Arquivo do mês: abril 2017

Divulgação 10-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A BOLSA AMARELA

Arte: Lucas Prisco

 

CONVITE

A Oficina Literária Boca de Leão, Atividade Permanente da Biblioteca Pública de Santa Catarina, convida a todos os interessados para participar do Encontro do Clube do Livro Lygia Bojunga no dia 30 de maio de 2017 às 19h no Auditório da Biblioteca Pública.

Rua Tenente Silveira, n. 343 – Centro – Florianópolis (SC)

Contato: dujaev@gmail.com

Leitura da Obra: A BOLSA AMARELA

Fonte: site casalygiabojunga.

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

 

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Divulgação 9-2017 – ENCONTROS DE MAIO 2017

 

Arte: Lucas Prisco

 

MAIO

2 – Escrita Criativa – Prática – Socialização – Turma B

9 – Não Teremos Encontro

16 – Gêneros Literários – Crônicas e Poesias – Turmas A e B – Encontro com o autor Paulino Júnior

23 – Gêneros Literários – Poesia e Novela – Turmas A e B – com a presença de Milka Plaza Carvajal e Ana Esther Balbão Pithan

OBSERVAÇÃO: os certificados de ESCRITA CRIATIVA serão encaminhados por e-mail.

30 – Clube do Livro Lygia Bojunga – A bolsa amarela – Todos os interessados

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 7-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – ANGÉLICA

Arte: Lucas Prisco

No dia 25 de Abril de 2017 às 19h, reuniram-se no Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina os participantes do Clube do Livro Lygia Bojunga para socializar a leitura da obra ANGÉLICA.

Participantes Presentes:

Evandro Jair Duarte – Coordenador do Clube do Livro Lygia Bojunga

  1. Ana Lúcia Kretzer Barotto
  2. André Lisbôa da Silva
  3. Cristina Hilgert Queiroz
  4. Daiane Alves João (Morghana)
  5. Juciléa Santos
  6. Maiara Corrêa
  7. Marli Emmerick Ferreira
  8. Nancy Enelia Fajardo Urazan
  9. Patrícia Núbia Duarte
  10. Príncia Béli (Coordenadora do Encontro)

 

Foto: site – http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

Texto de Abertura: Evandro Jair Duarte

 

Na sequência segue o texto de uma das participantes do Clube do Livro Lygia Bojunga.

Palavras da Escritora e Mediadora de Leitura Príncia Béli, com as impressões da Poeta Marli Emmerick, ambas construíram este registro:

 

Angélica.

Quando você não quer mais ser o que é  – dá pra mudar de nome, da cor do pelo?

Quando você não se conforma com o jeito que sua família vive – dá pra mudar a família? dá pra você mudar de família?

Quando você não arranja um trabalho – dá pra inventar um?

E, se você precisa vender um pedaço do seu corpo pra sobreviver – dá para ficar de bom humor?

Se você ficar velho e sozinho dá pra dar a volta por cima?

Estes sãos os questionamentos que Angélica de Lygia Bojunga trouxe ao Circulo de Leitura no mês de Maio.

Porto, o porco; Angélica,a cegonha; Canarinho, o elefante e outros personagens que falam com os seres humanos pipocam entre os encontros deles culminando na peça de teatro onde Angélica retrata seu conflito com a família sobre como se nasce, ou, “desnasce”.

Em paralelo a trama principal está o comportamento em grupo citado quando os macacos aparecem cirurgicamente ao longo da leitura para completo deboche de assuntos tão existenciais. Notamos, os leitores do Circulo, que a autora promove uma reflexão atual e universal. São assuntos permanentes e permeados pelo cotidiano humano. Ainda assim fica o ponto de interrogação sobre para quem e para qual idade ela quer revelar a forma de nascer e de conviver com as diferentes opiniões.

Como facilitadora e propondo o formato de oficina pude perceber o contexto no qual Lygia expressa suas inquietações ao trazer como pano de fundo  sua inteligencia constatada nas entrelinhas do texto; considerado para leitura do público infantil. Por isso, compreender o tempo (1975), a regionalidade brasileira e em especifico no Rio de Janeiro, a experiência da autora ser atriz de rádio e pelo fato dela e o marido fundarem a TOCA (escola rural) dá a nuance de sua escrita: a de bichos falantes interagindo com humanos em cenário ora urbano, ora em ambiente rural.

Por essas razões tem-se a narrativa diretamente ao leitor, a representação de sentimentos, um realismo mágico com contos fantásticos pontuando uma escrita com assuntos sérios de forma leve beirando ao tom de humor com algumas situações satíricas.

Quando o enredo trás Napoleão Gonçalves, um sapo viúvo que cuida de sete sapinhos, filhos seus com Mimi-das-Perucas, vitimada pela vaidade exagerada demonstrando a construção social de como a fêmea deve se apresentar bela e cuidada ainda que lhe custe a vida; ou a tônica do casal de crocodilos – Jota e Jandira, que viviam em constante atrito, gerando crises de espirros nela diante do machismo de Jota.

Os espaços sociais apresentados ao longo da historia também complementam a ideia de interação entre as realidades no qual o ser humano está inserido, tal qual os animais: a escola que inibe a personalidade de Porto; a agencia de emprego que recusa Canarinho, a principio, porque tem rugas; Napoleão Gonçalves que faz o eterno movimento de insatisfação ao trabalhar para arcar seu papel de provedor; o salão que faz a sapa Mimi das Perucas uma escrava da beleza e naturalmente do consumo. Em contra ponto a ideia de liberdade é vinculada à natureza na época em que Porto vivia num tronco de árvore,  bem como no mar sobrevoado por Angélica.

Outrossim, a narrativa lúdica promove o tom das possibilidades quando Porto presenteia Angelica com um bilhete-ideia apaziguando a angustia da ave sobre a mentira institucionalizada- “a de que Cegonhas dão a luz”. O conflito puramente interno para Angélica é a de que sua família insiste em manter tal ideia. Para a parentela afinal de contas qual o problema das pessoas pensarem assim e elas levarem a fama de benfazejas?

Os demais personagens se reúnem com suas idiossincrasias tendo em comum o fato de estarem desempregados. A esta altura da historia o coleguismo, o trabalho coletivo, a liberação catártica propiciada pelo teatro demonstra a superação dos problemas de forma individual, mas não solitária. O que proporciona um sentido à vida e na satisfação pessoal. Por exemplo, o momento em que Porto deixa de negar que é um porco permitindo que o nó do rabinho se desentorte liberando-o de seus medos; ou, quando a mulher de J passa a exigir que a chamem de Jandira (a crocodila que tem nome), pois apesar do machismo do esposo mau humorado por ter que vender pedaços de seu rabo, ela também tem voz e vez!

Uma forma brilhante que autora encontra no tocante de assuntos tabus trazendo a sua perspectiva reflexiva sobre sexismo e tantas outras estruturas comportamentais.

Assim, a leitura passa impressões existencialistas e que não promove lição de moral, mas expõe os conflitos sociais e individuais por meio de uma trupe de bichos que falam e se relacionam com os humanos. Cabe ressaltar que para alguns dos leitores esta mescla do fantástico com o mundo “real” é incomoda. Para outros, uma magia acontece a cada nova ação fantástica dos personagens.

O Circulo de leitura Lygia Bojunga ocorre uma vez por mês na Biblioteca Estadual de SC que propõe a leitura em ordem cronológica das obras. A facilitação de Angélica ocorreu por intermédio da escritora Príncia Béli, sob a coordenação de Evandro Jair Duarte. As impressões da participante Marli Emmerick também contribuíram para a construção deste registro.

Saudações,

Princia Béli

Terapeuta Integrativa

________________

55 (48) 9648-8919

(tim/ whats app)

skype:Atman Social

 

FOTOS DO ENCONTRO

 

Post Escrito por Evandro Jair Duarte, Príncia Béli Teixeira e Marli Emmerick.

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Divulgação 8-2017 – Clube do Livro Lygia Bojunga – ANGÉLICA

O próximo livro a ser lido e discutido no Clube de Leitura é o ANGÉLICA.

Venha com a leitura feita e compartilhe suas impressões acerca da obra!

Fonte: http://casalygiabojunga.com.br/pt/obras.html

Data: 25-04-2017 (terça-feira)

Local: Auditório da Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina

Horário: 19h – 21h

Contato com Evandro Jair Duarte: dujaev@gmail.com

 

Post escrito por Evandro Jair Duarte

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