Arquivo do mês: julho 2016

Encontro 9 – Estudo – Contos

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

26 DE JULHO DE 2016

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Arte: Lucas Prisco Puga

No dia 26 de julho de 2016 a Oficina Literária Boca de Leão aconteceu no subsolo em outro espaço que não o do Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Todos sentamo-nos em uma mesa maior para conversarmos e deliberarmos sobre o Livro de Cabeceira, enquanto aguardávamos os demais participantes se deslocarem dos seus trabalhos para irem até a Biblioteca Pública. Assim, aberto o Encontro o Coordenador passou a palavra aos participantes solicitando que compartilhem com os demais a Leitura do Livro de Cabeceira.

Isadora nos informou que estava lendo um romance chamado “O fio da memória” da autora Adriana Lisboa. Uma obra que narra a história de uma mulher que herda uma casa no Rio de Janeiro e vai para lá viver sozinha. Na narrativa, o passado se mescla com o presente. Texto escrito em primeira pessoa.

Ketryn mencionou que estava lendo muito sobre a Personagem “Iara” e algumas versões de obras de umbanda também, em que Iara é descrita como uma filha de Orixá. Evandro menciona que a Coleção Folha de São Paulo tem uma história da “Iara” em que os cabelos pretos. A leitura faz parte de uma pesquisa para animação que ela faz para a universidade.

Marcelo mencionou um romance denominado “Deusas de dois mundos” em que um mundo tem os seres humanos e no outros estão os orixás.

Carol Paim estava lendo sobre as corujas em várias mitologias. Referência para a escrita de uma nova história que escreve.

Patrícia Peccin falou que terminou o livro “O orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares”.

Carol Paim estava relendo um romance: “O estranho da Kristen Ashley.

Patrícia Peccin diz que ainda lia um livro da escritora Kátia Rebello.

Isadora disse que iria ler um livro da Norma Bruno.

Marina disse ter terminado de ler o livro da Norma Bruno.

Marina estava lendo “A luz através da janela” da Lucinda Riley e que iria à Bienal, pois a autora estaria lá.

Evandro lia o livro “Querida” da Lygia Bojunga e fala um pouco sobre obra e a vida literária da autora.

Feito este momento de apresentação dos livros lidos em casa. O encontro ficou sob o comando da Carol Paim, que falou sobre personagem e a construção deles. Carol falou sobre o uso da escaleta e explicou como funciona (veremos mais a frente). Falou da necessidade de saber como estruturar o personagem, para saber quem ele é, o que ele quer e para onde ele vai. Como o conto a ser trabalhado na Oficina não seria longo, seria importante deixar aparecer o porquê de o personagem estar passando por tal situação. Ela faz um exercício para construção de personagem:

Ela disse:

– Estuda na biblioteca e de repente percebe que está tudo escuro e não tem ninguém e a porta está trancada;

Ela perguntou para outro participante: Sou homem ou mulher?

Participante 1: É homem.

Ela perguntou para outro participante: Tem quantos anos?

Participante 2: Tem 27 anos.

Ela perguntou para outro participante: É solteiro, casado ou enrolado?

Participante 3: Ele é solteiro.

Ela perguntou para outro participante: O que ele estava estudando na biblioteca?

Participante 4: Estuda Literatura.

Ela perguntou para outro participante: Qual o motivo dos estudos de literatura?

Participante 5: Para se declarar à namorada.

Ela perguntou para outro participante: Ele mora com quem?

Participante 6: Mora com a mãe.

Ela perguntou para outro participante: Ele trabalha ou só estuda?

Participante 7:  Ele só estuda.

Assim um personagem foi criado. E uma reflexão começou sobre o personagem criado com o uso de outros questionamentos. Vejam:

Se ele só estuda?

O que ele está estudando?

Ele está fazendo faculdade?

Ele está fazendo cursinho?

Por que ele ainda mora com a mãe?

Ele tem um relacionamento bom com a mãe?

O que ele estava fazendo na biblioteca após o horário de fechamento?

Cadê a namorada dele?

Como ninguém o viu na biblioteca?

Será que ele realmente estava dentro da biblioteca?

Criando o personagem é possível pensar no que ele irá fazer.

Começa uma série de possibilidades de ações para usar o personagem em uma trama.

Pode-se tramar sobre o passado do personagem ou sobre o que ele esconde.

 

Isadora questionou Carol, perguntando se ela criava os personagens primeiro para depois pensar na história em que eles se encaixam. Continuou com a pergunta: A história é baseada nos personagens e suas características?

Observações:

1 – Importante conhecer um pouco de dramaturgia para tornar o texto atrativo.

2 – Lembramos que para o conto o personagem precisa ser pensado, no entanto, não dá para detalhar muito e ter pouco espaço para a trama.

Carol escreveu um livro chamado Miguel: com ele só casando. Mencionou sobre os estudos necessários para saber com qual idade uma criança pode ser coroinha, qual idade entra no seminário. Entre outros pré-requisitos para uma pessoa se tornar padre. Sendo que Miguel estuda para ser padre.

Príncia perguntou sobre como uma vivência podia ser adaptada de histórias de vida e da realidade para transformar em conto.

Carol menciona a importância com a verossimilhança e que as possibilidades de execução seja uma realidade, em histórias voltadas para a vivência e o real. Ser coerente é fundamental. Cuidar com pontas soltas em construções das histórias.

 

Carol falou do esquema ou escaleta:

– Ideia geral (uma mulher no corpo de homem);

– como começa (ela acorda no corpo de um homem – confusão – analisar o novo corpo – reações – ações seguintes);

– por onde passar (início da busca – ação – dinâmica – o que irá fazer? – refaz os passos do dia seguinte para encontrar uma resposta de como aquilo aconteceu – encontra algumas informações – tem uma informação da possível causa – a busca pela resposta e ajuda para destrocar de corpo – a problemática – a comédia ou o terror ou o suspense ou o ridículo – briga ou luta ou enfrentamento – o ápice);

– como vai terminar (a virada – o desfecho, como termina, como se resolve o problema da troca de corpo ou um final alternativo);

Pensar em qual reação o escritor deseja provocar no leitor.

O encontro chegou ao fim e muitas trocas  de ideias ocorreram, assim como as produções textuais.

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Da esquerda para a direita: Ketryn, Evelyn e Isadora.

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Da esquerda para a direita: Patrícia Duarte, Príncia, Ketryn e Evelyn.

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Da esquerda para a direita: Marcelo, Carol, Patti Peccin e Marina.

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Da esquerda para a direita: Isadora, Marcelo (só o queixo), Carol, Patti Peccin e Marina.

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Da esquerda para a direita: Evelyn, Isadora, Marcelo e Carol.

 

 

Participantes e convidados:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Evelyn Jeissi da Silva

Marcelo Luiz Aguiar

Caroline Paim Müller

Isadora Diniz dos Santos

Patricia Peccin

Ketryn Alves

Marina Hadlich Uliano de Souza

Príncia Béli Teixeira

Patrícia Núbia Duarte

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 8 – Encontro com o Escritor Gilmar Milezzi

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

12 DE JULHO DE 2016

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Arte: Lucas Prisco Puga

A Oficina Literária Boca de Leão desenvolve atividades desde o dia 29 de março. Iniciou com a exploração de exercícios da Escrita Criativa. No presente momento, iniciam os estudos de Contos.

Para o dia 12 de Julho de 2016, o Coordenador Evandro Jair Duarte convidou a todos os interessados para o Encontro com o escritor Gilmar Milezzi.

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Catarinense de Tubarão, desde que me conheço por gente, eu pensava em ser escritor. Ainda na infância, eu mergulhei nos livros de Emílio Salgari, Julio Verne, Jack London e Mark Twain, entre outros, com a vontade de aprender os segredos de uma boa narrativa. Por influência direta do pai, leitor voraz de histórias em quadrinhos, tornou-se, também, um ávido consumidor das publicações da Rio Gráfica, Ebal, Abril e pequenas editoras que publicavam personagens criados por autores nacionais, como Raio Negro, de Gedeone Malagola e Mirza, a mulher Vampiro, de Eugênio Colonese. De tanto viajar nas histórias de aventuras e fantasia, decidiu que escreveria as próprias histórias um dia. Desse vago projeto, acalentado e empurrado com a barriga durante anos, surgiram algumas peças infantis: O Espírito da Floresta, Joaninha Banguela, A Revolta dos Sinais de Trânsito e A Última Chance, também com versões em prosa. Para o público adulto, escrevi as comédias A Costela de Adão, À Flor do Delírio e O Julgamento de Sócrates, este último é um texto que dramatiza os debates entre a aristocracia e os sofistas na Grécia antiga. Em 2014 publiquei o romance Zaphir, no gênero de aventura e fantasia. Agora estou preparando a publicação de Requiescat in Pace – Crônicas da cidade dos Mortos, já publicado em capítulos no Wattpad. Esses romances significam a confirmação do velho sonho de menino, cuja jornada está longe de acabar.

Blogs do autor: agavetamagica.blogspot.com (blog que reúne experiências literárias de gêneros diversos) e aguerradosmagos.blogspot.com (conteúdo direcionado para o gênero de horror, aventura e fantasia)

Zaphir: a guerra dos magos 026 - ZAPHIR

Requiest in pace: crônicas da cidade dos mortosRequien

 

Foi necessário fazer a INSCRIÇÃO pelo email abaixo.

Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Contato – Evandro Jair Duarte (48) 36656429 ou 36656431

E-mail: dujaev@gmail.com

INÍCIO

A fala do escritor foi iniciada.

Gilmar se apresentou e disse que se autoproclamou escritor desde os seus 9 anos de idade. Menciona que tinha um projeto literário desde esta idade e se distanciou por vários motivos. Aos poucos, ele participou de vários concursos, alguns ele venceu e outros não. Já quando adulto escreveu para alguns jornais e sentiu o gosto de ter algo publicado e lido e comentado por algumas pessoas.

Sobre o livro Zaphir, ele disse ter escrito há muitos anos atrás, era projeto antigo em que abandonou e voltou a ele para reescrever diversas vezes. Chegou o momento em que se perdeu e não sabia mais como seguir. Aprendeu como o que não deveria fazer em um Romance. Ele disse que aprendeu a fazer uma escaleta para a sua história em que um esqueleto é montado para o rumo da narrativa e não se perder. Ao terminar a escrita, viu que tinha uma manuscrito de muitas páginas e precisou trabalhar para reduzir o texto. Trabalhou nas frases e em suas melhorias. Ao terminar o livro, ele foi em busca de financiamento para o livro, com amigos, recursos próprios, entre outros. Falou que publicou em São Paulo, período em que morou em Birigui, a gráfica era em Assis. Publicou 1000 cópias do livro e o lançou na Feira Literária de Birigui, foi como convidado e a primeira vez que falou com o público sobre o livro e sua experiência com a escrita.

Gilmar disse que trabalhou como professor estadual e sempre teve dificuldades em falar em público, assim, a conversa com o público na feira de livros era algo muito difícil, como experiência pessoal. Ele falou sobre o conteúdo do livro Zaphir. Não é uma obra para crianças, pois abordam questões que, segundo Gilmar, os pais não gostariam de que fossem antecipadas aos jovens ou crianças. Para sua surpresa os jovens é que se interessaram por sua obra na Feira. De início ficou preocupado com os pais ao saberem que o livro tratava da transformação de uma menina em mulher e suas descobertas.

Comentou que deixou livros em lojas e livrarias e resolveu voltar para Florianópolis, na volta ele parava nas cidades, montava uma tendinha e vendia os livros próximo a escolas.

Quem o ajudou a montar o livro foi um amigo morador de Urubici/SC e no seu retorno à Floripa, este amigo organizou um lançamento na cidade e Gilmar pode palestrar sobre a obra para jovens em escolas.

Ele disse que seu filho ajudou a montar o lançamento em Florianópolis/SC, no Centro Integrado de Cultura (CIC), que à época um homem se vestiu de cavalheiro em armadura e o evento foi promissor.

Relatou que durante muito tempo o livro ficou em suspenso.

Sua aproximação com o livro e a leitura foi com personagens que gostava muito como: Raio Negro, de Gedeone Malagola e Mirza, a mulher Vampiro, de Eugênio Colonese. Falou que na década de 70 ele ia para as filas de cinema para trocar gibis com os demais colecionadores leitores desta arte.

Disse que de tanto viajar nas histórias de aventura e fantasia ele pensou que também poderia se arriscar na escrita de algo parecido. Chegou a desenhar e viu que tinha jeito para tal. Escreveu muitas crônicas sobre Florianópolis/SC.

Gilmar escreveu a crônica O GARANHÃO DE FLORIANÓPOLIS e publicou no jornal, uma história de um cara que gostava de mulheres feias. Foi criticado por esta publicação. Alguns de seus escritos podem ser encontrados no blog acima citado. Sobre sua formação de leitura, ele disse que gostava muito de histórias de terror.

Gilmar retornou à narração do conteúdo de Zaphir e apresenta os personagens e um pouco da trama. Explicou um pouco sobre o narrador e a forma da escrita. Ele aproveitou para dar aos participantes um gostinho sobre a sua nova obra intitulada Requiest in pace: crônicas da cidade dos mortos e das descobertas do personagem e da sua jornada cheia de reviravoltas. Disse ser um terror com humor.

Comentou que uma ideia vai se formando e se reelaborando e se transformando.

“Eu vou ficar feliz em escrever histórias que as pessoas vão gostar de ler”.

Foi levantada a questão entre os participantes da Oficina Literária: ser um escritor premiado ou ser reconhecido pelo grande público?

Outra polêmica entre eles foi: a leitura de textos de Paulo Coelho.

Norma Bruno perguntou a Gilmar: tu escreves todos os dias? Ele respondeu que sim, que escreve todos os dias, que desenvolveu o hábito de escrita diária.

Seguindo o exemplo de Plínio Marques, Gilmar sai para vender seus livros, disse que para cada local tem o público específico para a venda de livros entre temáticas de interesses. Disse que só viver de livros não dá e precisou ter outras profissões, disse ter sido garçom, copeiro em bares, recepcionista de hotel, assistente acadêmico em faculdade, porteiro de condomínio noturno… este último ofício, ele mencionou ter sido uma ótima oportunidade para seus escritos e uma de suas inspirações veio daí, da noite, do silêncio noturno, da ronda para averiguar se havia alguém invadindo…

Na continuação de sua fala, Gilmar fala sobre estrutura narrativa. Preparou a jornada do personagem, começou a pensar e esquematizar a história, todos os processos que surgiriam de início, cria o texto e ficciona durante o desenvolvimento… publicou no Wattpad o primeiro capítulo, algumas pessoas leram, mas esqueceram de votar e comentar no aplicativo. Disse que o livro Requiest in pace: crônicas da cidade dos mortos tinha um número de acessos em torno de 2.500 visualizações e foi colocado em destaque no Wattpad, assim, até o dia do encontro ele estava com 94 mil visualizações. As estatísticas mostram que os leitores são de diversos países, pelo menos os acessos demonstram isto.

Gilmar chamou a atenção dos participantes para que todos possam dar valor a arte executada por cada um e respeitar o trabalho debruçado sobre as obras criadas. Pois, há estudos, tempo dispendido para a produção, entre outros.

O autor falou sobre a construção de personagens e, principalmente, a criação de uma personagem feminina. Comentou sobre a estrutura narrativa. Indicou a leitura de Campbell – A jornada do herói.

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Fonte: Yahoo Imagens.

Mencionou ser um bom roteiro para o exercício do escritor iniciante. Pois, após ter escrito muito e muito, cada autor irá adotar sua própria forma de escrita com mais flexibilidade e uso da imaginação e fuga dos passos anteriormente contigo da jornada.

Gilmar falou em utilizar o recurso da curva dramática para poder prender o leitor na história.

Alguns livros foram indicados para a escrita, como: Story do autor Robert McKee. Assim como os autores: Campbell e Comparato.

Norma Bruno aproveitou o encontro para divulgar um encontro chamado Vinho e Poesia, em que todas as manifestações artísticas poderiam estar presentes e manifestadas.

Os participantes da Oficina tinham uma tarefa para fazer em casa. Eles precisavam ir para a rua, escolher um lugar público e movimentado para observar, ouvir e transcrever pensamentos, inspirações, falas, textos que pudessem surgir das provocações dos ambientes abertos e seus transeuntes.

Eu compartilhei o meu observar por aí. Eu fui à uma livraria para procurar um livro e encontrei a seguinte cena, não romanceada ou estruturada:

Beatriz entra na livraria antes de seus pais e fala alto:

– MOÇA!

A atendente da seção infantojuvenil sorri e vai ao seu encontro.

– Tem o livro “O diário de uma garota nada popular?”

– Tem sim, aqui ó!

Beatriz pula e sapateia e fala alto: ACHEI! PAI, ACHEI!

Enquanto ela pula, sapateia e agita os braços, o pai vai para perto dela e diz:

– Então pronto. Pode levar. Papai já vai trabalhar. Fica com sua mãe e leva o livro.

Beatriz e a atendente conversam sobre o livro. A menina sapateia enquanto fala. Ela aguarda a mãe, que chega sem demora.

– Mãe, olha! Achei, este é o primeiro! Tem mais oito.

Ela fala alto, pula, sapateia e expressa com todo o corpo a sua alegria e diz para a mãe:

– Quando eu terminar de ler todos quero escrever o meu diário!

A mãe retruca:

– Por que você não lê este e já começa a escrever?

Beatriz responde:

– Primeiro eu quero ler todos e ver como funciona e depois eu vou escrever o meu diário.

A mãe pede para ela pegar o livro e ambas continuam olhando outros livros na seção com livros para crianças e adolescentes.

Não há jeito da menina controlar sua felicidade. Ela pula, se agita e fala alto:

– Que bom que achei!

A mãe diz:

– Tá bom! Fica quieta! Vem aqui!

A mãe procura outro livro que a menina diz ser de conteúdo. É um livro de matéria da escola.

Beatriz pergunta para a funcionária da livraria:

– Você tem livro de conteúdo?

A moça responde:

– Tenho. Este que está com sua mãe é um deles.

Era um livro de geografia.

Beatriz olha para o que está nas mãos da mãe e se volta para a atendente:

– Minha mãe sempre leva um. Aí eu volto aqui e troco por um deste aqui.

A moça ri e olha para a mãe. A menina é esperta, pensa em receber de presente da mãe o tal livro de conteúdo e depois voltar para trocar por outro livro da coleção “O diário de uma garota nada popular”.

A mãe diz:

– Olha Bia, que lindo!!! Olha estes infográficos!!!

A menina só queria saber como levar outros livros da série que ela escolheu. Assim, ela olha para a pilha da coleção, se agita, pula, sapateia e sacode os braços e mãos.

A mãe chama a atenção de Bia dizendo:

– Se você não parar e prestar atenção em mim, você não vai levar este aí!

Diante da ameaça, Beatriz, que se agitava, pulava, mexia mãos e braços, parou e estancou em frente à mãe para ver o tal infográfico.

Evandro Jair Duarte

Na sequência, Carol leu seu texto. Uma gostosura de se ouvir. Uma narrativa autobiográfica com pitadas de ficção. Uma cena que se passa na padaria perto de casa.

Terminamos com uma apresentação pessoal de cada um dos participantes, pois tratava-se de um primeiro encontro para entrada nos escritos de contos.

Eu me apresentei como bibliotecário da Biblioteca Pública e morador do Centro de Florianópolis.

Depois Mara Paulina Arruda diz ter ido à Oficina Literária por causa do nome: Oficina literária, ela já teve uma aproximação com tal proposta e disse que é formada em artes e trabalha em escola pública, e que ama ler. Mara é moradora do Kobrasol.

Patrícia Peccin Carvalho trabalha com colagens e gostaria de desenvolver mais a escrita. Moradora do Centro de Florianópolis.

Patrícia Nubia Duarte é da área do Direito e leitora contumaz. Ela é natural de Porto Alegre e hoje é moradora do Campeche.

Caroline Paim Muller é analista de sistemas, tem publicações no Wattpad e já colocou suas produções da Oficina neste tipo de plataforma. É aluna e discípula de André Vianco por meio da agência do autor. É moradora de São José.

Ana Esther Balbão Pithan é escritora e futura palestrante da Oficina. É moradora do bairro Trindade.

Juciléa Santos é professora de geografia e disse gostar muito de ler. Lê muito e vários livros ao mesmo tempo. Descobriu a Oficina Literária pelo Facebook (Florianópolis Eventos Gratuitos) e ficou muito curiosa para conhecer.

Norma Bruno é escritora por imenso prazer e por um pouco de condenação (brinca). Gosta de ler e escrever. Disse que lê qualquer coisa. É formada em história. Ela se definiu como cronista. Juntou-se aos oficineiros para trabalhar os contos, pois escreve muitas crônicas.

Isadora Diniz dos Santos é morado do Campeche, no sul da ilha há 2 anos. Ela é operadora de telemarketing e estuda para ser atriz. Gosta muito de escrever e vê na oficina a oportunidade para escrever.

Marcelo Luiz Aguiar é funcionário público e morador da Armação do Pântano do Sul e busca na oficina a possibilidade da prática da escrita.

Murian Ventura Aguiar é estudante e deseja ser roteirista. Ele é filho de Marcelo Aguiar.

Gilmar Milezzi foi o escritor convidado, que dispensa apresentação.

Marina Hadlich Uliano de Souza é moradora de São José, tem dois blogs, um sobre livros que ela lê “Meninas ecléticas” e outro de contos e crônicas “Mulheres de Marina” e ainda participa de um “Clube de Leitura de Nicholas Sparks”.

Encerrada a sessão de apresentação dos participantes, passamos para o sorteio dos brindes trazidos por Gilmar Milezzi, as camisetas foram sorteadas e as vencedoras foram Ana Esther e Marcelo Luiz Aguiar e o vencedor do livro foi Murian Ventura Aguiar.

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Participantes e convidados:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Gilmar Milezzi – Escritor convidado

Mara Paulina Arruda

Patricia Peccin

Caroline Paim Müller

Juciléa Santos

Marcelo Luiz Aguiar

Murian Ventura Aguiar

Isadora Diniz dos Santos

Ana Esther Balbão Pithan

Norma Bruno

Patrícia Núbia Duarte

Susana Zilli de Mello

Marina Hadlich Uliano de Souza

Márcio André M. da Silva

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Divulgação – Encontro com Escritor Gilmar Milezzi

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Como Gilmar se define: Catarinense de Tubarão, desde que me conheço por gente, eu pensava em ser escritor. Ainda na infância, eu mergulhei nos livros de Emílio Salgari, Julio Verne, Jack London e Mark Twain, entre outros, com a vontade de aprender os segredos de uma boa narrativa. Por influência direta do pai, leitor voraz de histórias em quadrinhos, tornou-se, também, um ávido consumidor das publicações da Rio Gráfica, Ebal, Abril e pequenas editoras que publicavam personagens criados por autores nacionais, como Raio Negro, de GedeoneMalagola e Mirza, a mulher Vampiro, de Eugênio Colonese. De tanto viajar nas histórias de aventuras e fantasia, decidiu que escreveria as próprias histórias um dia. Desse vago projeto, acalentado e empurrado com a barriga durante anos, surgiram algumas peças infantis: O Espírito da Floresta, Joaninha Banguela, A Revolta dos Sinais de Trânsito e A Última Chance, também com versões em prosa. Para o público adulto, escrevi as comédias A Costela de Adão, À Flor do Delírio e O Julgamento de Sócrates, este último é um texto que dramatiza os debates entre a aristocracia e os sofistas na Grécia antiga. Em 2014 publiquei o romance Zaphir, no gênero de aventura e fantasia. Agora estou preparando a publicação de Requiescat in Pace – Crônicas da cidade dos Mortos, já publicado em capítulos no Wattpad. Esses romances significam a confirmação do velho sonho demenino, cuja jornada está longe de acabar.

 

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Blogs do autor:

 

A Gaveta Mágica

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A Guerra dos Magos

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OBRAS DO AUTOR

Zaphir: a guerra dos magos

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Requiest in pace: crônicas da cidade dos mortos

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Horário: das 19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Contato – Evandro Jair Duarte (48) 36656429 ou 36656431

E-mail: dujaev@gmail.com ou evandroduarte@fcc.sc.gov.br 

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Exercício – Escrita Criativa – Murilo Augusto Kurz

Levanta da cadeira arrastando um pouco, se dirige a bomba d’água e enche um copo pela metade. Percebe que a água acaba e a passos cansados volta à sala e observa o relógio: tic, tac, tic, tac, tic, tac,tic,tac,… bebe um pouco da água e observa outra vez o relógio: tic, tac, tic, tac, tic, tac… bebe o resto da água e se volta ao relógio pela ùltima vez: tic, tac, tic, tac, tic, tac,tic… Tac! O relógio parou. E um forte mal-estar toma conta de si. Deixa o copo em cima da estante e vai até o quarto. Olhando da porta, se lembra que esta faltando algo… a respiração pesada que ele tivera nos últimos tempos. Se aproxima sob a penumbra do quarto e checa o pulso. Sem muita esperança, ela decide ligar para a emergência. Volta a sala e observa o relógio inerte com desgosto. Chega à estante, pega o telefone e disca os números sem se dar conta do que esta fazendo:

– Emergência, em que posso ajudá-la?

– Meu marido… morreu…

O telefone é largado em direção ao chão, a velha tem ânsia de vômito e uma tontura muito forte nunca sentida antes.

– Senhora… senhora?

Ainda consegue-se ouvir o som saindo do telefone. A velha despenca para o nada, uma escuridão toma conta de si e por um momento nada mais existe.

Na casa tudo em ordem, tudo como sempre foi…

 

Exercício de Escrita Criativa realizado por Murilo Augusto Kurz (Graduando em História – UFSC)

Texto enviado por Murilo no dia 13 de junho de 2016 para ser publicado no Blog da Oficina Literária Boca de Leão

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1 de julho de 2016 · 09:00