Encontro 9 – Estudo – Contos

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

26 DE JULHO DE 2016

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Arte: Lucas Prisco Puga

No dia 26 de julho de 2016 a Oficina Literária Boca de Leão aconteceu no subsolo em outro espaço que não o do Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Todos sentamo-nos em uma mesa maior para conversarmos e deliberarmos sobre o Livro de Cabeceira, enquanto aguardávamos os demais participantes se deslocarem dos seus trabalhos para irem até a Biblioteca Pública. Assim, aberto o Encontro o Coordenador passou a palavra aos participantes solicitando que compartilhem com os demais a Leitura do Livro de Cabeceira.

Isadora nos informou que estava lendo um romance chamado “O fio da memória” da autora Adriana Lisboa. Uma obra que narra a história de uma mulher que herda uma casa no Rio de Janeiro e vai para lá viver sozinha. Na narrativa, o passado se mescla com o presente. Texto escrito em primeira pessoa.

Ketryn mencionou que estava lendo muito sobre a Personagem “Iara” e algumas versões de obras de umbanda também, em que Iara é descrita como uma filha de Orixá. Evandro menciona que a Coleção Folha de São Paulo tem uma história da “Iara” em que os cabelos pretos. A leitura faz parte de uma pesquisa para animação que ela faz para a universidade.

Marcelo mencionou um romance denominado “Deusas de dois mundos” em que um mundo tem os seres humanos e no outros estão os orixás.

Carol Paim estava lendo sobre as corujas em várias mitologias. Referência para a escrita de uma nova história que escreve.

Patrícia Peccin falou que terminou o livro “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”.

Carol Paim estava relendo um romance: “O estranho da Kristen Ashley.

Patrícia Peccin diz que ainda lia um livro da escritora Kátia Rebello.

Isadora disse que iria ler um livro da Norma Bruno.

Marina disse ter terminado de ler o livro da Norma Bruno.

Marina estava lendo “A luz através da janela” da Lucinda Riley e que iria à Bienal, pois a autora estaria lá.

Evandro lia o livro “Querida” da Lygia Bojunga e fala um pouco sobre obra e a vida literária da autora.

Feito este momento de apresentação dos livros lidos em casa. O encontro ficou sob o comando da Carol Paim, que falou sobre personagem e a construção deles. Carol falou sobre o uso da escaleta e explicou como funciona (veremos mais a frente). Falou da necessidade de saber como estruturar o personagem, para saber quem ele é, o que ele quer e para onde ele vai. Como o conto a ser trabalhado na Oficina não seria longo, seria importante deixar aparecer o porquê de o personagem estar passando por tal situação. Ela faz um exercício para construção de personagem:

Ela disse:

– Estuda na biblioteca e de repente percebe que está tudo escuro e não tem ninguém e a porta está trancada;

Ela perguntou para outro participante: Sou homem ou mulher?

Participante 1: É homem.

Ela perguntou para outro participante: Tem quantos anos?

Participante 2: Tem 27 anos.

Ela perguntou para outro participante: É solteiro, casado ou enrolado?

Participante 3: Ele é solteiro.

Ela perguntou para outro participante: O que ele estava estudando na biblioteca?

Participante 4: Estuda Literatura.

Ela perguntou para outro participante: Qual o motivo dos estudos de literatura?

Participante 5: Para se declarar à namorada.

Ela perguntou para outro participante: Ele mora com quem?

Participante 6: Mora com a mãe.

Ela perguntou para outro participante: Ele trabalha ou só estuda?

Participante 7:  Ele só estuda.

Assim um personagem foi criado. E uma reflexão começou sobre o personagem criado com o uso de outros questionamentos. Vejam:

Se ele só estuda?

O que ele está estudando?

Ele está fazendo faculdade?

Ele está fazendo cursinho?

Por que ele ainda mora com a mãe?

Ele tem um relacionamento bom com a mãe?

O que ele estava fazendo na biblioteca após o horário de fechamento?

Cadê a namorada dele?

Como ninguém o viu na biblioteca?

Será que ele realmente estava dentro da biblioteca?

Criando o personagem é possível pensar no que ele irá fazer.

Começa uma série de possibilidades de ações para usar o personagem em uma trama.

Pode-se tramar sobre o passado do personagem ou sobre o que ele esconde.

 

Isadora questionou Carol, perguntando se ela criava os personagens primeiro para depois pensar na história em que eles se encaixam. Continuou com a pergunta: A história é baseada nos personagens e suas características?

Observações:

1 – Importante conhecer um pouco de dramaturgia para tornar o texto atrativo.

2 – Lembramos que para o conto o personagem precisa ser pensado, no entanto, não dá para detalhar muito e ter pouco espaço para a trama.

Carol escreveu um livro chamado Miguel: com ele só casando. Mencionou sobre os estudos necessários para saber com qual idade uma criança pode ser coroinha, qual idade entra no seminário. Entre outros pré-requisitos para uma pessoa se tornar padre. Sendo que Miguel estuda para ser padre.

Príncia perguntou sobre como uma vivência podia ser adaptada de histórias de vida e da realidade para transformar em conto.

Carol menciona a importância com a verossimilhança e que as possibilidades de execução seja uma realidade, em histórias voltadas para a vivência e o real. Ser coerente é fundamental. Cuidar com pontas soltas em construções das histórias.

 

Carol falou do esquema ou escaleta:

– Ideia geral (uma mulher no corpo de homem);

– como começa (ela acorda no corpo de um homem – confusão – analisar o novo corpo – reações – ações seguintes);

– por onde passar (início da busca – ação – dinâmica – o que irá fazer? – refaz os passos do dia seguinte para encontrar uma resposta de como aquilo aconteceu – encontra algumas informações – tem uma informação da possível causa – a busca pela resposta e ajuda para destrocar de corpo – a problemática – a comédia ou o terror ou o suspense ou o ridículo – briga ou luta ou enfrentamento – o ápice);

– como vai terminar (a virada – o desfecho, como termina, como se resolve o problema da troca de corpo ou um final alternativo);

Pensar em qual reação o escritor deseja provocar no leitor.

O encontro chegou ao fim e muitas trocas  de ideias ocorreram, assim como as produções textuais.

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Da esquerda para a direita: Ketryn, Evelyn e Isadora.

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Da esquerda para a direita: Patrícia Duarte, Príncia, Ketryn e Evelyn.

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Da esquerda para a direita: Marcelo, Carol, Patti Peccin e Marina.

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Da esquerda para a direita: Isadora, Marcelo (só o queixo), Carol, Patti Peccin e Marina.

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Da esquerda para a direita: Evelyn, Isadora, Marcelo e Carol.

 

 

Participantes e convidados:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Evelyn Jeissi da Silva

Marcelo Luiz Aguiar

Caroline Paim Müller

Isadora Diniz dos Santos

Patricia Peccin

Ketryn Alves

Marina Hadlich Uliano de Souza

Príncia Béli Teixeira

Patrícia Núbia Duarte

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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