Arquivo do mês: junho 2016

Encontro 7 – Estudo – Escrita Criativa

 

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

28 DE JUNHO DE 2016

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Arte: Lucas Prisco Puga

No dia 28 de julho de 2016 os participantes da Oficina Literária Boca de Leão (OLBL) reunem-se no auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) para iniciar a conversa sobre Contos. Diante da presença de novos participantes da Oficina, o Coordenador Evandro Jair Duarte faz um resumo do que é a OLBL em 2016 e o objetivo dela. Narra com brevidade o que aconteceu desde a abertura do projeto no dia 29 de março. Relata que com a Escrita Criativa a proposta central era o desenvolvimento da escrita por meio de estímulos para exercícios práticos. Lembra que foi utilizado o livro de Natalie Goldberg – escrevendo com a alma – para muitos dos exercícios. Os participantes do encontro precisam ler o resultado da atividade solicitada por e-mail no dia 28 de julho de 2016.

 

Exercício: Sair de casa e em um ambiente qualquer, parar para observar o que acontece ao redor, fazer um texto a partir desta observação, a criatividade possibilita o criar de diversos textos.

 

O coordenador informa que o primeiro momento da Oficina com Escrita Criativa terminou e os certificados serão confeccionados para a entrega àqueles que participaram com 70% dos encontros e produziu textos. Todos os que estiverem dentro destes parâmetros serão avisados por e-mail.

 

Foi distribuído o Termo de Autorização do Uso da Imagem para a Divulgação dos Encontros da Oficina OLBL.

 

É informado aos presentes que o espaço do Blog da Oficina está disponível para todos os participantes e ex-participantes que queiram participar com a divulgação de seus escritos na mídia da Boca de Leão.

 

Evandro diz que todos podem contribuir com a entrega de suas ideias e conhecimentos para o enriquecimento das reuniões. Lembra que ao final dos encontros será solicitado um conto para compor um E-book, ficando como produto final da Oficina. Este será disponibilizado no site da BPSC. O primeiro E-book a ser lançado é o do período de 2012 a 2015, em que a ministração e coordenação ficou com a idealizadora do projeto Claudete Terezinha da Mata.

 

Claudete Terezinha da Mata informa que o interessante é que o volume 2 do E-book poderia ser a compilação da Oficina referente ao ano de 2016.

 

Diversas orientações foram dadas aos participantes, com relação à Oficina e a elaboração dos textos.

 

Perguntada sobre o NOME da Oficina, Claudete menciona que durante o Fórum do Livro e da Leitura nas dependências do Centro Integrado de Cultura (CIC) teve a ideia de criar um projeto para ser executado na BPSC. Período em que a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) solicitava ações que estivessem em torno do livro e da leitura, visando ser desenvolvidas as atividades na BPSC. O projeto foi escrito em curto espaço de tempo e apresentado à Administradora da Biblioteca para ser levado à Presidência da FCC e era preciso dar um nome para a Oficina. Primeiramente Claudete pensou na planta que tem o nome Boca de Leão, por causa da delicadeza desta planta. Depois pensou na figura do Leão e sua representação de força, garra e determinação em dominar seu território e espaço. Boca por ser pela boca que nos comunicamos, pela oralidade que nos expressamos, com a força da palavra, com a força do som de cada um que nos apresentamos e nos fortalecemos.

 

A proponente do projeto da Oficina menciona que o objetivo é exercitar, compartilhar e dialogar entre pares da escrita. Fala que é importante o escritor escrever, reler, pensar, realizar edição, cuidar dos textos para futuramente publicar e divulgar suas histórias. Declara que Evandro fica como representante dela na continuação do projeto OLBL com a Atividade Permanente na BPSC. Narra que a Oficina começou com o estudo e a escrita de contos. Lembra que um dos objetivos da Oficina é o aprender coletivo, não havendo um sujeito detentor do conhecimento e repassando apenas as informações, todos ensinam e todos aprendem. Relata que o Grupo iniciou com exercícios de escrita de contos de animais, depois: encantamento, assombração e infância.

 

Evandro faz uma introdução aos estudos de Contos, com apresentação do livro O QUE É CONTO de Luiza de Maria. Quem não lembra das histórias contadas em rodas ou em momentos familiares em que alguém tem a palavra e narra um fato, um acontecimento ou inventa algo? Temos na história uma personagem: Sherazade que para não morrer contou muitas histórias. Quem conta um conto, aumenta um ponto!(?).

 

Norma Bruno faz um relato de experiência com o seu neto e afirma que a nossa Vida é Literária. Norma perguntou ao seu neto: João Antônio, o que você vai ser quando crescer? – Ele respondeu: Gente! Norma afirma que isso é literário, que ao longo do tempo perdemos isso que foi expresso na fala do neto.

 

Você sabia que a avó de Norma Bruno virou borboleta? Sim, ela virou borboleta! Veja no link do Blog de Norma: https://normabruno.wordpress.com/2012/03/10/minha-bisavo-virou-borboleta/

 

Evandro lembra que durante os anos 70 o Sítio do Pica Pau Amarelo traz a Dona Benta como uma representante de narradora de contos no Brasil. Depois Emília contou muitas histórias também.

 

O conto como forma simples é um texto com a presença do maravilhoso, tem linguagem que narra feitos fantásticos; ele foi contado por gerações para chegar até nós.

 

Os participantes da OLBL compartilham que uma história tem um ponto de partida e um ponto de chegada, só que de um ponto a outro é preciso acontecer algo. Mencionam A JORNADA DO HERÓI de Joseph Campbell. Sobre esta jornada eu trago um texto do Blog Viver de Blog para compartilhar com vocês: http://viverdeblog.com/jornada-do-heroi/.

 

Claudete toma a palavra para realizar uma atividade de inspiração dos participantes para escrever um texto. Ela pede que todos, fiquem bem acomodados nas cadeiras, deixem papel e caneta perto das mãos e fechem os olhos. Canta uma canção sobre uma avó que contava histórias para os netos, ela toca um apito para provocar os sentidos dos oficineiros. Este foi o elemento inspirador para a escrita do dia. Durante 15 minutos todos tiveram a oportunidade de escrever o que veio à mente. Termina o exercício com o fim da canção.

 

O tempo é aberto para a socialização das produções de quem desejar ler o que escreveu.

 

Pedro lê o texto e percebemos uma certa brincadeira com personagens, o próprio texto, com as palavras repetidas e com o tempo cronológico.

 

Norma Bruno emocionada lê o que escreveu, um texto com brincadeira de repetição do início dos contos de fadas: “Era uma vez”.

 

Idê Bitencourt compartilha o texto. Uma cena bucólica ambientada na fazenda, em que uma caneca é preenchida com leite tirado direto da vaca para o café da manhã. Nada mais é do que uma cena do que a menina faz todos os dias na fazenda.

 

Marcelo Aguiar é novato na turma e escreveu um texto brincando com o silêncio, madrugada, aflição, despertar e canto das Aracuãs. O texto tem tom poético e evoca uma imagem bem forte e um cenário das cores.

 

Carol Paim escreveu sobre asas e o vento passando por elas, narra um voo alto e uma grande queda, a saída de um transe.

 

Marina de Souza lê o seu texto, que é sobre uma memória despertada pelo apito de Claudete. Primeiro diz que o som poderia ser de uma panela de pressão, depois pensou em um passarinho, o som era o barulho de um trem que a personagem precisava pegar para ir à casa da avó. Texto realista com retratos da vida.

 

Patricia Peccin socializa o texto sobre um pássaro que voa em busca do amor perdido e não o encontra, quando o encontra há um desfecho que não posso revelar (hi hi hi).

 

Claudete lê o texto de Luiza Abnara Dias “A Pata Felícia” que uma criança escreveu no primeiro ano da Oficina. Um texto lindo e gostoso de ouvir. Luiza narra em espetáculos de contação de histórias.

 

Pedro traz um livro do autor Paulino Junior, com o título: TODO MALDITO SANTO DIA, para sorteio na Oficina.

 

Patrícia Peccin menciona o filme MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO como forma de inspiração para a escrita.

 

A conversa fica aberta e passamos a discutir temas polêmicos como sexo, morte, violência, entre outros.

 

Evandro compartilha que há um livro chamado A CONTADORA DE FILMES.

 

Evandro informa que no próximo encontro o escritor Gilmar Milezzi estará presente e compartilhará sobre suas obras e a experiência de escrever e publicar. A avaliação da Oficina e a Escrita Criativa foi realizada e em breve o resultado será divulgado.

 

O sorteio do livro deixado por Pedro foi feito e quem ganhou foi a Idê Bitencourt.

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Foto: Carol Paim.

Participantes e convidados:

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Claudete Terezinha da Mata – Idealizadora da Oficina Literária

Marcelo Luiz Aguiar

Murian Ventura Aguiar

Caroline Paim Müller

Norma Bruno

Príncia Béli

Patricia Peccin

Patrícia Núbia Duarte

Marina H. U. de Souza

Pedro Machado Carneiro

Idê Maria Bitencourt Beck

 

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 6 – Encontro com a Escritora Kátia Rebello

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

14 DE JUNHO DE 2016

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Encontro com a escritora Kátia Rebello

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Natural e moradora de Florianópolis, Kátia é graduada em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. É especialista em Educação e Desenvolvimento Humano pela. Universidade do Sul do Estado de Santa Catarina – UNISUL. Realizou Pós-graduação na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC concluindo o Mestrado em Letras – Literatura e o Doutorado em Letras – Literatura na mesma instituição de ensino superior.

 

Os Encontros da Oficina acontecem no Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina das 19h às 21h, a cada 15 dias. Veja agenda abaixo:

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Contato – Evandro Jair Duarte (48) 36656429 ou 36656431

E-mail: evandroduarte@fcc.sc.gov.br ou dujaev@gmail.com

Kátia Rebello inicia o encontro e agradece o convite. Esclare que fez Biblioteconomia por e gostar de livros, em suas práticas sempre procurou deixar as estantes de literatura em ordem.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por convite do professor Alcides Buss, ela participa do Varal Literário da UFSC, evento que ficou exposto nos espaços da UFSC, Praça 15 de Novembro e outros espaços de Florianópolis. A escritora faz a leitura de seu conto integrante na Antologia.

Antologia do Varal Literário. Florianópolis: Editora da UFSC, 1983. P. 12-13. (poesias).

Menciona gostar e assistir muitos filmes e ter DVDs em casa, principalmente de suspense. Percebemos aí um envolvimento com o mistério e o gosto pelo estilo. Fala-nos que desejava escreve textos misteriosos.

“Quero escrever uma história assim, aquelas que no final arrebata o leitor”!

Kátia escreve o livro A CASA DA PRAIA no ano de 1984 aproximadamente e fica sabendo que iria acontecer uma premiação pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o Prêmio Virgílio Várzea de Literatura, faz a inscrição e ganha. Assim, o livro é publicado pela FCC e recebe uma quantia em dinheiro da mesma instituição. Esta é a sua estreia na escrita como autora de livro.

A casa da praia. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 1991. 84 p. (Prêmio Nacional de Romance Virgílio Várzea 1988).

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Na sequência, Kátia fala que foi bibliotecária no Clube 6 de janeiro durante 7 anos e um dia vai ao centro de Florianópolis com o original de seu novo livro: Homicídio em Dó Maior. Sua intenção é procurar uma editora para publicar, vai em uma e não consegue conversar com os proprietários, vai em outra e consegue dialogar com o dono da editora Papa Livros e publica o seu segundo livro.

Homicídio em Dó Maior. Florianópolis: Editora Papa-livro, 1996. 80 p. (romance).


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Com o incentivo da editora Papa Livros escreve o terceiro livro: Coincidência! Continua no clima de suspense, mistério com narradoras mulheres e narrado em primeira pessoa. Diz gostar mais de escrever em primeira pessoa e considera natural esta técnica. Comenta descrever a narradora, como ela é, quando é necessário para a história. Kátia nos informa que gosta de envolver música, mistério, teatro … em suas histórias. Fala que gosta de ouvir músicas tranquilas enquanto escreve (jazz, por exemplo).

Coincidência! Florianópolis: Editora Papa-livro, 1999. 200 p. (romance).

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O quarto livro “Em nome da arte” foi de pouca tiragem e artesanal. Ela está em conversa com a editora para reeditar esta obra. Ambientado em um colégio, com professores de arte e há um crime.

Em nome da arte. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2000. 94 p. (romance).

 Sobre o quinto livro “Olhos de vidro”, Kátia diz que a capa é uma pintura realista de artista local. Quando as pessoas perguntam de onde “tira” as ideias, ela declara que anota ideias, reportagens de televisão ou jornais, de histórias escutadas aqui e ali. Esclarece anotar em papel e coloca em uma pasta chamada “ideias avulsas”. Depois junta e forma o texto, só senta no computador para digitar depois que tudo está anotado, o esqueleto todo anotado. Somente quando já sabe o final da história é que inicia o processo da escrita do romance. Este é o método de Kátia. Depois ela junta os papeis e desenvolve o roteiro do romance policial, agrupa os diálogos e digita tudo com todos os detalhes. Mesmo seguindo o seu método próprio, ela diz que é sofrido e trabalhoso voltar para a escrita do texto. Ela cita Lygia Fagundes Telles, que diz: “Tem que escrever enquanto está quentinho”!

Kátia revela que está escrevendo um novo romance: O terceiro ingrediente. Romance ambientado em uma cidade do interior, a personagem principal é uma confeiteira… não posso falar muito mais do que ela revelou sobre esta história.

Um participante pergunta a Kátia se já aconteceu de ela sentir que perdeu o controle e os personagens tomaram conta. Alguém diz que tem dias que os personagens começam a falar com o escritor e é preciso escrever o que eles dizem. Outra pessoa pergunta o que ela faz quando no meio da noite o texto vem. Pois se não anotar na hora pode esquecer. Às vezes vem um capítulo inteiro. Nesse momento todos parecem já ter passado por isso, todos falaram ao mesmo tempo comentando o que já aconteceu com cada um. Outra participante fala que gravou e em casa transcreveu. Outra pessoa diz que muitos textos vêm prontos em detalhes. Kátia afirma que já aconteceu com ela e algumas vezes não anotou e esqueceu e não recuperou mais da forma como veio a ela. Fala que é importante ter um bloquinho perto para anotar.

Segundo Kátia: “Raquel de Queiroz dizia: para ter muito cuidado com o que a gente cria, por que senão os personagens tomam conta”.

Revela que: “Lausimar Lauss dizia que quando escreveu o livro ‘O guarda-roupa alemão’ sentia a presença do personagem, sentia o cheiro dele, ela via a cor da camisa dele, ele chacoalhava ela, ele queria que ela escrevesse a história”. Kátia que isso é muito intenso e quem escreve sabe como é isso.

Sobre essa força do personagem, Kátia diz que em seu romance “Até que a morte os separe” a ser lançado no final do no ano de 2016, um personagem que é professor falou algo para a personagem principal que a autora não sabia, mas o personagem sabia.

Olhos de Vidro. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2001. 120 p. (romance).

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O sexto livro “Por falar em fantasma” é ambientado em uma escola, a personagem é formada em pedagogia e que ser professora, ela consegue uma vaga em um colégio como secretária até que um dia a bibliotecária decide não mais ficar na biblioteca à noite e surge uma oportunidade para um trabalho extra. Na biblioteca o mistério se desenrola.

 

 Por falar em fantasma… Florianópolis: Editora Papa-livro, 2005. 200 p. (romance).

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Seguindo em sua fala, Kátia revela que depois de trabalhar como bibliotecária no Clube 6 por 7 anos e trabalhar no Colégio Coração de Jesus mais uns 2 anos na biblioteca, ela volta a estudar e faz especialização em Educação e Desenvolvimento Humano pela Unisul, nas dependências do Colégio Coração de Jesus mesmo. Por motivação do professor que a orientou na especialização, ela decide a voltar a estudar e vai parar no mestrado e emendando seus estudos entrou para o doutorado em Literatura na UFSC, sob a orientação do professor Lauro Junkes. Como tese do doutorado escreveu um romance e como teoria o diário de produção do romance e assim surgiu o sétimo livro “O silêncio do olhar”. O professor Celestino Sachet foi da banca de doutorado e contribuiu com a escolha do título do livro. Kátia fala que os primeiros leitores de sua obra foram os membros da banca de defesa da tese.

Fala de Kátia: “Quando a gente escreve, a gente não pode escrever só pra gente, a gente tem que imaginar o leitor né, a gente tem que imaginar quem vai atingir, qual público vai atingir, o que o leitor vai pensar na hora que tiver lendo aquilo, a gente escreve pro leitor, afinal de contas a gente que ser lido, todo escritor quer ser lido, a gente quer que o público leia e entenda”.

Usa muita poesia, muita linguagem poética para descrever a praia, Praia das Gaivotas. A personagem é uma moça que trabalha em uma perfumaria e tem um namorado que escreve poesia, mas não consegue se declarar para ela. Ele tem um amigo poeta que mora longe, na Praia das Gaivotas, ele incentiva o jovem a escrever um livro. A moça resolve ir conhecer este poeta e faz descobertas interessantes.

Isadora Diniz é uma das participantes da Oficina e o coordenador emprestou o seu livro “O silêncio do olhar” para que fosse lido antes da vinda de Kátia. Ela tem a oportunidade de dialogar com a escritora e tirar dúvidas ou contribuir com lembranças de trechos. Isadora declara: Eu trabalhei em loja de perfume e caiu justamente este livro para eu ler”. Kátia diz: “O livro procura a gente né”?

Maria de Lourdes Krieger diz que é preciso cuidar para não escrever como se fala. Pois, falar é uma coisa e escrever é outra.

Afirma que este livro foi mais trabalhado por causa do doutorado, diz ter prazer em ler trechos por ser um livro muito trabalhado para ser criado. Fala que leu muito sobre estilo e estrutura literária, além das teorias. Kátia fala ser importante ler outros autores para ver como eles escrevem. Mas, cuidado para não ser muito crítico e não aproveitar mais a história.

Um participante diz ser importante a leitura de Machado de Assis e Edgar Allan Poe. Kátia diz que gosta muito de Machado. As interações entre os participantes começam e as declarações de paixão e espanto ao ver que pessoas não têm tanto interesse nos cânones brasileiros.

O silêncio do olhar. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2011. 178p. (romance).

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 Seguindo na ministração da noite, Kátia diz ter escrito o oitavo livro “A realidade e a ficção”, ela diz que inova ao começar o romance com um diálogo. Geralmente há um texto situando o leitor para depois vir o diálogo. Menciona ser importante a criatividade na escolha dos capítulos. Professora que vai trabalhar em uma universidade e ao se instalar na casa da antiga professora, morta em um acidente, ela passa a receber um telefonema de uma criança, todas as noites a ligação acontece. Diz ter se inspirado em um seriado chamado Seinfield para criar a história do telefonema.

“Quem tem o olhar, tudo, tudo inspira uma nova história”!

A participante da Oficina que levou o livro “A realidade e a ficção” emprestado do Coordenador para ler em casa, antes da vinda da escritora, faz uma fala: “eu economizava para não acabar o livro”. Patrícia Núbia Duarte diz que a personagem principal do livro é alguém muito bem-humorada, uma professora que fica indignada por ser escritora e os leitores a confundirem com a personagem das histórias. Patrícia diz que fica imaginando Kátia, uma terceira personagem, pois há a professora Isadora, a personagem dela: Isabela e a escritora do livro lido por Patrícia: a Kátia.

Evandro diz que quando leu “Por falar em fantasma…” a personagem principal, para ele, era a escritora, a Kátia.

Kátia diz que quando lançou o livro “Coincidências”! As pessoas a confundiam com a personagem principal e comentavam a história como se fosse algo vivido por Kátia. Ela afirma: “O autor não está no livro”!

Maria de Lourdes Krieger diz: “Não deixa de fazer nada pra escrever. Não deixa nada de lado, aproveita tudo que você tem pra fazer. Não larga nada pra poder escrever”. Para cuidar, pois escrever é um árduo trabalho e pode ou não dar frutos.

A escritora sugere o livro “Cartas a um jovem poeta” de Rainer Maria Rilke. Um diálogo entre o poeta e um aspirante a escritor, travam uma conversa sobre escrita e a importância que ela tem para quem escreve.

Os participantes da Oficina novamente dialogam sobre a escrita e as inspirações, além de refletir sobre o viver de literatura.

A Realidade e a Ficção. Florianópolis: Editora Papa-livro, 2013. 128 p. (romance).


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 Ao falar de seu nono livro “O admirador secreto”, revela que faz parte de duas academias de letras: São José e a Desterrense. Conseguiu recursos junto a Secretaria de Educação e Turismo de São José e conseguiu com a Academia a publicação de livros para os acadêmicos, ocasião em que publicou “O admirador secreto”, diz que foi gostoso escrever. Carol Paim, participante da Oficina está lendo e faz um comentário sobre o livro.

O admirador secreto. Florianópolis: Editora Secco, Fundação Municipal de Cultura e Turismo de São José, 2014. 80 p. (romance).

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Kátia termina sua fala e informa que trouxe dois livros para serem sorteados entre os presentes no Encontro com a Autora. Assim, Katia Maria Costa, bibliotecária da Biblioteca Pública de Brusque ganhou o livro “O Admirador Secreto” e declarou que após leitura fará doação à biblioteca a qual trabalha. O outro livro sorteado foi “Por falar em Fantasma…” que saiu para a Patrícia Peccin.

Todos se despediram e no próximo encontro, dia 28 de junho de 2016 estarão reunidos para socialização dos textos produzidos até então e para iniciar os estudos de Contos. Venha participar você também!

 

Participantes e convidados:

 

Evandro Jair Duarte – Coordenador

Kátia Rebello – Escritora convidada

1 – Aparecida Facioli

2 – Maria Lourdes Blatt Ohira – convidada

3 – Caroline Paim Müller

4 – Evelyn Jeissi da Silva

5 – Patrícia Núbia Duarte

6 – Kátia Maria Costa – convidada

7 – Patricia Peccin

8 – Gilmar Milezzi – convidado

9 – Isadora Diniz dos Santos

10 – Marina H. U. de Souza

 

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro 5 – Encontro com a Escritora Norma Bruno

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

7  de junho de  2016

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Por causa da greve de cobradores e motorista de ônibus que ocorreu no dia 31 de maio de 2016, data do Encontro da Oficina Literária Boca de Leão – OLBL, não foi possível permanecer com a data marcada e a reunião foi transferida para o dia 7 de junho de 2016 com a participação da Escritora Norma Bruno.

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Link de divulgação do Encontro feita pela FCC:

http://www.fcc.sc.gov.br/bibliotecapublica//pagina/18913/encontrocomaescritoranormabrunonabibliotecapublica

Norma Bruno por Norma Bruno: Vivo na Ilha de Santa Catarina desde que nasci. Sou de aquário, portanto já nasci aluada, mas contraditoriamente, não me dou bem com tecnologia e gosto mesmo é de coisa velha. Fiz muitas coisas, deixei para trás outras tantas, tenho muito por fazer. Coleciono cenas urbanas, rendas de bilro e revistas antigas. Escritora amadora em todos os sentidos, invento coisas, conto histórias. Livros publicados: – Prosa, quase Poesia – ou vice-verso – Tempo Editorial. 2015 – Cenas Urbanas e Outras Nem Tanto. Bernúncia Editora. 2012 – A Minha Aldeia Editora Papa-Livros. 2004. – Leia Crônicas da Desterro no site www.carosouvintes.org.br . Blog pessoal no link: Blog da autora: https://normabruno.wordpress.com/author/normabruno/

 

A OLBL iniciou com a dinâmica de falar sobre o Livro de Cabeceira, em que cada participante que se considera à vontade para falar menciona a obra que lê. Patrícia Peccin disse que entregou o último livro e já pegou outro, cujo título é:

O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares – Srta. Peregrine Vol 01 – ao autor Ransom Riggs.

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Foto: internet.

Segundo sinopse disponível na internet, o livro trata do seguinte:

Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias.”

 

Livro de Cabeceira: Em seguida foi dada a palavra para a mais nova integrante do grupo, Eliana Pontes, ela mencionou que tem alguns livros publicados e leu um trecho de seu livro.

 

Livro de Cabeceira: Evandro Jair Duarte é assinante da Experiência TAG e recebeu em casa a caixa com o livro do mês de junho contendo um brinde, uma carta de agradecimento, uma sinopse, uma revista e um livro que é selecionado por um curador. Como o conteúdo da caixa é uma surpresa aos assinantes e o mês corrente ainda pode ter outros membros para a TAG, só os participantes e associados da TAG sabem do que se trata. Evandro levou a caixa para que todos pudessem conhecer o clube de assinaturas de livros literários e da forma como o kit chega e o que contém.

 

Feito o ritual de abertura a palavra ficou com NORMA BRUNO, escritora convidada para falar de crônicas. Ela falou rapidamente das suas três obras. Dessa forma, diz que no primeiro livro A MINHA ALDEIA ela colocou quase todos os seus escritos e eram longos; o segundo CENAS URBANAS E OUTRAS NEM TANTO já cuidou para diminuir o tamanho dos textos; o terceiro PROSA QUASE POESIA: ou vice-verso, disse estar “mais abusada” que não tinha mais tanta vergonha de se expor.

Para se apresentar ao grande grupo ela fez o seguinte, leu a orelha se deu segundo livro. BRUNO, Norma. Cenas urbanas e outras nem tanto. Florianópolis: Bernúncia, 2012. Assim temos o relato de Norma Bruno por Norma Bruno:

Ex-professora do 2º grau, ex-dona-de-casa e mãe em tempo integral, ex-fabricante de bombons artesanais, ex-vendedora de bijouteria, ex-sacoleira de luxo, ex-proprietária de ‘boutique’ (no tempo em que isso era chique), ex-secretária, ex-mestranda, ex-professora universitária. Ex-jornaleira. Graduada em História. Escritora. Blogueira. Declara que sabe lavar, engomar e cozinhar. Faz pães deliciosos; já com bolo não se acerta. Sabia fazer geleias e conservas. Pinta e borda (menos do que gostaria). Faz crochê e tricô. Sabe costurar, especialmente à mão, (faz uma bainha que é uma beleza!). Adoraria falar diversos idiomas, tocar piano e fazer renda, mas tem preguiça de aprender. Dada a epifanias estéticas, inventou uma santa para melhor se proteger, já que o anjo da guarda não estava dando conta. Coleciona rendas de bilro, cenas urbanas e revista antigas. Inventa coisas e histórias”.

 

Norma nos presenteou com uma rica narrativa. A seguir utilizarei das palavras da escritora para descrever sua fala durante o encontro.

 

Ela nos disse que tudo o que está descrito no espaço das orelhas do seu segundo livro é o que ela é. Mencionou não ser ortodoxa em sua forma de ser e escrever. Declara que sua inspiração para a escrita vem de sua Vó de Laguna que na realidade é sua bisavó, mas assim que era chamada. Esta bisa virou borboleta. Uma afirmação que ficou até o último minuto martelando nas cabeças dos que a ouvia. A comprovação de que sua bisavó virou borboleta pode ser feita em seu blog. Por meio do link: https://normabruno.wordpress.com/2012/03/10/minha-bisavo-virou-borboleta/

Essa avó era mágica, afirmou Norma. Viveu de três em três meses nas casas dos netos e bisnetos. Não ficava nas casas das filhas. Em cada casa ela tinha um banquinho. O banquinho da Vó de Laguna, que fumava cigarro, picado com seu canivete, para montar a cigarrilha enquanto os netos chegavam e faziam a roda no chão. E assim alguém pedia: Conta uma história vó?

Vó Laguna contava histórias de príncipes e princesas, madrastas e mãe de princesa que morre. Norma destaca: “Mãe de princesa sempre morre”! – Assim foi que a bisavó conheceu o universo mágico das histórias, ouvindo de alguém para formar o seu próprio repertório.

Norma nos ilustrou a seguinte cena arquetípica: “Era uma mulher velha, com a sua tribo ao redor do fogo, simbolizado pelo cigarro, e a sua tribo, uma noite e ela contando histórias”.

Afirmou que o primeiro contato com o universo mágico da literatura foi através da contação de histórias da bisavó e que este procedimento marcou a sua vida.

Sua outra bisavó foi uma pessoa alegre, feliz, lia muito, gostava de fotonovelas.

Norma disse que “Mulheres de Areia” foi uma fotonovela famosa em sua época. Mas, que não podia ler, era escondida por sua bisa por ter no enredo um beijo. Sobre esta fotonovela e o afamado beijo Norma disse assim: “Ela guardava num armário que ela tinha na sala, a chave, porque eu queria ler, mas não podia porque tinha beijo. Uns beijinhos muito fuleiro. Mas eu não podia ler”.

Declara: “Não tínhamos livros em casa, tínhamos revistas”. “Dia de pagamento era uma beleza” – O pai chegava em casa e todos iam para o centro comprar revistas na Praça 15. Não havia livros, mas a leitura era presente na vida da escritora.

Quando casou e a sua filha teve livro antes de mesmo de saber ler. Na sua casa havia muitos livros. No entanto, disse não ter lido os clássicos universais. Disse ter um projeto de ler alguns livros, mas que tem uma “carrada” de livros na frente para ler e afirmou: “vou morrer sem ler”!

Como as crônicas apareceram na vida de Norma?

Ela diz que começou a escrever porque quem gosta de escrever escreve e pronto. Mencionou que o começo se deu por ter feito uma redação e gostou da experiência. O professor gostou do conteúdo e mostrou para outras pessoas e ela foi elogiada pelo feito.

Disse não gostar muito das regras e das aulas de regras gramaticais – “Tem quem toque piano de ouvir. Eu escrevo de olho”! – Para a autora o aprendizado da escrita é algo orgânico.

Fez outra declaração: “Tenho muita dificuldade com crase, adoro vírgula e adoro ponto de exclamação. Por mim, a maioria das frases teria ponto de exclamação”!

Norma disse que em momentos difíceis escreveu mais. Nos falou que mostrou seus escritos para os donos de uma editora durante uma das edições da Feira de Livro de Florianópolis e assim publicou o seu primeiro livro A MINHA ALDEIA com textos ainda longos.

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Foto: Norma Bruno.

Norma disse que com o uso do Twitter aprendeu a escrever textos menores, pois nesta mídia social cabem apenas 140 caracteres. Assim, em seu segundo livro CENAS URBANAS E OUTRAS NEM TANTO construiu textos curtos, com crônicas de uma página só, de um parágrafo só, de uma frase só, de uma linha só. Norma escreve sobre a cultura catarinense, sobre Florianópolis, sobre memórias, sobre o que viveu, sobre “causos”. Escreve sobre o ilhéu, que para ela é um ser épico.

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Foto: Norma Bruno.

Diz que aprendeu a escrever resumidamente como forma de exercício e fugir um pouco do academicismo de anos de experiência profissional. Norma deixou claro que as suas vivências na comunidade ou em família provocaram seus escritos e seu imaginário. Ao falar de seus textos foi possível perceber que ela tem forte ligação com as coisas do cotidiano. Ela disse que não se preocupa em categorizar o que escreve. Alguns textos são que produz são crônicas, outros são prosas, outros são poesias? Ela declarou não saber enquadrar os escritos em um gênero ou categoria. Dessa não classificação nasceu a coletânea de escritos do livro PROSA QUASE POESIA OU VICE-VERSO.

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Foto: Norma Bruno.

 

Norma brilhantemente nos disse:

“Não percam a liberdade de escrever”!

Compartilhou com o Grupo que conheceu os textos do escritor Mia Couto pelo Facebook e ficou fascinada, assim leu muito de suas obras. Disse que ele faz conto, poesia e escreve sobre o que ele vê e viveu ou viu. Norma mencionou que ele escreve maravilhas e brincou dizendo: “Eu fico babando e morrendo de inveja! E não é inveja boa é aquela que leva a gente pro inferno”. Disse ao grupo da Oficina para não negociar a liberdade de escrita por nada, para poder brincar com as palavras.

Outro apontamento de Norma foi que ela pesquisou nos jornais catarinenses sobre o prédio do Miramar para sua dissertação do mestrado em História. Ao retornar suas pesquisas sobre o prédio para agora escrever um romance sobre o Miramar é que conheceu o coordenador da Oficina, Evandro. Livro previsto para ser lançado em 2018, ano em que faz 90 anos de fundação do histórico prédio já demolido.

 

Na sequência a participante da Oficina Isadora Diniz dos Santos leu um texto de sua autoria para apresentar à Norma Bruno que ao final disse: “Muito bom! Olha, não tô falando para agradar! Muito bom!”

 

Com o retorno da palavra para Norma, ela leu o seu texto: A VIDA (FÁCIL) DO CRONISTA de seu livro CENAS URBANAS E OUTRAS NEM TANTO. Na crônica o cronista é:

um sujeito qualquer;

interpreta o que viu;

conta o que viu;

tem o olhar atento;

tem senso de oportunidade;

tem sensibilidade;

percebe as pessoas;

precisa de sorte;

histórias se contam sozinha o tempo todo;

presencia ou não o fato acontecendo.

 

A convidada nos disse que o segredo é olhar e continuou afirmando: “Quando eu digo que eu escrevo de olho, eu escrevo de olho porque eu aprendi escrever lendo, mas eu tô sempre ligada, eu tô sempre ligada nas pessoas e eu escrevo de ouvido, porque eu tô sempre ligada no que ouço”. Disse que gosta muito de Fernando Sabino e do texto: A ÚLTIMA CRÔNICA, esta pode ser lida no Link: http://contobrasileiro.com.br/a-ultima-cronica-fernando-sabino/ . Ela nos chamou atenção para a escrita do autor e para a cena da crônica de Fernando Sabino. Isso para poder nos mostrar uma estrutura de crônica de Norma construída com o aproveitamento de uma cena vivenciada no trânsito, parte da crônica A VIDA (FÁCIL) DO CRONISTA.

Outra rica declaração de Norma foi:

“Cronista tem que andar de ônibus”!

Norma nos ofereceu uma leitura do texto Herança. Texto inspirado em uma cena decorrida dentro de um ônibus. Ela observou os acontecimentos dentro do transporte coletivo e criou a crônica. Veja o conteúdo no link: https://normabruno.wordpress.com/2014/03/18/heranca/ . Ela disse que escutou o diálogo e gravou-o em sua mente para escrever o texto HERANÇA. Informou que é bom praticar a escrita com aquilo que nos é conhecido. Declara: “Comecem a escrever sobre algo que vocês conhecem, escrevem para si e depois mostrem para as pessoas, é a sugestão”.

Ficou a dica de Norma Bruno e a provocação para escrever. Agora é a sua vez! Escreva! Ande! Coragem!

Ao término do encontro aconteceu o sorteio dos três livros da escritora e a reunião terminou com toda essa deliciosidade.

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Participantes presentes:

  1. Evandro Jair Duarte
  2. Norma Bruno
  3. Eliana Pontes
  4. Caroline Paim Müller
  5. Isadora Diniz dos Santos
  6. João Felipe Bruno de Assis
  7. Joaquim Araujo
  8. Pedro Eugênio Pra Baldi
  9. Idê Maria Bitencourt Beck
  10. Marina HadlichUliano de Souza
  11. Pati Peccin
  12. Evelyn Jeissi da Silva

 Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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