Arquivo do mês: maio 2016

Encontro 4 – Estudo – Escrita criativa

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

17 DE MAIO DE 2016

 

LOGO BOCA DE LEÃO JGP(P)

Arte: Lucas Prisco Puga

No dia 17 de maio de 2016 a Oficina Literária Boca de Leão iniciou a atividade com a socialização de alguns textos produzidos em casa. Na sequência, o grupo conversou sobre as propostas de Natalie Goldberg em seu livro “Escrevendo com a alma: liberte o escritor que há em você”.

Natalie comenta sobre a compostagem de afirma que “A consciência leva um certo tempo para filtrar as experiências”. Assim, ela orienta a fazer uma pausa com o objeto a ser trabalhado, menciona que é necessário conhecer mais sobre ele e assim incorporar mais dados sobre o que se busca escrever. Ainda nos provoca a realizar um exercício de vasculhar a memória em busca de fatos para o exercício, treinar a escrita, respeitando o tempo de cada um, mas com treino freqüente.

Lista de tópicos é um excelente recurso para o estímulo a criação de textos. Natalie diz:

Ás vezes nos sentamos para escrever e não conseguimos pensar em absolutamente nada para dizer. O papel em branco nos intimida.

Com as listas prontas podemos ter a inspiração ou ponto de partida para evitar o medo do papel em branco. Assim, anote as ideias que surgem, tópicos com temas, assuntos… anote lembranças… no entanto, Natalie nos propõem a uma mudança de atitude ou hábito para a prática de escrever, segundo ela, é preciso: separar uma parte do dia para isso; sentar e escrever; escolher um tópico da lista; deixar a imaginação e criatividade fluir; manter a mão em movimento e escrever sem a preocupação em arrumar palavras ou ideia. Isso, nós fazemos depois.

Um aviso da autora: para sermos profundos, verdadeiros, sinceros e detalhistas.

Na sequência, nós socializamos um texto produzido em casa e comentamos sobre a experiência de escrever e de ouvir. Sobre o que cada texto nos remeteu. Foi um exercício bom de fazer e de compartilhar.

Claudete coordenou a atividade envolvendo um exercício proposto por Natalie Goldberg em seu livro e todos tiveram um tempo de 15 minutos para a escrita. Depois, alguns escritos foram lidos, compartilhados. A intenção é provocar os participantes a escrever e soltar a mão junto com a imaginação, sem medo de nada.

Um dos exercícios que gosto muito e está no livro de Natalie é este:

Procure lugares diferentes para escrever. Você pode ir até um café. Relato o que está acontecendo à sua volta.

Natalie Goldberg nos diz que é importante termos disciplina para escrever.

Agora tente você! Sim, você! É você! Você mesmo! Isso, você que leu este post. Faça o exercício descrito acima e nos diga o que achou e como foi a experiência. Aguardamos um retorno.

 

Participantes presentes:

Evandro Jair Duarte

Murilo Augusto Kurz

Pati Peccin

Isadora Diniz dos Santos

Pedro Mac

Caroline Paim Müller

Claudete Terezinha da Mata

Evelyn K Dodl

Luiza Horbach Dodl

Evelyn Jeissi da Silva

Idê Maria Bitencourt Beck

Marina Hadlich Uliano de Souza

Patrícia Núbia Duarte

 

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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Encontro – 3 – Estudo – Escrita Criativa

RELATO DA OFICINA LITERÁRIA BOCA DE LEÃO

3 DE MAIO DE 2016

LOGO BOCA DE LEÃO JGP(P)

Como proposta para abertura dos encontros está a socialização de leitura (livro de cabeceira). Assim, no dia 3 de maio de 2016, foi dada a palavra para que os participantes compartilhassem suas leituras literárias. Uma participante disse que não tem a prática de ler, mas que tinha um livro em mãos, que foi pego no dia 19 de abril, data do encontro anterior. Ela fez a carteirinha na Biblioteca Pública de Santa Catarina e pegou o livro “A máquina de fazer espanhóis” do autor português Valter Hugo Mae, comentou a leitura e a dureza da escrita, por causa dos parágrafos longos e sem pontuação.

Livro – A máquina de fazer espanhóis

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Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/imperdivel/livros/a-maquina-de-fazer-espanhois/

Outra participante mencionou ler “Histórias para brincar” do autor Gianni Rodari. Ela mencionou que a leitura estava no começo e que compartilharia algo que mais chamou atenção na leitura em outro encontro. Esta dinâmica ocorre para que aconteça a promoção da leitura. Uma leve aproximação do leitor com o livro.

Livro – Histórias para brincar

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Fonte: http://www.buscape.com.br/historias-para-brincar-gianni-rodari-8573263784

Após, o compartilhar de livros lidos, o grupo tinha a oportunidade de participar da socialização de textos produzidos em casa. Sendo que no encontro do dia 19 de abril, a escritora Luene Langhammer Alves provocou a turma para que escrevesse uma lembrança da infância ou adolescência. Como foi o terceiro encontro e as pessoas ainda estavam tímidas, poucos foram ousados e fizeram a leitura dos textos. Os escritos foram gostosos de ouvir.

Em seguida aconteceu o exercício de escrita criativa. Para esta prática, estamos utilizando o livro “Escrevendo com a alma: desperte o escritor que há em você” da autora Natalie Goldberg.

Livro – Escrevendo com a alma: desperte o escritor que há em você

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Fonte: http://www.benoliveira.com/2013/06/resenha-escrevendo-com-alma-natalie.html

Deste livro da Natalie Goldberg, nós utilizamos para leitura o capítulo “Papel, caneta e a mente do iniciante”, em que ela relata sua experiência como professora, ela diz:

É ótimo dar aulas para quem está começando. Voltar a pensar como um iniciante, relembrar minhas primeiras impressões sobre a escrita. De certa maneira, devemos sempre voltar a pensar como um iniciante toda vez que nos sentamos para escrever. Não há como prever nem garantir que, por termos produzido um texto bom dois meses atrás, seremos sempre capazes de repetir o feito. Na verdade, sempre que começamos um novo projeto, perguntamo-nos como foi que conseguimos fazer aquilo antes. Cada início é uma nova jornada para a qual não existem mapas. Então, quando dou aulas de redação, tenho de contar a história desde o princípio, sem me esquecer de que aqueles alunos a estão ouvindo pela primeira vez. Tenho de começar bem do começo”.

Natalie nos orienta a fazer a escolha do caderno a ser utilizado na escrita e da caneta também. Diz que o caderno não pode ser algo tão luxuoso ao ponto de termos pena de escrever nele e que a caneta precisa ter um bom deslizar, para deixarmos nossa mão livre para a escrita.

No entanto, ela nos alerta dizendo:

É interessante sentir o contato e a textura da caneta sobre o papel“.

Utilizamos também o capítulo “Primeiras impressões”. Neste texto, ela nos instiga a para um pouco para escrever. Estabelecer um tempo e cumpri-lo. Ela diz que:

O importante é que você cumpra o limite de tempo estipulado para aquela sessão:

  1. Mantenha a mão em movimento. Não pare para reler a linha que acabou de escrever. Isso é se retardar e tentar controlar o que você está dizendo.

  2. Não rasure. Isso é editar enquanto escreve. Mesmo que escreva algo que não pretendia escrever, deixe como está.

  3. Não se prenda a ortografia, pontuação, gramática. Tampouco se prenda às margens ou às linhas da página.

  4. Solte o controle.

  5. Não pense. Não tente ser lógico.

  6. Pegue na veia. Se surgir algo muito forte ou muito chocante no seu texto, mergulhe fundo. É provável que ali exista uma grande fonte de energia“.

Outro capítulo utilizado foi “A prática de escrever”, em que reafirma que é preciso praticar e escrever muito, com periodicidade. E nos instiga com a seguinte proposta:

Agora sente-se. Dê- me este momento. Escreva o que estiver passando por sua cabeça. Você pode começar com “neste momento” e acabar escrevendo sobre a gardênia que usou no seu casamento, sete anos atrás. Tudo bem. Não tente controlar nada. Esteja atento a tudo o que surgir e mantenha a mão me movimento“.

Treine você também. Isso mesmo, você que lê este texto! Faça este exercício e comente depois aqui.

Outra proposta da Oficina Literária Boca de Leão é o “Estudo de autor”. No encontro do dia 19 de abril de 2016 foi dada a abertura para as primeiras conversas em torno do texto “O DIA EM QUE TROQUEI MEU PAI POR DOIS PEIXINHOS DOURADOS” do autor Neil Gaiman. Assim, no dia 3 de maio de 2016, o grupo pode ler o texto novamente e analisar cada personagem e destacar as características deles.

Livro – O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados

download

Fonte: Imagem da internet

Terminamos as atividades do dia com um exercício de escrita e em casa os participantes receberiam outro exercício de escrita (por e-mail) para ser compartilhado no encontro do dia 17 de maio.

 

Horário: das19h às 21h

Local: Auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina

Contato – Evandro Jair Duarte (48) 36656429 ou 36656431

E-mail: evandroduarte@fcc.sc.gov.br ou dujaev@gmail.com

Texto escrito por Evandro Jair Duarte

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