Encontro 7 – Estudo – Escrita Criativa

 

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

28 DE JUNHO DE 2016

LOGO BOCA DE LEÃO JGP(P)

Arte: Lucas Prisco Puga

No dia 28 de julho de 2016 os participantes da Oficina Literária Boca de Leão (OLBL) reunem-se no auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) para iniciar a conversa sobre Contos. Diante da presença de novos participantes da Oficina, o Coordenador Evandro Jair Duarte faz um resumo do que é a OLBL em 2016 e o objetivo dela. Narra com brevidade o que aconteceu desde a abertura do projeto no dia 29 de março. Relata que com a Escrita Criativa a proposta central era o desenvolvimento da escrita por meio de estímulos para exercícios práticos. Lembra que foi utilizado o livro de Natalie Goldberg – escrevendo com a alma – para muitos dos exercícios. Os participantes do encontro precisam ler o resultado da atividade solicitada por e-mail no dia 28 de julho de 2016.

 

Exercício: Sair de casa e em um ambiente qualquer, parar para observar o que acontece ao redor, fazer um texto a partir desta observação, a criatividade possibilita o criar de diversos textos.

 

O coordenador informa que o primeiro momento da Oficina com Escrita Criativa terminou e os certificados serão confeccionados para a entrega àqueles que participaram com 70% dos encontros e produziu textos. Todos os que estiverem dentro destes parâmetros serão avisados por e-mail.

 

Foi distribuído o Termo de Autorização do Uso da Imagem para a Divulgação dos Encontros da Oficina OLBL.

 

É informado aos presentes que o espaço do Blog da Oficina está disponível para todos os participantes e ex-participantes que queiram participar com a divulgação de seus escritos na mídia da Boca de Leão.

 

Evandro diz que todos podem contribuir com a entrega de suas ideias e conhecimentos para o enriquecimento das reuniões. Lembra que ao final dos encontros será solicitado um conto para compor um E-book, ficando como produto final da Oficina. Este será disponibilizado no site da BPSC. O primeiro E-book a ser lançado é o do período de 2012 a 2015, em que a ministração e coordenação ficou com a idealizadora do projeto Claudete Terezinha da Mata.

 

Claudete Terezinha da Mata informa que o interessante é que o volume 2 do E-book poderia ser a compilação da Oficina referente ao ano de 2016.

 

Diversas orientações foram dadas aos participantes, com relação à Oficina e a elaboração dos textos.

 

Perguntada sobre o NOME da Oficina, Claudete menciona que durante o Fórum do Livro e da Leitura nas dependências do Centro Integrado de Cultura (CIC) teve a ideia de criar um projeto para ser executado na BPSC. Período em que a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) solicitava ações que estivessem em torno do livro e da leitura, visando ser desenvolvidas as atividades na BPSC. O projeto foi escrito em curto espaço de tempo e apresentado à Administradora da Biblioteca para ser levado à Presidência da FCC e era preciso dar um nome para a Oficina. Primeiramente Claudete pensou na planta que tem o nome Boca de Leão, por causa da delicadeza desta planta. Depois pensou na figura do Leão e sua representação de força, garra e determinação em dominar seu território e espaço. Boca por ser pela boca que nos comunicamos, pela oralidade que nos expressamos, com a força da palavra, com a força do som de cada um que nos apresentamos e nos fortalecemos.

 

A proponente do projeto da Oficina menciona que o objetivo é exercitar, compartilhar e dialogar entre pares da escrita. Fala que é importante o escritor escrever, reler, pensar, realizar edição, cuidar dos textos para futuramente publicar e divulgar suas histórias. Declara que Evandro fica como representante dela na continuação do projeto OLBL com a Atividade Permanente na BPSC. Narra que a Oficina começou com o estudo e a escrita de contos. Lembra que um dos objetivos da Oficina é o aprender coletivo, não havendo um sujeito detentor do conhecimento e repassando apenas as informações, todos ensinam e todos aprendem. Relata que o Grupo iniciou com exercícios de escrita de contos de animais, depois: encantamento, assombração e infância.

 

Evandro faz uma introdução aos estudos de Contos, com apresentação do livro O QUE É CONTO de Luiza de Maria. Quem não lembra das histórias contadas em rodas ou em momentos familiares em que alguém tem a palavra e narra um fato, um acontecimento ou inventa algo? Temos na história uma personagem: Sherazade que para não morrer contou muitas histórias. Quem conta um conto, aumenta um ponto!(?).

 

Norma Bruno faz um relato de experiência com o seu neto e afirma que a nossa Vida é Literária. Norma perguntou ao seu neto: João Antônio, o que você vai ser quando crescer? – Ele respondeu: Gente! Norma afirma que isso é literário, que ao longo do tempo perdemos isso que foi expresso na fala do neto.

 

Você sabia que a avó de Norma Bruno virou borboleta? Sim, ela virou borboleta! Veja no link do Blog de Norma: https://normabruno.wordpress.com/2012/03/10/minha-bisavo-virou-borboleta/

 

Evandro lembra que durante os anos 70 o Sítio do Pica Pau Amarelo traz a Dona Benta como uma representante de narradora de contos no Brasil. Depois Emília contou muitas histórias também.

 

O conto como forma simples é um texto com a presença do maravilhoso, tem linguagem que narra feitos fantásticos; ele foi contado por gerações para chegar até nós.

 

Os participantes da OLBL compartilham que uma história tem um ponto de partida e um ponto de chegada, só que de um ponto a outro é preciso acontecer algo. Mencionam A JORNADA DO HERÓI de Joseph Campbell. Sobre esta jornada eu trago um texto do Blog Viver de Blog para compartilhar com vocês: http://viverdeblog.com/jornada-do-heroi/.

 

Claudete toma a palavra para realizar uma atividade de inspiração dos participantes para escrever um texto. Ela pede que todos, fiquem bem acomodados nas cadeiras, deixem papel e caneta perto das mãos e fechem os olhos. Canta uma canção sobre uma avó que contava histórias para os netos, ela toca um apito para provocar os sentidos dos oficineiros. Este foi o elemento inspirador para a escrita do dia. Durante 15 minutos todos tiveram a oportunidade de escrever o que veio à mente. Termina o exercício com o fim da canção.

 

O tempo é aberto para a socialização das produções de quem desejar ler o que escreveu.

 

Pedro lê o texto e percebemos uma certa brincadeira com personagens, o próprio texto, com as palavras repetidas e com o tempo cronológico.

 

Norma Bruno emocionada lê o que escreveu, um texto com brincadeira de repetição do início dos contos de fadas: “Era uma vez”.

 

Idê Bitencourt compartilha o texto. Uma cena bucólica ambientada na fazenda, em que uma caneca é preenchida com leite tirado direto da vaca para o café da manhã. Nada mais é do que uma cena do que a menina faz todos os dias na fazenda.

 

Marcelo Aguiar é novato na turma e escreveu um texto brincando com o silêncio, madrugada, aflição, despertar e canto das Aracuãs. O texto tem tom poético e evoca uma imagem bem forte e um cenário das cores.

 

Carol Paim escreveu sobre asas e o vento passando por elas, narra um voo alto e uma grande queda, a saída de um transe.

 

Marina de Souza lê o seu texto, que é sobre uma memória despertada pelo apito de Claudete. Primeiro diz que o som poderia ser de uma panela de pressão, depois pensou em um passarinho, o som era o barulho de um trem que a personagem precisava pegar para ir à casa da avó. Texto realista com retratos da vida.

 

Patricia Peccin socializa o texto sobre um pássaro que voa em busca do amor perdido e não o encontra, quando o encontra há um desfecho que não posso revelar (hi hi hi).

 

Claudete lê o texto de Luiza Abnara Dias “A Pata Felícia” que uma criança escreveu no primeiro ano da Oficina. Um texto lindo e gostoso de ouvir. Luiza narra em espetáculos de contação de histórias.

 

Pedro traz um livro do autor Paulino Junior, com o título: TODO MALDITO SANTO DIA, para sorteio na Oficina.

 

Patrícia Peccin menciona o filme MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO como forma de inspiração para a escrita.

 

A conversa fica aberta e passamos a discutir temas polêmicos como sexo, morte, violência, entre outros.

 

Evandro compartilha que há um livro chamado A CONTADORA DE FILMES.

 

Evandro informa que no próximo encontro o escritor Gilmar Milezzi estará presente e compartilhará sobre suas obras e a experiência de escrever e publicar. A avaliação da Oficina e a Escrita Criativa foi realizada e em breve o resultado será divulgado.

 

O sorteio do livro deixado por Pedro foi feito e quem ganhou foi a Idê Bitencourt.

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Foto: Carol Paim.

Participantes e convidados:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Claudete Terezinha da Mata – Idealizadora da Oficina Literária

Marcelo Luiz Aguiar

Murian Ventura Aguiar

Caroline Paim Müller

Norma Bruno

Príncia Béli

Patricia Peccin

Patrícia Núbia Duarte

Marina H. U. de Souza

Pedro Machado Carneiro

Idê Maria Bitencourt Beck

 

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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