura de Lygia Bojunga, autora que conheci em 2004 e desde então tenho um terno carinho.

Projetei os passos da Oficina Literária Boca de Leão para o ano de 2017 e inseri os Encontros do Clube do Livro nas últimas terças-feiras de cada mês, a partir da Abertura desta Oficina. Desta forma, o Clube do Livro Lygia Bojunga nasceu como uma forma de promoção e incentivo à leitura desta grande escritora nacional.

Na imagem a seguir, temos a divulgação dos objetivos, do público-alvo, das regras, dos encontros e do contato para participar.

Para o ano de 2017, as obras estipuladas para leitura são:

1 – Os Colegas

2 – Angélica

3 – A bolsa amarela

4 – A casa da madrinha

5 – Corda bamba

6 – O sofá estampado

7 – Tchau

8 – O meu amigo pintor

9 – Nós três

Os demais livros foram organizados para serem lidos em 2018 e 2019.

No primeiro encontro do Clube do Livro Lygia Bojunga, a obra explorada foi OS COLEGAS, ilustrada por Gian Calvi. Todos leram previamente o livro e foram para a Biblioteca Pública discutir impressões e demais aspectos da obra. O propósito maior era a conversa em torno da obra escolhida.

A palavra foi dada aos participantes para darem suas impressões com o primeiro contato com o livro e com a obra de Lygia Bojunga.

Apenas uma participante havia lido A BOLSA AMARELA e O SOFÁ ESTAMPADO, os demais não conheciam nada da autora.

Participante 1 – Esta participante que já conhecia estas obras de Lygia disse que sentiu estranhamento com a história ter bichos agindo como humanos.

Participante 2 – Disse que não se prendeu ao livro, considerou ser um livro para criança, gostou e disse que se estivesse na estante para ser lido, não seria um de sua preferência.

Participante 3 – Comentou que recebeu a obra para ler de maneira aberta e que não se surpreendeu o fato de ter bichos falando e agindo como pessoas.

Participante 4 – Falou ter escrito história sobre bichos conversando e ao ler a história lembrou desta experiência na infância. Percebeu que todas as fases da história fazem parte de nossas vivências.

Participante 5 – Sinalizou que não gostou muito de ler OS COLEGAS, mas se permitiu ler. Afirmou não gostar muito de livros dedicados ao público infantil.

Participante 6 – Disse que é um livro para criança e que gostaria de dar para o neto ler e ver o que ele acha da obra. Percebeu nos personagens com as vivências de crianças de rua.

Participante 7 – Declarou que nunca foi atraída por ficção e que todo tempo se pegava pensando em um bicho e como ele poderia fazer aquilo que era humano. Mencionou ter dado risadas e gostar da leitura, apesar dos dois movimentos de gostar e não gostar estar a todo estante em briga dentro dela.

Participante 8 – Afirmou que o fato de ser bichos falando e agindo como pessoas era algo que chamou sua atenção. Gostou da obra e disse ser agradável. Ela percebeu ser uma escrita muito cheia da alegria brasileira. Ela vem de outro país e está no Brasil a algum tempo.

Participante 9 – Falou que estranhou de início e buscou abstrair e ver qual mensagem estava no livro, encontrou AMIZADE, SOLIDARIEDADE, UNIÃO, CRIATIVIDADE e o SACRIFÍCIO pelo amigo. Disse gostar.

Participante 10 – Descreveu sobre sua percepção da obra, declarando ser um livro difícil de ler. Que percebeu ter mensagens complexas para uma criança ler e entender. Considerou ser confuso os personagens em momentos serem colocados na condição de bicho e em outros momentos na condição de humano.

Partipante 11 – Declarou não ter gostado e que causou estranhamento. Disse não ser muito fã de textos fantasiosos. O jeito da autora conduzir e de ter animais agindo como humanos não gostou. Buscou no texto e nas mensagens uma forma para gostar. Mas, não gostou.

Participante 12 – Considerou estranho os animais agindo como humanos.

Participante 13 – Foi o primeiro contato e há muito tempo não lia nada infantil. Buscou encontrar o que Lygia estava querendo dizer e ficou buscando por muito tempo. Disse que ficou curiosa para conhecer outras obras e ver como ela trabalha. Disse que gostou.

Participante 14 – Falou que ficou curiosa para saber o que mais Lygia tem para oferecer. Gostou também de Os Colegas.

Na sequência, eu (Evandro) passei a conduzir a conversa em torno do enredo da obra. Conversando sobre a autora nós descobrimos que ela mora no Rio de Janeiro e passa um bom tempo em Londres. Por ser moradora da cidade do Rio, ela acaba trazendo para as obras o que é forte e rico na cidade maravilhosa, como o samba e aspectos sócio-culturais da cidade. Conversamos um pouco mais sobre ela, suas obras, prêmios, entre outros aspectos.

CAPÍTULO 1 – O INÍCIO

Sobre a história, percebemos que tem diálogo em boa parte da obra, as descrições são colocadas para dar o cenário no qual os personagens irão interagir. Uma linguagem voltada para o público iniciante, as crianças e os jovens podem se encontrar na forma escrita de Lygia, pois o diálogo é algo presente na experiência infantojuvenil e a inserção dos textos densos e gradualmente se faz com o passar dos anos. Diretamente, na história, percebemos que no início da leitura nos deparamos com a briga de dois cães por causa de um osso encontrado em uma lata de lixo. Um garoto passa assobiando um samba, mas estava errado. Os dois param a briga para corrigi-lo. O garoto nem liga e vai embora. Os dois percebem algo em comum, os dois gostam de samba. Por meio da música e do samba eles se tornam COLEGAS. Fizemos a leitura de que no momento em que um pergunta ao outro o nome, eles pensam e dizem: não sei, ninguém me chama. Neste momento viajamos nesta declaração. Ninguém percebe o personagem, ninguém o vê e comparamos com as pessoas que estão às margens na sociedade.

Um personagem diz que o chamam de vira-lata, o outro também diz ser chamado assim. Observamos que Lygia brinca com a construção do nome dos dois cães, um seria Virinha e o outro Latinha, já que ambos são vira-lata.

Uma participante disse que não gosta da estrutura do texto e da forma do texto, prefere textos mais densos. Reafirma sentir-se incomodada com os personagens serem bichos falantes e humanizados. Exigia, na leitura, mais da autora, disse não ser suficiente só os diálogos. Gostaria de muito mais da escrita de Lygia. Sobre a construção do nome, o que chamou atenção foi: ninguém me chama. Entendeu e percebeu uma piada. Engraçado por ninguém chamar os personagens. Divagou sobre as possibilidades do “chama”.

Consideramos a construção dos nomes dos personagens e a forma como Lygia insere a descrição física dos personagens. Os dois se olham e se percebem. Lembramos que muitas vezes, ao construir o personagem e suas características, apresentamos e raras vezes voltamos a essas descrições. Lygia faz um retomar da descrição da característica física em outras passagens do texto, que não somente na introdução do personagem. Percebemos que por ter poucas imagens, um recurso interessante é a descrição das características e do lembrar dessas características. Esta técnica nos faz pensar e visualizar a cena, a imagem.

Conversamos sobre algumas descrições serem apenas uma forma de nos provocar (nós leitores) a imaginar e inserimo-nos na construção da cena e do próprio texto. Estamos participando do texto com nossas colocações e nossas intromissões ao construirmos partes do textos ou cena junto com Lygia. Viajamos e brincamos juntos. Consideramos ser fundamental que o autor não nos dê tudo tão mastigado e de graça, que ele possa nos provocar. Percebemos uma brincadeira de Lygia com algumas palavras, que neste caso foi com o verbo cismar.

[…] quando cisma […]

[…] vontade de cismar […]

[…] acabou cismando […]

OS COLEGAS vão morar juntos atrás de uma grande pilha de entulho em um terreno baldio. Surge então, FLOR DE LIS. Um não sabia o que era Flor de Lis e resolveu chamá-la só de FLOR. Ela era uma cachorrinha comprada em loja de cachorro, foi sendo tratada como humano, usando: perfume, roupas, pulseiras, capa de chuva, bota de chuva, coleira, talco, pó de arroz, brincos e participando de concurso de beleza. Tudo isso a incomodava e fugiu.

Percebemos que Lygia deixa claro a democracia, os bichos vivem bem na coletividade com cães, coelho, urso, tatus, todos vivem e se ajudam. Apesar de não terem a mesma origem e serem tão diferentes, têm coisas em comum.

Chamou-nos atenção a questão de cachorro querer ser cachorro e não humanizado, apesar de ser um texto escrito há muito tempo, esta situação é algo muito atual e presente em nossa sociedade. Os cães são tratados como filhos, como pessoas, humanos.

Lembramos sobre a LOUCURA, apresentada no texto. Quem é louco? O homem humanizando o bicho ou o bicho querendo ser bicho? Pois, na história percebemos que Flor é considerada pelos COLEGAS como birutinha por ter se jogado no mar várias vezes para se livrar do perfume. Um de seus colegas diz a ela que é biruta por agir daquela forma, ao se livrar dos apetrechos humanizantes e do mergulho dado. Ela diz que pode ser sim, ou então, a sua antiga dona que a tratava desta forma.

Foi percebido ser trabalhado a metáfora o tempo todo e à questões sociais a todo momento.

Outra percepção foi a da possibilidade de fuga dos personagens. Fuga de quê? 1972 o Rio de Janeiro tem um processo de higienização da sociedade carioca, de mudança social e do espaço físico.

Chegamos a um consenso de que Lygia não quer passar mensagem moral alguma, apesar de verificarmos a moralidade na história. Ela não deseja focar e dizer qual é a moral da história. Ela trabalha questões sociais e de convívio, mas não força a barra para deixar claro qual é a”lição” que deseja passar.

Pensamos na fuga da realidade.

Uma participante ficou realmente incomodada com a possibilidade de ora o bicho ser bicho e agir como bicho, apesar de falante; ora o bicho é tratado e age como humano e está em situação de humano em rotina na sociedade. Outros participantes consideraram que o ideal é não querer se prender à lógica racional e se permitir brincar e viajar no poder da literatura.

Percebemos os artifícios utilizados por Lygia para falar dos personagens e suas histórias dentro da história. Vários aspectos de estilos são apontados.

Eis que entra na história o URSÍSSIMO (porque era grande), que fugiu do zoológico para conhecer o mundo, passou a ser chamado por Voz de Cristal por caus ada voz fina que nem uma agulha. Juntos OS COLEGAS foram conhecer o circo e riram dos palhaços. Consideramos engraçado o fato de Voz de Cristal ter sido encontrado embaixo de um banco da praça (como escondido embaixo de um banco, um urso enorme).

Surge na história o coelho apelidado de CARA-DE-PAU, ela tinha a voz mal-humorada, cara “fechadíssima”, complexo de perda. Ele disse que foi perdido pelos pais na casa dos tios, não conseguiram, tentaram perdê-lo na cidade e conseguiram. O medo é algo presente em torno deste personagem. Percebemos que ele segue OS COLEGAS para tentar superar o seu próprio medo. Enquanto os outros queriam se esconder para não serem encontrados (pela dona de Flor, pelo Zoológico, pela carrocinha), o Cara-de-pau queria ser encontrado (pela família). Cara-de-pau provocou o sentimento de pena.

Concordamos que ao receber o nome dado pelos COLEGAS, todos recebiam uma identidade. Eles tinham em comum: a vontade de ter uma vida diferente da que tinham, pois gostaram da liberdade e da nova família.

CAPÍTULO II – É TEMPO DE CARNAVAL

O carnaval chegando e a escolha da fantasia, o consenso chega quando escolhem o palhaço. Lygia brinca novamente com a palavra:

A gente vai ter que se virar!

[…] E começou…

… a viração…” p. 23

Chamou-nos a atenção a sonorização para representar o carnaval: panquititapan! O som é utilizado para mostrar que o carnaval estava perto e Lygia utiliza o recurso para dizer que o tempo está passando e é preciso se apressar, o carnaval está na porta e gostamos da expressão utilizada por ela:

Carnaval impaciente!

O bloco vai pra rua

CAPÍTULO III – A GRANDE FARRA

Percebemos como Lygia descreve os detalhes, a sonorização, os malabarismos de cada um dos personagens. Ela trabalha o tempo todo com todos os personagens. Flor rodopiava como porta-estandarte. Virinha fazia passos complicados, enquanto mestre-sala. Voz de Cristal fazia a cuíca roncar. Cara-de-pau faz bonito no tamborim. Latinha no pandeiro.

CAPÍTULO IV – QUARTA-FEIRA DE CINZAS

Voz de Crista arrebentou a cuíca. Flor perdeu a bandeira nos rodopios. Cara-de-pau furou o tamborim. Virinha torceu a perna. Latinha perdeu as rodinhas do pandeiro. Cansados da grande farra adormecem na rua mesmo. Acordaram com o apito de Cara-de-pau para avisar da aproximação da carrocinha. Todos se atrapalham para correr, Virinha e Latinha são presos pela carrrocinha.

CAPÍTULO V – UM SUSTO PUXA OUTRO

“[…] estavam loucos para esconder lá dentro aquele susto todo.”

Este trecho lembrou de um recurso utilizado na obra que surgiria anos depois: A BOLSA AMARELA. Em que Raquel escondia dentro da bolsa três grandes desejos e objetos de seu apreço.

Voz de Cristal tem que se disfarçar de mulher e não gostou. Ficou com vergonha. Precisava ser humano e dona dos cães que estão na carrocinha. Sua roupa seria feita de jornal (maxissaia, blusa de manga comprida, chapéu, luvas, cinto e bolsa, tudo de jornal).

Uma participante disse que se tivesse um filho não daria o livro para ler porque o urso estava se vestindo de mulher.

Na roupa de jornal ainda tinha uma notícia: Procura-se o urso que fugiu do Jardim Zoológico. Consideramos ser um recursos utilizado para criar um problema no momento da ida à carrocinha e também deveria ser de jornal, pois no momento da busca dos cães começa a chover e o urso é desmascarado e preso. Foi levado ao Zoológico.

CAPÍTULO VI – É TEMPO DE AFLIÇÃO

Voz de Cristal não volta para OS COLEGAS, eles vão ao Zoológico, gritam e chamam pelo Urso, os moradores passam a resmungar e solicitar que o Dr. Leão teve que intervir e ver o que acontecia. Começou uma briga e com o risco de chamarem a polícia forte do Zoológico, Flor tratou de elogiar o Sr. Dr. Leão para obter a informação que desejava. O leão adorou os elogios e deu a informação de que Ursíssimo estava lá. Não debatemos muito este capítulo, apenas relembramos do episódio e consideramos o aspecto de que muitas vezes, quando um dos amigos se relaciona e namora, acaba por se afastar dos amigos. Fato presente em nossas vidas.

CAPÍTULO VII – A BOLAÇÃO DE FLOR

Lygia brinca de novo com a palavra e desta vez é “bolação”. Pois, Flor iria bolar um plano, por isso bolação.

O plano ou melhor a bolação seria a seguinte:

1 – Seria presa pela carrocinha;

2 – Sua antiga dona iria buscá-la;

3 – Faria greve de fome se os amigos Virinha e Latinha não fossem soltos;

4 – Fugiria da dona.

Percebemos que não adiantou Flor ir à delegacia, pois não foi presa, teve que fazer xixi na bota engraxada do guarda. Foi presa, mas Flor perde a voz e quando a dona vai buscá-la não consegue ajudar os amigos. Vai para casa da antiga dona. Não discutimos muito sobre este capítulo.

CAPÍTULO VIII – SOZINHO OUTRA VEZ

Cara-de-pau se viu sozinho e foi para o barraco onde morava com OS COLEGAS e novamente recebeu esperar por seus COLEGAS, coisa feita durante toda sua vida. Ele esperou por seus pais quando foi perdido na casa dos tios ou na cidade. Travou uma briga com o medo e ele ganhou.

CAPÍTULO IX – OS AMIGOS DE CARA-DE-PAU

Os tatuzinhos Garcia ajudam a cavar um túnel da praia até o canil e ajudar na fuga dos cães. Saíram sujos do buraco perguntando quem eram Virinha e Latinha. Olharam para eles e veio o receio. Pensamos nas várias situações de julgamento em que olhamos alguém sujo ou mal arrumado e ficamos com receio de ouvir ou de conversar. Quando os moradores do canil descobriram que havia um túnel para fuga, todos tentaram se enfiar no buraco. Percebemos que somente quando trabalharam em equipe é que conseguiram contornar a situação de problema. Todos fugiram e os Tatus foram pegos pelos guardas do Canil. Claro que no dia seguinte eles fogem, cavando um túnel. Observamos a amizade e colaboração para ajudar os amigos.

CAPÍTULO X – CORRENTE DE PRATA É BACANA DE SE USAR?

Cara-de-pau viu Flor com a dona, estava toda enfeitada, foram atrás dela. Quando Flor viu os amigos, ela fugiu novamente e repete todo o ritual de se livrar de tudo que a enfeitava e banhava se mais uma vez no mar para tirar o perfume. Comentamos sobre este recurso de repetição e o sentido adequado de colocá-lo novamente na obra.

CAPÍTULO XI – VOZ DE CRISTAL NÃO É MAIS UM COLEGA

Voz de Cristal deixou de ser COLEGA para ficar com sua namorada, mas percebeu que ela não gostava de seus amigos e para não brigar com ela, ele decidiu se afastar ou ficar no zoológico, lugar que eles não ficariam. Percebemos que a girafa queria mesmo era ampliar seu espaço de vivência, queria ampliar para o lado em que o urso vivia. Não conversamos muito sobre este capítulo, ficamos só no egoísmo e na falta de paciência ou de vontade de ser a girafa amiga dos COLEGAS do urso.

CAPÍTULO XII – A TURMA RESOLVE MUDAR DE VIDA

Fizeram um samba na praia e a carrocinha foi novamente chamada para pegar os cães. Fugiram para o mar e perceberam que não podiam mais viver assim. Eles precisavam arranjar um emprego e ter onde morar e pensaram no circo e foram até lá apresentar uma proposta para o dono do circo. Exigiram comida três vezes ao dia, morar no circo, seguro de vida e defesa contra acidentes, horário não muito puxado para poder se divertir. Cara-de-pau se dedicou tanto que engoliu o apito e o dono do circo achou o maior barato o fato dele ter um “suspiro apitado”. Foram contratados para fazer show no circo. Rimos da exigência defesa contra acidentes, que era a defesa contra a Dona de Flor-de-Lis ou do Zoológico que poderia procurar Voz de Cristal ou da Carrocinha.

CAPÍTULO XIII – A ESTRÉIA

Todos os amigos foram avisados que trabalhariam no circo. Voz de Cristal volta a ser um COLEGA, ele larga da girafa e foge do noivado fracassado. Consideramos violento o fato do Urso amarrar a perna da girafa, machucando-a. Ele fugiu e conseguiu uma vaga no circo. Cara-de-pau não conseguia dormir após o show, pois foi um sucesso e sua felicidade foi tamanha que ele arrisca ali no escuro mesmo dar um sorriso e conseguiu.

Conversamos que hoje o circo não trabalha mais com animais, o que demonstra a época da história. Chegamos ao consenso de que não precisamos nos prender à realidade e nos permitir o fantasioso. Concluímos que o politicamente correto acaba por podar muitas possibilidades de diálogo. A fala quando declarada indiretamente permite falar de temas e assuntos sem bater de frente com polêmicas. Lygia trata de diversos assuntos e brinca com realidade e fantasia com o uso de bichos falantes.

Refletimos como podemos utilizar nos textos escritos na Oficina Literária Boca de Leão. Relembramos textos escritos no ano de 2016 que trataram da realidade social.

Encerramos o encontros e no próximo mês será tratada a obra ANGÉLICA, no dia 25 de abril de 2017.

 

Participantes presentes:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Ana Lúcia Kretzer Barotto

André Lisbôa da Silva

Astrid Boehs

Cristina Queiroz

Fernanda Scwarz Pires

Gabriela Bessa

Helena Santos Dal Posso

José Carlos Ibañez

Juciléa Santos

Juliane

Maiara Corrêa

Marcelo Luiz Aguiar

Marli Emmerick Ferreira

Nancy Enelia Fajardo Urazan

Patrícia Núbia Duarte

Príncia Béli

Sophia Regapane Klein

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

 

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Divulgação 6-2017 – CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA – Chamada

A Oficina Literária Boca de Leão desenvolverá em 2017 a atividade do CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA.

O desenvolvimento desta ação ocorrerá SEMPRE nas últimas terças-feiras de cada mês.

Dia 28 de março de 2017 será o Primeiro Encontro do CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA.

O Primeiro Livro é de título: OS COLEGAS.

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Veja abaixo a sinopse retirada do site da Casa Lygia Bojunga.

 

Os colegas

Os colegas estreou na Casa de sua autora, tendo restauradas em suas páginas algumas das mais belas ilustrações coloridas que o artista Gian Calvi criou, originalmente, para o livro.

Em Os colegas, livro ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais – Lygia cria um de seus mais famosos grupos de personagens, entre os quais o ursíssimo Voz de Cristal, o coelho Cara-de-pau, e os vira-latas Virinha e Latinha: seres abandonados, vivendo à margem da vida, mas que – uma vez reunidos pelo acaso – descobrem a amizade, a solidariedade e uma intensa alegria de viver.

Fonte: http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

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Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Divulgação 4-2017 – Cronograma – 2017

 

CRONOGRAMA DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO – ANO 2017

 

OBJETIVO: Iniciar o processo de escrita para instigar a criatividade. Estudar clássicos da literatura nacional e estrangeira. Estudar textos de produção textual. Escrever contos curtos.

DATA: Terça-feira.

CARGA HORÁRIA: 100h.

LOCAL: AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE SANTA CATARINA

 

JANEIRO – Planejamento

FEVEREIRO – Divulgação e Inscrições

MARÇO

10 – Encerramento das Inscrições

14 – ABERTURA – Assinatura do Termo de Autorização do Uso da Imagem para o Blog da Oficina – Estudo de Escrita Criativa – Prática de Escrita Criativa

21 – Escrita Criativa – Prática – Socialização

28 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Os Colegas

ABRIL

4 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma A

11 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma B

18 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma A

25 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Angélica – Todos os interessados

 

MAIO

2 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma B

9 – Não Teremos Encontro

16 – Gêneros Literários – Crônicas e Poesias – Turmas A e B – Encontro com o autor Paulino Júnior

23 – Gêneros Literários – Poesia e Novela – Turmas A e B – com a presença de Milka Plaza Carvajal e Ana Esther Balbão Pithan

OBSERVAÇÃO: os certificados de ESCRITA CRIATIVA serão encaminhados por e-mail.

30 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A bolsa amarela – Todos os interessados

 

JUNHO

6 – Gêneros Literários – Romance – Turmas A e B

13 – Gêneros Literários – Novela – Turma A e B – com a presença de Ana Esther Balbão Pithan – Exercícios práticos

20 – Gêneros Literários – Novela – Turma A e B – com a presença de Ana Esther Balbão Pithan – Estudos

27 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A casa da madrinha

 

 

JULHO

4 – Gêneros Literários – Literatura Infantil e Juvenil – Turma A e B – Estudos

11 – RECESSO – Ler Machado de Assis – A cartomante

18 – RECESSO – Ler Machado de Assis – A cartomante

25 – RECESSO – Ler Machado de Assis – A causa secreta

 

AGOSTO

1 – RECESSO – Ler Machado de Assis – A causa secreta

OBSERVAÇÃO: os certificados de ESTUDO DE GÊNEROS LITERÁRIOS serão encaminhados por e-mail

8 – Estudo de autor – Machado de Assis – A cartomante – Turma A e B

15 – Exercício estilístico – Baseado em Machado de Assis – Turma A e B

22 – Estudo de autor – Machado de Assis – A causa secreta – Turma A e B

29 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Corda Bamba

 

SETEMBRO

5 – Exercício estilístico – Baseado em Machado de Assis – Turma A e B

12 – Estudo de autor – Machado de Assis – A missa do galo – Turma A e B

19 – Exercício estilístico – Baseado em Machado de Assis – Turma A e B

26 – Clube do Livro Lygia Bojunga – O sofá estampado

 

OUTUBRO

3 – Gênero Literário – CONTOS – Estudo – Personagem, Enredo, Tempo, Espaço, Ambiente e Narrador – Exercícios (Turma A e B)

10 – Gênero Literário – CONTOS – Estudo – Foco Narrativo – Exercícios

17 – Gênero Literário – ANÁLISE DAS NARRATIVAS – Estudos e Exercícios

24 – Gênero Literário – ANÁLISE DAS NARRATIVAS – Estudos e Exercícios

31 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Tchau

 

NOVEMBRO

7 – Gênero Literário – CONTOS – Socialização do Conto final da Oficina e Análise – Turma A

14 – Gênero Literário – CONTOS – Socialização do Conto final da Oficina e Análise – Turma B

21 – Gênero Literário – CONTOS – Socialização do Conto final da Oficina, Análise e Assinatura do Termo de Cessão de Direitos Autorais para o E-book. ENCERRAMENTO.

OBSERVAÇÃO: os certificados de ESCRITA DE CONTOS estarão na RECEPÇÃO da Biblioteca Pública – FAVOR RETIRAR E ASSINAR O LIVRO

OBSERVAÇÃO: os certificados do CLUBE DO LIVRO LYGIA BOJUNGA serão encaminhados por e-mail.

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ASSIS, Machado. A cartomante. Seleção de contos. Rio de Janeiro: Revan, 1989. p.125.

ASSIS, Machado. A causa secreta. Obras completas de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Aguilar. 1994. vol. II. p. 511.

ASSIS, Machado. A missa do galo. Seleção de contos. Rio de Janeiro: Revan, 1989. p.163.

ASSIS, Machado. O enfermeiro. Obra completa de Machado de Assis. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 1994. vol.II.

GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 3. ed. São Paulo: Ática, 1995.

GOLDBERG, Natalie. Escrevendo com a alma: desperte o escritor que há em você.

LAJOLO, Marisa. O que é literatura. São Paulo: Nova Cultural, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 92).

LEITE, Ligia Chiappini Moraes. O foco narrativo: ou a polêmica em torno da ilusão. 8. ed. São Paulo: Ática, 1997.

MARIA, Luiza de. O que é conto. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986. (Coleção Primeiros Passos, v. 135).

PAIXÃO, Fernando. O que é poesia. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1988. (Coleção Primeiros Passos, v. 63).

REIMÃO, Sandra Lúcia. O que é romance policial. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, [1983]. (Coleção Primeiros Passos, v. 109).

SILVA, Antonio Manoel dos Santos. Análise do texto literário: orientações estilísticas. Curitiba: Criar Edições, 1981.

ZILBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. (Como e por que ler ; 4).

 

Florianópolis, 21 de abril de 2017

 

 

Evandro Jair Duarte

Doutorando em Ciência da Informação (UFSC)

Mestre em Ciência da Informação (UFSC)

Especialista em Gestão da Informação e Inovações Tecnológicas (FACINTER/IBPEX)

Bacharel em Biblioteconomia – Habilitação em Gestão da Informação (UDESC)

Bibliotecário da Biblioteca Pública de Santa Catarina – CRB 14/1145

Matrícula 332329-3-02

E-mail: dujaev@gmail.com

 

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Divulgação 2-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – Apresentação ao Público

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A Oficina Literária Boca de Leão traz uma novidade para 2017. Trata-se do Clube do Livro Lygia Bojunga. Os encontros ocorrerão todas as últimas terças-feiras dos meses do ano no auditório da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina.

Segue o LINK para inscrição. É o mesmo da Oficina Literária Boca de Leão. Favor mencionar que é para o Clube do Livro.

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Divulgação 1-2017 – Abertura de Inscrição

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Arte: Luscas Prisco Puga

A Oficina Literária Boca de Leão tem sido realizada desde o ano de 2012 sob a Coordenação de Claudete Terezinha da Mata.

Em 2016 passou a ser Atividade Permanente da Fundação Catarinense de Cultura e desenvolvida pela Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina à Rua Tenente Silveira, Centro, Florianópolis-SC.

Asism, o Estado de Santa Catarina, com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, juntamente com a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), disponibilizam por meio da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina (BPESC) a OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO.

A Oficina Literária Boca de Leão tem como objetivo iniciar os participantes no processo de escrita para a liberação da criatividade textual. Conhecer gêneros literários. Estudar clássicos da literatura nacional e estrangeira. Estudar contos. Escrever contos curtos. Escrever um conto para compor o e-book anual da Oficina Literária Boca de Leão. Terá 31 encontros para o desenvolvimento da escrita criativa e a produção de contos.

Ação gratuita e aberta à comunidade catarinense.

Faixa etária acima de 18 anos.

Data de início: 14 de Março de 2016.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Para certificação é necessário ter o mínimo de 75% de participação e frequência.

Contato: dujaev@gmail.com

 

Inscrições abertas de 14 de fevereiro a 10 de março de 2017.

LINK para a divulgação da Oficina Literária Boca de Leão.

LINK do Cronograma de Atividades da Oficina Literária Boca de Leão.

LINK para Baixar a Ficha de Inscrição

Favor encaminhar para o E-mail: dujaev@gmail.com

 

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